segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ayrton Senna da Silva

Ayrton Senna da Silva nasceu em 21 de março de 1960, em São Paulo, Brasil, e é considerado um dos melhores pilotos de todos os tempos. Senna viveu uma vida inteira dedicada às competições automobilísticas. 


Conquistou suporte de pessoas importantes do esporte a motor e foi um dos pilotos mais respeitados pelos especialistas no esporte. Conduzia com facilidade para ser o melhor em todas as partes. O charme e sorriso jovial fizeram com que Ayrton se tornasse um verdadeiro herói moderno...

A paixão de Senna por automobilismo começou ainda na infância, quando ganhou um kart construído por seu pai, Milton, um rico empresário. Então os problemas do garoto desapareceram e assim começou no mundo do esporte a motor. Com suporte do pai, Ayrton estreou oficialmente nas pistas em 1973, durante prova do campeonato brasileiro de kart e não teve dificuldades para exibir suas habilidades ao volante: venceu com sobras a etapa realizada em Interlagos, no dia 1° de julho.



Ayrton Senna da Silva ainda criança.
Em 1980, após faturar o campeonato sul-americano de kart e ficar com o vice no mundial da modalidade, Senna trocou o Brasil pela Europa, onde as principais categorias de Fórmula tinham reservado um lugar para ele. Ayrton fechou contrato com a equipe Van Diemen para disputar a temporada de 1981 do campeonato inglês de Fórmula Ford 1.600, agradecendo ao pai pelo apoio nos tempos de kart. Sagrou-se campeão por antecipação. 

Então, no ano seguinte, o brasileiro venceu os campeonatos europeu e inglês da Fórmula Ford 2.000. E o próximo passo foi a Fórmula-3 inglesa. Guiando um Ralt-Toyota, o tricampeão teve excitantes duelos com o inglês Martin Brundle em diversas corridas da temporada e chegou a mais um título na Inglaterra. Após ganhar o popular Grande Prêmio de Macau de F-3, Ayrton participou de uma sessão de testes em Donington Park com um Williams FW 08C, no circuito de Donington Park, a convite de Frank Williams. Depois também testou por Brabham e McLaren, equipes de primeira linha como a Williams. No entanto, o brasileiro fechou contrato com a modesta Toleman para disputa da temporada de 1984 de Fórmula-1.

E foi justamente no Brasil onde Ayrton estreou na categoria, mais precisamente no Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. E não foi um bom começo: largando apenas em 16° lugar abandonou a corrida na oitava volta, com problemas no turbocompressor.


Àquela altura, o futuro tricampeão de Fórmula-1 era 13° colocado. No entanto, não desistiu. Duas semanas mais tarde, em Kyalami, teve desempenho semelhante ao exibido na classificação para o GP de Jacarepaguá, mas levou o Toleman TG 183B Hart ao sexto lugar na corrida e obteve o primeiro ponto na categoria. Em julho, Senna foi o destaque do chuvoso Grande Prêmio de Mônaco, quando chegou atrás apenas de Alain Prost (McLaren-TAG Porsche). 

Essa corrida é considerada polêmica por causa da suspensão da corrida na 32ª volta - de um total de 78 voltas. Nono colocado ao fim da temporada, com 13 pontos, Ayrton se transferiu para a Lotus para ser companheiro de equipe do italiano Elio de Angelis.

Logo no segundo GP pela equipe inglesa, Senna faturou a primeira vitória na Fórmula-1, em chuvosa etapa no circuito de Estoril, Portugal - com mais de um minuto de vantagem para o segundo colocado, o italiano Michele Alboreto (Ferrari). O brasileiro voltou a vencer em Spa-Francorchamps, na Bélgica, fechando a temporada com duas vitórias, sete pole positions e o quarto lugar no mundial de pilotos, com 38 pontos.

No ano seguinte, o paulistano já era considerado um dos quatro principais pilotos do certame, ao lado de Alain Prost (McLaren-TAG Porsche), Nelson Piquet (Williams-Honda) e Nigel Mansell (Williams-Honda). A emocionante vitória na etapa da Espanha, recebendo a quadriculada apenas 0.14'' à frente de Mansell, provaria que a inclusão de Ayrton no rol dos maiores nomes da época não era à toa.

Em 1987, a Lotus passou a receber motores da Honda - nas duas temporadas anteriores, o propulsor era fornecido pela Renault. Nesse ano, o brasileiro alcançou a primeira de suas seis vitórias em Mônaco; saudou os mecânicos euforicamente e no pódio jogou champanhe para a família real do principado encravado entre Nice e Menton. Ao fim do campeonato, Ron Dennis anunciou Ayrton Senna como piloto da McLaren para 1988, ao lado de Prost.




Nessa temporada, a parceria entre McLaren e Honda rendeu números espetaculares à equipe de Woking: foram 15 vitórias em 16 etapas. Foi o ano do primeiro título de Ayrton Senna. Embora tenha somado menos pontos que o rival francês (95 a 104), o brasileiro ficou com o primeiro lugar pois, como o regulamento que previa o descarte dos cinco piores resultados no ano, o francês perdeu três segundos lugares, caindo para 88 - contra 91 de Ayrton, que descartou apenas um terceiro lugar. No entanto, o campeonato de 1988 não foi apenas o melhor da história da McLaren. Marcou o início de uma das mais excitantes e atrativas disputas da Fórmula-1.

Prova disso foi a eventual quebra de acordo entre Senna e Prost para que não houvesse ultrapassagens entre ambos no Grande Prêmio de San Marino. Então foi o início de tal rivalidade. O estágio seguinte seria a corrida em Suzuka, onde a controvérsia alcançou alto nível. O francês liderava a corrida, seguido pelo brasileiro. No hairpin que antecede a reta principal, Ayrton buscou a ultrapassagem sobre Alain, mas ambos colidiram e o francês abandonou. Senna seguiu na corrida e venceu, mas foi desclassificado. O título da temporada ficou com Prost. "Não posso explicar outra coisa além do que se viu: a manipulação do campeonato de 1989", disse Ayrton. O presidente da FISA, Jean-Marie Balestre, impôs uma punição ao brasileiro pelas declarações após a corrida e retirou temporariamente a superlicença do piloto.

Ayrton iniciou a temporada de 1990 pagando uma multa milionária para a FISA e pedindo desculpas à cúpula da entidade. Naquele ano, Prost passou para a Ferrari, pois alegava que a McLaren ficou ao lado de Senna após o acidente na etapa japonesa. E o campeonato foi definido novamente entre eles e, após mais um acidente entre ambos em Suzuka, Senna garantiu o segundo título na Fórmula-1.

O ano seguinte marcou o tricampeonato de Ayrton. Nigel Mansell, da Williams, falhou pela terceira vez na busca pelo título mundial. O brasileiro começou a temporada com vitórias nas etapas dos Estados Unidos, Brasil, San Marino e Mônaco, enquanto o inglês só se "encontrou" no campeonato durante a metade daquela temporada. O abandono de Mansell, após uma saída de pista em Suzuka, abriu caminho para o terceiro campeonato de Senna na Fórmula-1. Na chuvosa etapa de Interlagos, o paulistano dedicou a vitória á torcida brasileira - após sete tentativas frustradas de vencer em seu país. Além disso, entrou para a galeria dos tricampeões, ao lado de Brabham, Stewart, Lauda, Piquet, Prost...

Para 1992, as coisas mudaram. Favorecido pelo fantástico trabalho do time de Frank Williams, Mansell ganhou seu único campeonato, contabilizando nove vitórias em 16 etapas. Ayrton sofreu com um McLaren-Honda pouco competitivo em relação aos anos anteriores, mas faturou três merecidas vitórias: Mônaco, Hungria e Itália. O triunfo em Monte Carlo ocorreu graças a problemas em um dos pneus do Williams-Renault do líder da prova, o inglês Nigel Mansell, quando faltavam dez voltas para a bandeirada...

Sem motores Honda e repleta de problemas internos, a McLaren teve de usar propulsores Ford durante a temporada de 1993. Após um ano de "descanso", Prost retornou às pistas, agora pela Williams. Apesar de algumas previsões, Senna foi um rival honesto ao francês e reeditaram o velho duelo. Apesar disso, o campeonato ficou com o francês, que venceu sete corridas, contra cinco triunfos do brasileiro. As vitórias mais notáveis de Senna aconteceram em Donington Park (GP da Europa), por causa de sua condução excelente, e em Interlagos, onde foi saudado euforicamente por Juan Manuel Fangio no pódio - o pentacampeão argentino apontava Ayrton como seu sucessor. O brasileiro disse adeus à McLaren com mais um primeiro lugar, o 41° e último da carreira, em Adelaide, na Austrália. E Senna conquistou seu objetivo: um lugar na Williams para a temporada de 1994, tendo o inglês Damon Hill como companheiro de equipe.

"O melhor piloto com o melhor carro não pode ter outro resultado que não seja o campeonato mesmo", era dito. Aliás, o ano começou com dificuldades a Ayrton que, apesar de das poles nos GPs do Brasil e do Pacífico abandonou em ambas corridas, vencidas pelo principal adversário daquele ano, o alemão Michael Schumacher, da Benetton. O episódio seguinte, episódio final, seria aquele de San Marino. As coisas estavam complicadas por causa do acidente espetacular de Rubens Barrichello durante a sessão de treinos da sexta-feira e da morte de Roland Ratzenberger, no sábado. Visivelmente preocupado, o tricampeão teve uma premonição mas regressou às pistas para competir. Partiu da polee estava na liderança da corrida. Mas na sétima volta, na Tamburello, Senna disse adeus.

Inúmeras coisas foram ditas desde 1° de maio de 1994. O Brasil chorou por seu ídolo. E até mesmo o rival francês Prost ficou muito triste.


Funeral

No Cemitério do Morumbi, a sepultura de Ayrton Senna.
Nada pode me separar do amor de Deus.
A lendária curva Eau Rouge no circuito da Bélgica foi temporariamente readequada para a corrida de 1994. Na foto, Damon Hill dirige pela chicane, onde foi escrita uma mensagem em homenagem a Senna. A morte do piloto foi considerada pelos brasileiros como uma tragédia nacional e o governo brasileiro declarou três dias de luto oficial. O governo brasileiro também lhe concedeu honras de chefe de Estado, com a característica salva de tiros. Estima-se que mais de um milhão de pessoas foram às ruas para ver seu ídolo e render-lhe as últimas homenagens, sem contar os milhões que acompanharam pela televisão desde a chegada do avião que trouxe seu corpo no Aeroporto de Guarulhos, às 5h30 da manhã.
A maioria dos pilotos de Fórmula 1 estiveram presentes no funeral de Senna. Porém o então presidente da FIA, Max Mosley, não compareceu, alegando que estava nos funerais de Ratzenberger no dia 7 de maio, em Salzburgo, na Áustria. Mosley disse à imprensa, dez anos depois: "Fui a esse funeral porque todos estavam no de Senna. Achei que era importante alguém ir a esse."
Na corrida seguinte, em Mônaco, a FIA decidiu deixar vazias as duas primeiras posições no grid de largada, e elas foram pintadas com as cores das bandeiras brasileira e austríaca, em homenagem a Senna e Ratzenberger.
O corpo de Senna está sepultado no jazigo 11, quadra 15, sector 7, do Cemitério do Morumbi, em São Paulo.
Premiações

Resultados antes da Fórmula 1
  • 1973 - 01/jul - Primeira corrida de kart - circuito de Interlagos
  • 1978 - Campeão Sul-Americano de kart
  • 1978 - Campeão Brasileiro de kart
  • 1978 - 13 a 17/set - Mundial de Kart em Le Mans/França - 6º colocado
  • 1979 - Campeão Brasileiro de kart
  • 1979 - 18 a 23/set - Mundial de Kart em Estoril/Portugal - 2º colocado
  • 1980 - Campeão Brasileiro de kart
  • 1980 - 17 a 21/set - Mundial de Kart em Niveles/Bélgica - 2º colocado
  • 1981 - Campeão Brasileiro de kart
1981 - Formula Ford 1600 - Equipe Van Diemen (dois campeonatos: P&O Ferries (PO) e Townsend Thoresen (TT))
  • 01/03 - PO - Brands Hatch - 5º
  • 08/03 - TT - Thruxton - 3º
  • 15/03 - TT - Brands Hatch - 1º
  • 22/03 - TT - Mallory - 2º (pole)
  • 05/04 - TT - Mallory - 2º
  • 03/05 - TT - Snetterton - 2º (pole)
  • 24/05 - RAC - Oulton Park - 1º (volta mais rápida)
  • 25/02 - TT - Mallory - 1º
  • 07/06 - TT - Snetterton - 1º (volta mais rápida)
  • 21/06 - RAC - Silverstone - 2º
  • 27/06 - TT - Oulton Park - 1º (volta mais rápida)
  • 04/07 - RAC - Donnington - 1º (volta mais rápida)
  • 12/07 - RAC - Brands Hatch - 4º (volta mais rápida)
  • 25/07 - TT - Oulton Park - 1º (volta mais rápida)
  • 26/07 - RAC - Mallory - 1º (volta mais rápida)
  • 02/08 - TT - Brands Hatch - 1º
  • 09/08 - RAC - Snetterton - 1º (volta mais rápida)
  • 15/08 - TT - Donnington - 1º
  • 31/08 - TT - Thruxton - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 16 a 20/09 - Mundial de Kart em Parma/Itália - 4º colocado
  • 29/09 - TT - Brands Hatch - 2º (volta mais rápida)
1982 - Formula Ford 2000 - Equipe Rushen Green Racing (dois campeonatos: Campeonato Inglês Pace British FF 2000 (PB) e Campeonato Europeu de 2000 (EFDA))
  • 07/03 - PB - Brands Hatch - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 27/03 - PB - Oulton - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 28/03 - PB - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 04/04 - PB - Donnington - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 09/04 - PB - Snetterton - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 12/04 - PB - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 18/04 - EFDA - Zolder - pole e abandono
  • 02/05 - EFDA - Donnington
  • 03/05 - PB - Mallory - 1º (volta mais rápida)
  • 09/05 - EFDA - Zolder - pole, volta mais rápida e abandono
  • 30/05 - PB - Oulton - abandono
  • 30/05 - Celebr. - Oulton - 1º (volta mais rápida)
  • 31/05 - PB - Brands Hatch - 1º (volta mais rápida)
  • 06/06 - PB - Mallory - 1º (volta mais rápida)
  • 13/06 - PB - Brands Hatch - 1º (volta mais rápida)
  • 20/06 - EFDA - Hockenheim - pole e abandono
  • 26/06 - PB - Oulton - 1º (volta mais rápida)
  • 03/07 - EFDA - Zandvoort - 1º (pole)
  • 04/07 - PB - Snetterton - 2º
  • 10/07 - PB - Castle Combe - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 01/08 - PB - Snetterton - 1º (volta mais rápida)
  • 08/08 - EFDA - Hockenheim - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 15/08 - EFDA - Österreichring - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 22/08 - EFDA - Jyllandsring - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 30/08 - PB - Thruxton - 1º (volta mais rápida)
  • 05/09 - PB - Snetterton - 1º (volta mais rápida)
  • 12/09 - EFDA - Mondello Park - 1º (volta mais rápida)
  • 15 a 19/09 - Mundial de Kart em Kalmar/Suécia - 14º colocado
  • 26/09 - PB - Brands Hatch - 2º (volta mais rápida)
  • 13/11 - Fórmula 3 - Thruxton - Ralt RT3-Toyota - 1º (pole e volta mais rápida)
1983 - Formula 3 - Campeonato Inglês - Equipe West Surrey Racing (exceto em Macau, quando Senna pilotou para a Marlboro/Tedy Yip)
  • 06/03 - Silverstone - 1º (volta mais rápida)
  • 13/03 - Thruxton - 1º (pole)
  • 20/03 - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 27/03 - Donnington - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 04/04 - Thruxton - 1º (pole)
  • 24/04 - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 03/05 - Thruxton - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 08/05 - Brands Hatch - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 30/05 - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 12/06 - Silverstone - abandono
  • 19/06 - Cadwell Park - pole, não largou
  • 03/07 - Snetterton - volta mais rápida e abandono
  • 16/07 - Silverstone - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 24/07 - Donnington - 2º (pole e volta mais rápida)
  • 06/08 - Oulton - volta mais rápida e abandono
  • 29/08 - Silverstone - 1º (pole)
  • 11/09 - Oulton - abandono
  • 18/09 - Thruxton - pole e abandono
  • 02/10 - Silverstone - 2º
  • 20/10 - GP de Macau - Macau - 1º (pole e volta mais rápida)
  • 23/10 - Thruxton - 1º (pole e volta mais rápida)

Uma pesquisa feita no Brasil, em 2000, revelou que Senna é considerado o maior herói brasileiro de todos os tempos. Mais uma prova para afirmar que Ayrton é um verdadeiro herói moderno.






sábado, 28 de julho de 2012

Bunkers nazistas são abertos ao público

O sistema de bunkers do Atlântico, construídos entre 1936 e 1944 nas fronteiras do Antigo Reich alemão, representa parte significativa da herança da ditadura nazista. Mas a capital, Berlim, também conta com seu próprio subsolo de bunkers nazistas. No principal, onde Adolf Hitler viveu seus últimos dias, de 16 de janeiro a 30 de abril de 1945, e que foi explodido pelos soviéticos depois da Segunda Guerra Mundial, a fundação Berliner Unterwelten (Submundos Berlinenses) depositou uma placa, lembrando que ali acabou o capítulo mais sombrio da História da Alemanha.

Bunker de Adolf Hitler destruído em 1945.
Os restos do bunker de Hitler foram soterrados na era comunista - essa parte de Berlim ficava na extinta República Democrática Alemã - para evitar que se tornassem local de culto de neonazistas, mas cinco instalações daquela época, inclusive o bunker militar, em Humboldthain, estão abertos à visitação.
A equatoriana Silvia Brito Morales, de 50 anos, funcionária da fundação, é responsável por fornecer dados sobre os locais:
- Os visitantes costumam ficar boquiabertos quando conto sobre os episódios dramáticos que ali ocorreram, sobretudo nos últimos anos da guerra, quando Berlim foi severamente bombardeada pelos aliados.

Ultima foto de Adolf Hitler tirada na saida de seu Bunker em Berlim - 27 de Abril de 1945.
Também fazem parte do programa um bunker usado por mulheres e crianças, outro que serviu como hospital de emergência para feridos nos bombardeios, um dos bombeiros e um último da Defesa Civil, com lugar para mais de 2 mil pessoas, o maior que restou dessa era.
Há ainda um bunker para os interessados em arte. O local, que serviu de abrigo para nazistas e civis, foi comprado pelo colecionador Christian Boros, que abriu ali um museu de arte contemporânea em um ambiente histórico, o Sammlung Boros, que conta com obras de artistas como o alemão Joseph Beuys. A entrada é na rua Reinhardt, a 1Km da antiga Chancelaria de Hilter, a sede do poder, destruída no fim da guerra.

A história do local que abriga o Sammlung Boros é ainda mais interessante do que os objetos de arte mostrados. Depois da guerra, o bunker ficou no lado oriental de Berlim, como quase todo o antigo centro do poder. Nos primeiros anos de divisão, os comunistas usaram o local como prisão de dissidentes. Mais tarde, o abrigo subterrâneo foi usado como depósito de bananas, a fruta preferida dos alemães orientais.
Abrigo usado como museu já foi depósito e discoteca
Quando o muro caiu, em 1989, o antigo bunker nazista foi usado durante alguns anos como discoteca de música pop e techno antes de ser comprado por Christian Boros. Depois de uma reforma de cinco anos, ele abriu o museu em junho.
- É difícil caminhar 500 metros em Berlim sem presenciar os testemunhos da História da cidade e do país - disse o advogado Ingram Lösche, após ver a exposição "A Rua Wilhelm, 1933 a 1945 - Ascensão e Queda do Bairro do Governo Nazista", em exibição até novembro.
A exposição da fundação Topografia do Terror mostra fotos e textos sobre a central do poder, a rua e o terreno da central da Gestapo. O prédio foi destruído, mas restos das paredes do subsolo, por ironia, junto com restos do antigo Muro de Berlim, são vistos como símbolos das tragédias alemãs do século XX.
- Depois da guerra, o capítulo ditadura nazista funcionava como lavagem cerebral nas escolas, ninguém suportava mais ter que lembrar quando Hitler ou Goebbels disseram isso ou aquilo. O importante para que a História não seja esquecida é que ela seja lembrada no lugar onde aconteceu - diz Lösche.
Dois prédios mostrados na exposição ainda existem. Um é parte do antigo Ministério da Propaganda, de Goebbels. O outro, o antigo Ministério da Aeronáutica, onde Tom Cruise rodou cenas do filme "Operação Valquíria", permanece intacto. Localizado perto da Chancelaria e do bunker de Hitler, ele abriga hoje o Ministério da Fazenda.
Mas pouco se vê hoje da pompa mostrada nas fotos de manifestações populares na Praça Wilhelm. O que restou da chuva de bombas dos últimos meses da guerra foi coberto de prédios em estilo socialista. O lugar da Chancelaria - construída por Albert Speer, sob a orientação de que "quem entrar na Chancelaria do Reich deve ter a impressão de estar diante do Senhor do Mundo" - foi pontilhado de prédios de apartamentos para funcionários comunistas. Hoje, apartamentos de aluguel. Já o acesso ao bunker de Hitler dá para um supermercado e um restaurante chinês. No terreno que serviu de sede do Terceiro Reich, em seus últimos meses, hoje há um estacionamento.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Especial: História do Batman


O herói mascarado criado pelo cartunista Bob Kane tornou-se, ao longo de seus 73 anos, um ícone da cultura pop, ultrapassando as páginas das histórias em quadrinhos. Estimulada pelo sucesso do Superman, publicado na revista Action Comics, a National Publications (editora que se tornou hoje a DC Comics) contratou Kane para criar um novo herói, cujo visual se baseou nos desenhos de Leonardo Da Vinci que mostrava um homem voando com asas. Com a colaboração do escritor Bill Finger, que lapidou o visual e as ideias apresentadas, Batman chegou às páginas de “Detective Comics” #27 (Maio de 1939) claramente influenciado pela literatura pulp.
A duplicidade de Bruce Wayne, um aristocrata que leva vida dupla para punir os criminosos, era uma óbvia referência ao “Zorro” de Johnston McCaulley. A inspiração para Batman ainda incluía o aspecto soturno e violento do Sombra (de Walter Gibson) com o qual Batman estimula o medo nos criminosos. Já na primeira história “The Case of the Chemical Syndicate”, Batman demonstra não apenas suas habilidades físicas, mas também raciocínio detetivesco, que conforme o próprio Bill Finger revelou anos mais tarde, foi inspirado nas aptidões de Sherlock Holmes. Já na primeira história, aparece um dos mais importantes coadjuvantes nas histórias de Batman: o Comissário Gordon, inestimável aliado na luta contra o crime.
Vários fatores colaboraram para o apelo do herói: o aspecto psicológico na figura de um homem perturbado que transforma seu trauma em uma cruzada. Bruce Wayne torna-se, então, a máscara que usa para disfarçar sua dor e sua verdadeira natureza. A motivação de Batman é a mais realista dos heróis das HQs. Batman é produto de uma sociedade doentia e cruel que desmorona sob o peso de sua falha moral. A própria cidade do herói, que no começo era Nova York, a mítica Gotham City (mencionada pela primeira vez em Batman #4) parece um personagem cujas sombras emolduram a complexidade da própria natureza humana.
Detective Comics #27 : A primeira aparição de Batman nas HQs. Batman #1 em 1940 e O Lobinho (Primeira aparição de Batman no Brasil)
Batman no Brasil. Em 1940, nos Estados Unidos, Batman ganhou seu próprio título e no mesmo ano chegou ao Brasil, especificamente em Novembro de 1940, nas páginas da revista “O Lobinho” nº 7, publicada pelo Consórcio Nacional de propriedade de Adolfo Aizen, pioneiro das HQs e que também havia publicado o Superman pela primeira vez em nossas terras. O personagem passou por adaptações curiosas. Assim, Gotham foi batizada de Riacho Doce e Bruce Wayne recebeu o nome de Bruno Miller. Na década de 50, Adolfo Aizen da saudosa Editora Brasil América (Ebal) passou a publicar Superman, Batman e os demais heróis da Dc Comics e os nomes verteram para o original. A Ebal foi o lar desses heróis por praticamente 30 anos, até migrarem para a Editora Abril (em 1984) e para a Panini Comics (de 2002 até hoje). Também coube a Aizen a publicação de outros heróis como Fantasma, Flash Gordon, Dick Tracy, Príncipe Valente e até mesmo os heróis Marvel.
As Mudanças: Batman tem sobrevivido ao longo de tanto tempo por resistir às várias interpretações, próprias de cada época. A falta de super-poderes é compensada por uma determinação férrea que desperta admiração e identificação por parte dos leitores. No começo, Batman era bastante violento e sombrio e a criação de Robin (em Detective Comics # 38, Abril de 1940) serviu justamente para suavizar essa característica, além de criar um personagem que servisse de ponte com o público leitor jovem. O sucesso de Robin inaugurou a tradição dos Sidekicks (parceiros de heróis), que se proliferou ao longo da década de 40. Ainda assim, Batman era severamente criticado pela violência de seus atos e mal visto por levar consigo uma criança, no caso o menino-prodígio, para uma vida de lutas e crime.
Simbolo oficial do Batman.
O auge dessa visão moralista foi alcançado em 1954 quando o psicólogo Fredric Wertham publicou “The Seduction of The Innocent” acusando os personagens dos quadrinhos de um comportamento imoral e de serem estímulos à deliquência juvenil. Vários personagens foram atacados pela cruzada moralista do Dr.Wertham que se ajustou perfeitamente ao clima de caça às bruxas da era MacCarthy. Batman foi o personagem mais criticado, acusado de homossexual por morar na Mansão Wayne com um jovem pupilo e seu fiel mordomo. Para driblar o peso das acusações foi criado o personagem da Tia Harriet, que se muda para a mansão Wayne (Detective Comics # 328 em 1964) quando o mordomo Alfred aparentemente morre.
Os vilões psicóticos, que formavam uma criativa galeria de tipos vilanescos, foram trocados por adversários mais fantasiosos, e assim durante a década de 50, Batman passa a enfrentar cientistas loucos, invasores vindos de outro planeta ou até mesmo de outra dimensão, como o Bat-mirim, um duende de outra dimensão e que se torna admirador do herói. Também nesta época, as histórias apresentam a Batwoman, versão feminina do cruzado embuçado cuja identidade secreta é Kathy KANE!! e que se torna interesse amoroso do herói para afastar os rumores incendiados pelo Dr.Wertham.
Outra personagem criada para afastar as acusações de homossexualismo e pedofilia foi a Betty Kane, a Bat-Girl, sobrinha da Batwoman. Mais tarde, por ocasião do seriado de TV, Barbara Gordon, filha do comissário, torna-se a nova Batgirl que teria um namoro velado com o Robin. O Batman desenhado por Dick Sprang também é mais sorridente e deixa de lado seu aspecto sombrio, tentando se adequar à pressão moralista da era Eisenhower.
Isso mudaria, no entanto, no início dos 70, quando o autor Denny O’Neill, junto aos artistas Neal Addams e Dick Giordano retomam as características sombrios de Batman produzindo uma fase maravilhosa. Nela, Batman torna-se um vigilante solitário com poucas aparições de Robin ou da Bat-girl. Vilões clássicos e esquecidos são retomados (como o Duas Caras) e novos vilões surgem, como o diabólico Ra’s Al Ghul, terrorista e líder de uma organização mundial que intenciona promover o caos global como forma de conter o crescimento desordenado da raça humana.
A mudança renova o público-leitor do herói e o projeta durante toda a década, tornando-se uma das fases mais marcantes para os fãs até hoje. A renovação se faz novamente necessária na segunda metade dos anos 80 quando Frank Miller, escritor e desenhista, que havia revolucionado as histórias do Demolidor da rival Marvel Comics, é contratado para produzir a mini-série “Cavaleiro das Trevas”, que se tornou um marco não só para o personagem como também para toda a indústria dos quadrinhos.
Da esquerda para a direita : A HQ “O Cavaleiro das Trevas” (No original :Batman The Dark Knight Returns) e duas capas de “Ano Um” (Year One) que reconta a origem do herói e foi usada como fonte para o roteiro de Batman Begins
A mini-série, dividida em 4 partes, rompe com qualquer laço infantil e cria uma parábola moderna sobre política e sociedade na era Reagan, colocando um Batman cinquentão retomando suas atividades ao lado de uma Robin mulher para combater a violência em um mundo onde o super-heroísmo foi banido, a privatização da lei e da ordem levou as ruas ao caos, e o Super-Homem tornou-se cão de guarda do governo. Frank Miller conseguiu elevar o status do homem morcego a um novo patamar em que os quadrinhos se voltam para um público adulto, capaz de ler nas entrelinhas um tom de crítica ácida.
“O Cavaleiro das Trevas” pode não ser o Batman definitivo, mas certamente é o mais obscuro, o mais amargo e o mais impactante de um gênero que se distanciou do público infantil para crescer, amadurecer, criando um padrão que seria seguido com bons ou maus resultados ao longo das duas décadas seguintes. O sucesso trouxe Frank Miller de volta ao personagem para recontar sua origem na mini-série “Batman: Ano Um” com desenhos de David Mazzuchelli. O tom realista dessa obra foi a influência principal para o Batman de Christopher Nolan e para toda uma geração a versão definitiva de como um homem resolveu fazer de sua perda, sua força e maldição eternas, para muitos uma lenda urbana, tomando o medo em suas próprias mãos e fazendo-nos desejar que a vida real também tivesse um cavaleiro das trevas que nos cuidasse quando o mundo nos abandona.
Batman nas Telas
A relação de Batman com o cinema remonta aos primórdios da sétima arte. A ideia de um herói baseado na figura assustadora de um quiróptero (morcego), Bob Kane tirou – reza a lenda - do filme “The Bat Whispers”, um thriller de 1930 sobre um mestre do crime que aterroriza os ocupantes de uma mansão. Já o Coringa, arqui-inimigo do herói mascarado, foi inspirado na figura de Conrad Veidt (o Major Strasser de “Casablanca”) no filme expressionista “The Man Who Laughs”, de 1928, que adapta de Victor Hugo a história de um homem cujo sorriso lhe desfigura o rosto.
A primeira adaptação de Batman para as telas foi um seriado em 15 capítulos, produzido pela Columbia em 1943, batizado no Brasil de “O Morcego” (The Batman). Na história, Batman (Lewis Wilson) e Robin (Douglas Croft) enfrentam o maligno Dr.Daka, um espião japonês que transforma as pessoas em escravos de Hitler. Tudo bem ao sabor da época em que os heróis da ficção eram jogados contra o mal representado pelas forças do eixo. Apesar das críticas, o personagem ganhou um segundo seriado em 1949, também dividido em 15 capítulos, entitulado “A Volta do Homem-Morcego” (Batman and Robin) onde a dupla dinâmica aparece personificada respectivamente  por Robert Lowery  e Johnny Duncan. O inimigo desta vez é o terrível vilão mago que rouba diamantes para produzir um poderoso combustível.
Da esquerda para a direita : “The Bat Whispers” de 1930 que inspirou Bob Kane, Conrad Veidt em “The Man Who Laughs” - a inspiração para a criação do Coringa e os seriados da Columbia na década de 40
O herói, no entanto, ficaria marcado na memória afetiva de muita gente, inclusive deste escriba, graças a um seriado de TV produzido por William Dozier em 1966 para a ABC, detonando a primeira Batmania e chegando a aparecer na capa da revista “Life” em Janeiro do referido ano. O tom de aventura, no entanto, era diluído pelo mais puro deboche e nonsense com Bruce Wayne ganhando a forma do barrigudinho Adam West, acompanhado do seu pupilo Dick Grayson (Burt Ward) o impagável menino prodígio e suas santas exclamações. Muitos se equivocam ao julgar o seriado de TV. De fato, ele distorce a persona amargurada e as habilidades investigativas do herói. Mas, é o produto de uma época e assim deve ser analisado.
O maior destaque ficava, no entanto, para a marcante galeria de vilões personificada por grandes artistas da época: Cesar Romero (galã de diversos filmes Hollywoodianos nos anos 40 e 50) como o Coringa, Burguess Meredith (ator de currículo prolífico nas telas) como o Pinguim, Otto Preminger (diretor de cinema) como Mr. Freeze, Liberace (o grande pianista) como Chandell, e entre tantos outros dignos de menção, Julie Newmar, a primeira Mulher-Gato, cuja sensualidade mexia com os alicerces do herói mascarado e com a garotada que assistia ao seriado. O sucesso na TV levou ao filme “As Aventuras de Batman e Robin” realizado entre a primeira e a segunda temporada da série, levando o elenco da TV para a tela grande, com a exceção de Julie Newmar estava ocupada filmando “O Ouro de MacKenna” com Gregory Peck, e não pode aparecer no filme do homem-morcego, sendo substituída por Lee Merriwether, ex- miss America em 1954.
O seriado ainda resgatou a personagem da Tia Harriet (Madge Blake) e o fiel mordomo Alfred (Alan Napier) que na época não aparecia nas HQs. Na terceira temporada, a audiência já declinava quando Dozier introduziu Yvonne Craig (ex bailarina que atuou também ao lado de Elvis Presley) como Barbara Gordon, a Batgirl , que era filha do Comissário (o veterano Neil Hamilton) e auxiliava os heróis na luta contra o crime. O clima das HQs é reforçado pelas onomatopeias coloridas que invadem a tela nas cenas de briga e a contagiante música tema de Neal Hefti. Foram 120 episódios que reproduziam o clima dos antigos seriados com as dramáticas chamadas que serviam de gancho entre um episódio e outro : “Conseguirão nossos heróis escapar da terrível armadilha? Não percam a continuação, mesma bat-hora, mesmo bat-canal!”.
Passaram praticamente 20 anos para que fosse anunciado um novo projeto de levar as Hqs de Batman para as telas. Na verdade, desde 1980 já existia um roteiro escrito por Tom Mankiewicz (co-autor de “Superman o Filme”), mas este foi descartado quando, em 1986, Tim Burton (vindo do sucesso de “Beetlejuice – Os Fantasmas de Divertem”) já havia sido contratado pela Warner (dona dos personagens da DC Comics) como diretor. Depois de cogitarem nomes como Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger, Mel Gibson, Tom Cruise, Emilio Estevez, Kurt Russell, Jeff Bridges, Harrison Ford entre outros , o escolhido foi Michael Keaton para o papel de protagonista, o que desagradou a muitos fãs, já que o ator não tinha o tipo físico adequado ao papel. Contudo, quando cartazes expondo o  bat-sinal se espalharam pela cidade antecipando a estreia no Brasil, que aconteceu em Outubro de 1989, o filme veio a se tornar um sucesso acumulando uma bilheteria mundial acima de $300 milhões. A cenografia de Anton Furst conferiu nas telas um visual impressionante embalado pela trilha sonora de Danny Elfman.
Da esquerda para a direita: O Bat-sinal, Jack Nicholson & Michael Keaton no filme de 1989 e Michelle Pfeiffer como Mulher-Gato no filme de 1992
O filme “Batman” peca, no entanto, por algumas liberdades tomadas com o roteiro que muda a origem do herói transformando o Coringa no assassino dos pais de Bruce Wayne, apenas para produzir um efeito de causa e consequência ligando herói e vilão, mas que nada tem a ver com a HQ original. Os papéis secundários estavam rasos ainda que interpretados por atores de renome como Jack Palance (o gangster Carl Grisson) e Kim Basinger (a repórter Vicky Vale – interesse romântico de Bruce Wayne criado por Bob Kane nos anos 40). A caracterização se sobressaiu tão acima do roteiro de Sam Hamm que o papel do herói fica à sombra da atuação de Jack Nicholson como Coringa (em papel antes pensado para Robin Williams) que monopoliza as atenções e rouba o filme para o palhaço. O contrato de Nicholson foi milionário ficando com um percentual da bilheteria mundial e royalties dos produtos licenciados. Sem dúvida, o palhaço riu por último!
Em 1992, Burton e Keaton voltam para “Batman- O Retorno”, com o visual ainda mais dark e um roteiro melhorado que coloca Batman contra o Pinguim (Danny DeVito) que concorre para prefeito de Gotham City, uma ideia que chegou a ser explorada no antigo seriado de TV. Burguess Meredith, que interpretou o Pinguim anteriormente chegou a ser considerado para uma aparição,  mas problemas de saúde o impediram. Uma presença muito forte no filme é Selina Kyle, a Mulher-Gato, papel cobiçado por muitas atrizes e que ficou com Michelle Pfeiffer. Novamente, os vilões eclipsam o herói que ainda enfrenta um terceiro antagonista, o empresário corrupto Max Schreck (homenagem ao ator que interpretou Nosferatu do clássico de F.W.Murnau) interpretado por Christopher Walken.
Da esquerda para a direita : Val Kilmer como Batman / Bruce Wayne e o trio dinâmico do último filme : George Clooney, Chris O’Donnel e Alicia Silverstone
Apesar do sucesso nas bilheterias, os executivos da Warner queriam um filme menos dark e desentendimentos com Tim Burton – que permaneceu ligado à franquia apenas como produtor - levaram à uma mudança de direção para a sequência “Batman Eternamente” lançada em 1995, com direção de Joel Schumacher, que trouxe Val Kilmer para o papel do herói quando Michael Keaton não demonstrou interesse em continuar. O novo filme apresentou um visual mais colorido, um novo interesse romântico na figura da psicóloga interpretada por Nicole Kidman, além de introduzir na franquia o personagem do Robin que teve o nome de Marlon Wayans cotado durante o período de Tim Burton à frente da franquia. O papel, no entanto, ficou com Chris O’Donnell depois de cogitado o nome de Leonardo DiCaprio, e curiosamente, um então jovem Christian Bale. Contudo, o roteiro continuou a explorar mal o potencial dos personagens. Tommy Lee Jones é mal aproveitado como Duas Caras, um personagem que nas HQs possui uma carga dramática maior, restando para Jim Carrey os melhores momentos numa atuação afetada como o Charada, o príncipe dos enigmas.
O resultado foi bem nas bilheterias, o suficiente para um quarto filme lançado em 1997: “Batman & Robin”, também dirigido por Joel Schumacher, que transformou o filme num baile de carnaval, com cores em demasia para um personagem de natureza tão sombria quanto Batman. Tendo Val Kilmer trocado Bruce Wayne pelo Santo, Schumacher trouxe George Clooney, que na época estrelava o bem sucedido seriado “ER” e teve boa projeção no cinema em “Um Drink no Inferno”. Apesar do carisma em cena de Clooney, o filme é um lamentável engano com diálogos patéticos, um roteiro que parece só existir para justificar o grande número de personagens – sem nenhum aprofundamento – desfilando nas frente das câmeras. Desta vez nem os vilões funcionam já que tanto Arnold Schwarzenegger (o  Sr.Frio)  como Uma Thurman (Hera Venenosa) parecem adversários patéticos, sem qualquer traço dos personagens aos quais correspondem nas HQs .O elenco inflado ainda tem a Batgirl, de Alicia Silverstone, que não acrescenta nada à história, nem sequer o apelo juvenil. O resultado desastroso do filme tanto em termos artísticos como de bilheteria afundou a franquia por um longo tempo.
Apesar das tentativas de Joel Schumacher de retornar para um novo filme, Batman ficou na geladeira até a primeira metade da década seguinte quando Christopher Nolan, recém saído dos ótimos “Amnésia” e “Insônia”, assume o posto de diretor e apresenta uma visão mais realista do herói dos quadrinhos, explorando a atmosfera noir e produzindo um filme de ação sem deixar de lado a abordagem psicológica que ficou superficial nos filmes anteriores.
O roteiro assinado por David Goyer para “Batman Begins” acerta na escalação de um elenco que não eclipsa, mas que fortalece a história, destacando Christian Bale perfeito como Bruce Wayne com sua “máscara” de playboy irresponsável e desinteressado ou como um cruzado de determinação férrea. Michael Caine confere nobreza ao mordomo Alfred, o sempre ótimo Gary Oldman assume o papel do Tenente Gordon com semelhança impressionante com o traço de David Mazzuchelli, Morgan Freeman confere a credibilidade habitual com a qual sempre atua, e Liam Neeson surpreende como o vilão Ra’s Al Ghul. O grande mérito da adaptação de Nolan é que o filme funciona muito bem tanto para os aficionados pelo gênero como para os que apreciam um filme de ação convencional.
Nolan consegue se superar no filme seguinte “Batman: O Cavaleiro das Trevas” de 2008 causando uma forte impressão com a atuação de Heath Ledger – um Coringa que é pura força do caos e irrefreável maldade em assustadora caracterização, a derradeira da carreira de Heath Ledger que foi agraciado com um Oscar póstumo de ator coadjuvante. O roteiro alcança o nível da perfeição contrapondo sanidade e loucura, o bem e o mal, antíteses que constroem a natureza humana e que moldarão o trágico destino do promotor Harvey Dent numa corretíssima atuação de Aaron Eckhart.
Coringa - Principal vilão do Batman, interpretado por  Heath Ledger
O ciclo se fecha agora com “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, canto do cisne de Nolan e Bale no universo do Homem Morcego, deixando – no entanto – o vazio de saber que tragédias como a do Colorado em 20 de Julho último ocorrem e não temos um herói para nos salvar,  pois as sombras que nos cercam são geradas por nós mesmos, pelos valores que deixamos de ter num mundo onde não há morcegos para nos salvar de nós mesmos.





Mais antigo santuário humano é encontrado

Os diretores das escavações de Atapuerca, na Espanha, anunciaram a descoberta do santuário mais antigo do mundo após encontrarem de restos mortais humanos enterrados numa zona nos arredores da montanha de Burgos. Os achados são a terceira falange distal do pé de uma criança, partes de uma mandíbula, um osso occipital e um úmero.

Estes restos pertencem a indivíduos da espécie Homo Heidelbergensis, que habitaram a região há 300 mil e 500 mil anos, e cuja escavação é considerada a maior em quantidade de fósseis humanos em todo o planeta. Esta descoberta permite comprovar que o local conhecido como Sima de los Huesos foi o primeiro lugar de sepultamento da humanidade e também pode ser considerado o primeiro santuário, levando-se em conta as evidências de rituais funerários ali realizados.

O sepultamento de corpos é considerado um dos marcos fundamentais da sociedade humana como ela é atualmente conhecida. Por conta disso, a descoberta em Atapuerca constitui a prova mais antiga de um comportamento simbólico de ritual funerário.


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Elvis Aaron Presley

O Casal Vernon Elvis Pressley e Gladys Love Smith Pressley tem dois filhos gêmeos. O mais Velho, Jesse Garon, Nasce morto às 4 da manhã; o segundo, Elvis Aaron, chega vivo e muito bem disposto, 35 minutos depois. O cenário é a pequena cidade East Tupelo no estado do Mississippi.

Em 1940 Elvis entra na escola primária Consolidated. E começa a freqüentar cultos da primeira Assembléia de Deus. Em 1943 Elvis participa de um concurso na feira agropecuária de sua cidade e tira o segundo lugar com a canção "Old Shep" de Red Foley. Em 1946 Elvis Ganha o primeiro violão e aprende os primeiros acordes com seu tio Vester e tenta reproduzir o que ouve nas rádios.

Neste mesmo ano muda-se para a cidade vizinha, e entra para Milham Junior High Sschool. Em frente sua nova casa fica uma emissora de rádio, a WELLO, que tem um pequeno auditório; logo Elvis esta vendo ao vivo os artistas.

Em setembro de 1948 sua família se cansa de tanta miséria e muda-se para Memphis, no estado vizinho do Tennessee, alojam-se em um quarto de um casarão ocupado por varias famílias igualmente pobres. No ano seguinte, com ajuda da Promoção Social, os Pressley mudam-se para um prédio melhor; Elvis se liga a WDIA, Emissora local dedicada somente à musica negra e tem como Dj o Blusman B.B King. Elvis arruma seu primeiro emprego onde trabalhou como porteiro de cinema e motorista de caminhão.

Motorista de caminhão, o jovem Elvis Presley compareceu pela primeira vez a uma gravadora em 1953, quando vai ao estúdio Memphis Recording Service gravar seu primeiro disco, um acetato, por "4 dólares. "My Happiness" e "That's When Your Heartaches Begin" foram as músicas gravadas no disco, o qual deu de presente de aniversário para sua mãe. Foi contratado como cantor de estúdio pela Sun Records, cantando country ao lado de Scotty Moore e Bill Black. Um dia, foi visto cantando "That's Alright", pulando pelo estúdio e batendo no violão. Pediram que ele fizesse outra vez, gravaram e a canção chegou a ser tocada no rádio, sendo que sua interpretação foi considerada bem aceitável, em se tratando de um músico branco e um blues.

Já em 1956-1957, milhões de jovens em todo o mundo apaixonavam-se e aderiam a sua energia, transformando Elvis no símbolo de sua rebeldia. São dessa época os sucessos "Blue Suedes Shoes", "Hound Dog", "AII Shook up", "Don't Be Cruel", assim corno os primeiros filmes - Love me Tender, Loving You, Jailhouse Rock, King Creole. Um ano depois, Elvis Presley foi convocado para o Exército. 


Ao contrário da maioria dos artistas que se afastam do público, ele não foi esquecido. Ao voltar encontrou o público ávido por suas interpretações. Estrelou os filmes Flaming Star, Foolow That Dream, Wild in the Country e lançou, entre outros sucessos, as canções "His Latest Flame", "She's not You", "Are You Lonesome Tonight?", "lt's Now or Never", introduzindo um estilo bem menos agressivo e mais romântico. 

Seu sucesso não se abalou com a mudança, mas o público jovem o abandonou, sendo substituído por uma platéia mais velha e bem comportada.

A partir de 1962 a vida de Elvis se torna uma rotina com uma série de filmes criticados por seu estilo inofensivo, muitas mulheres e lindos cenários cuja trilha sonora pouco tinha de rock. 


Foi com as apresentações ao vivo que a volta de Elvis ficou marcada, pois dessa forma ele tinha oportunidade de mostrar o que sabia fazer de melhor. Em 1967 casou-se com Priscilla Beaulieu.

O presidente dos Estados Unidos e Elvis Presley
Em 1969 Elvis volta aos palcos com uma big band, dois Corais tudo do melhor no Internacional Hotel. Ele consegue disfarçar o medo e enfrentar uma casa cheia após dez anos longe dos palcos. Em pleno mês do festival de Woodstock, Elvis chega ao primeiro lugar nos EUA com um dos melhores discos de sua carreira, Suspicious Minds. Logo após, é lançados os documentários Elvis: Thats the Way it ls e Elvis on Tour, e o famoso especial de TV, editado em disco também, Elvis: Aloha from Hawaii via Satelite. Em 1970 Priscilla separa- se legalmente de Elvis. A Casa Branca convida Elvis para cantar para Nixxon. 

Estatua de homenagem ao Elvis - Israel
Seu empresário responde dizendo que Elvis considera uma honra e que seu cache fora as despesas seria de 25 mil dólares e ninguém pede para Elvis Presley fazer shows de graça. 

Elvis Conhece Linda Thompson. A partir de se 38º aniversário, Elvis teve vários problemas de saúde e excesso de peso, sendo hospitalizado mais de cinco vezes em quatro anos. Ele chegou a se casar novamente, com Linda Thompson, com quem viveu até 1976. 

Elvis Conhece sua ultima namorada Ginger Aldem, outra ex-miss Tenneessee. Em 1977 Elvis propõe casamento a Ginger Aldem com um anel de diamante no valor de 70 mil dólares. Ele entra em um processo deterioração, chegando a desmaiar no palco, em Baltimore, em 29 de março. Muitos achavam que ele devia se aposentar. Em 16 de Agosto de 1977, Elvis chega a Graceland Alguns Minutos após a zero hora, no portão há vários fãs, um deles é Robert Call, que tira uma foto de Elvis. 

A última foto de Elvis em vida. Às 15:30 deste mesmo dia Elvis é declarado morto vitíma de um ataque cardíaco. A necrópsia revelou a ingestão de oito ou mais drogas (entre outras morfina, valium e valmid), responsáveis por sua morte.


Elvis no Exercito

Frank Sinatra e Elvis Presley









quarta-feira, 25 de julho de 2012

A verdade sobre "A Bruxa de Blair"

A Cidade de Blair é fundada,em fevereiro de 1785, diversas crianças acusaram Elly Kedward de atraí-las para sua casa e retirar sangue delas. Kedward é culpada por feitiçaria e banida do vilarejo durante um rigoroso inverno e tida como morta. 



Novembro de 1786: No meio do inverno, todos aqueles que acusaram Kedward e a metade das crianças da cidade desaparecem de Blair e juraram nunca mais mencionar o nome de Elly Kedward de novo.


Novembro de 1809: O livro da Bruxa de Blair é publicado culto da Bruxa de Blair. Este livro raro, considerado ficção, chamou a atenção de uma cidade inteira amaldiçoada por uma Bruxa. A única cópia existente conhecida do culto da Bruxa de Blair estava à mostra no museu da Sociedade histórica de Maryland em Baltimore em 1991.

O livro achado em  Novembro de 1809  de " A Bruxa de Blair".
1824 -  Burkittsville foi fundada no velho local de Blair - Burkitsville  é localizada no município de Frederick em Maryland aproximadamente uma hora da capital Washington.
Burkittsville foi fundada no local onde era Blair.

Rua principal de Burkittsville, do lado oeste.


Agosto de 1825 - 10 anos de idade, Ellen morreu afogada no riacho Tappy East.

Lago aonde Ellen morreu supostamente pela " Bruxa de Blair".
Onze testemunhas afirmam ter visto a mão de uma mulher pálida empurrar Eileen Treacle, de dez anos, para a Enseada de Tappy Creek. Seu corpo nunca foi encontrado e, durante 13 dias após o afogamento, a enseada fica obstruída com feixes de galhos oleosos.

Março de 1886
Robin Weaver, de oito anos, é dado como desaparecido e logo surgem grupos de buscas. Weaver retorna, mas um dos grupos some. Os corpos são encontrados semanas depois no Rochedo Coffin, amarrados pelos braços e pernas e totalmente desentranhados.

Novembro de 1940 à Maio de 1941
Começando por Emily Hollands, sete crianças são raptadas da área que cerca Burkittsville, Maryland.



25 de maio de 1941
Um velho eremita chamado Rustin Parr anda por um mercado local e conta às pessoas que ele está "finalmente acabado". Depois que a polícia faz a busca durante quatro horas até chegar em sua casa isolada na floresta, eles encontram os corpos das sete crianças perdidas. Cada uma delas havia sido assassinada em ritual e desentranhada. Parr admite tudo em detalhes, contando às autoridades que ele fez isso para "um fantasma de uma velha" que ocupou a floresta perto de sua casa. Ele é rapidamente condenado e enforcado.

20 de outubro de 1994
Alunos da Faculdade Montgomery, Heather Donahue, Joshua Leonard e Michael Williams chegam em Burkittsville para entrevistar seus habitantes sobre a lenda da Bruxa de Blair para um projeto de aula. Heather entrevista Mary Brown, uma mulher velha e praticamente insana que morou nessa área durante toda a sua vida. Mary afirma ter visto a Bruxa de Blair um dia perto da Enseada Creek na forma de uma fera peluda, meio-humana e meio-animal.

21 de outubro de 1994
De manhã cedo, Heather entrevista dois pescadores que contam ao grupo de filmagem que o Rochedo Coffin fica a menos de 20 minutos da cidade e que é facilmente acessível por uma antiga trilha. Os jovens decidem entrar na Floresta Black Hills e nunca mais são vistos.

25 de outubro de 1994
O primeiro APB é emitido. O carro de Josh é encontrado no final do dia estacionado na estrada Black Rock.

26 de outubro de 1994
A Polícia Estadual de Maryland faz uma busca na área de Black Hills, uma operação que dura dez dias e envolve 100 homens auxiliados por cães, helicópteros e a ajuda de um satélite do Departamento de Defesa.

3 de novembro de 1994
A busca é interrompida após 33.000 homem-horas falharem em encontrar uma pista do grupo ou de seus equipamentos. A mãe de Heather, Angie Donahue, começa uma exaustiva busca pessoal para encontrar sua filha e seus dois colegas.

19 de junho de 1995
O caso é declarado "sem solução".

16 de outubro de 1995
Alunos do departamento de antropologia da Universidade de Maryland descobrem uma bolsa contendo filmes, fitas de vídeo, uma câmera de vídeo Hi-8, videocassetes, o diário de Heather e uma câmera CP-16 enterrados sob a fundação de uma cabana de 100 anos. Quando a evidência é analizada, o Xerife de Burkittsville, Ron Cravens, anuncia que os 11 rolos de filme em preto e branco e os dez vídeos Hi-8 encontrados são de propriedade de Heather Donahue e sua equipe.

15 de dezembro de 1995
Após um estudo inicial do conteúdo da bolsa, partes selecionadas do filme são mostradas às famílias. De acordo com Angie Donahue, há muitos eventos incomuns, mas nada conclusivo. As famílias questionam a análise e pedem para ver o material outra vez.

19 de fevereiro de 1996
As famílias vêem um segundo grupo de imagens que os policiais locais consideram falsas. Revoltada, a Sra. Donahue faz sua crítica em público e o xerife Cravens restringe todo acesso às evidências.

1º de março de 1996
O departamento do xerife anuncia que a evidência não é conclusiva e novamente o caso é declarado inativo e não solucionado. O filme será apresentado às famílias quando o prazo legal de classificação expirar, em 16 de outubro de 1997.
Imagens da Floresta de Blair.

O filme encontrado dos últimos dias de seus filhos é devolvido às famílias de Heather Donahue, Joshua Leonard e Michael Williams. Angie Donahue contrata a Haxan Films para analisar o filme e montar os eventos de 20 a 28 de outubro de 1994.

Em 21 de novembro de 1994, Heather Donahue, Joshua Leonard e Michael Willians foram para a floresta Black Hills do estado de Maryland, nos Estados Unidos, para rodarem um documentário sobre a lenda local: "A bruxa de Blair". Nunca mais se ouviu falar deles.

Um ano depois, a gravação que eles fizeram é encontrada e seu legado tem o título de "A Bruxa de Blair", que documenta a angustiante jornada dos cinco dias na floresta de Black Hills e todos os eventos aterrorizantes que resultaram no desaparecimento deles.


Filmado em 16mm por Joshua Leonard e com som gravado por Michael Willians, Heather Donahue fez a narração do filme e as gravações por trás das cenas de video High-8, que documentam os crescentes dilemas e realizações desses cineastas durante seus dias de frustações e noites de terror. A comunidade de Blair se localizava no centro-norte de Maryland, a duas horas de Washington, D.C.


Provas
O carro de Joshua Leonard é descoberto pela polícia na estrada em Black Hills em 25 de outubro de 1994

26 de outubro de 1994 - A polícia do estado, começa mais buscas  pelos estudantes desaparecidos


Começo das investigações

Um panfleto de pessoas desaparecidas foi postado pelo delegado para o município de Frederick inteiro em busca dos estudantes de cinema.


25 de outubro de 1994 - a primeira APB é publicada e o carro do Josh é encontrado no fim do dia estacionado na Black road. O delegado, e a polícia entram em ação imediatamente antes que a notícia se espalhe.


26 de outubro de 1994 - a polícia do estado de Maryland inicia a busca na área de Black Hills, a operação que dura dez dias e inclui 100 homens, cachorros e helicópteros


Angie ,  a mãe de Heather contrata um detetive particular Buck Buchanan para investigar o desaparecimento de sua filha. A procura levantou interesse de outras pessoas no caso, como do antropologista David Mercer.


5 de novembro de 1994 - A busca chamou 33.000 homens para encontrar pistas dos estudantes ou alguns de seus pertences. A mãe de Heather, Angie Donahue, começou uma busca exaustiva atrás de sua filha e de seus dois companheiros.


19 de junho de 1995 - A procura continuou por vários meses e já trouxe resultados do desaparecimento dos estudantes. O caso é declarado não solucionado.

Mãe de Heather coloca centenas de cartazes em Burkittsville.




Angie Donahue, mãe de Heather coloca centenas de cartazes dos desaparecidos na área de Burkittsville, inclusive o desaparecimento de sua filha.


5 de novembro e 1994 - Param as buscas.

19 de junho de 1995 - Caso declarado inativo.

16 de Outubro, 1995 - Encontram a sacola de Duffel. A sacola foi encontrada contendo filmes, fitas DAT, vídeo cassetes, uma câmera HI-8, um jornal e uma filmadora CP-16.O professor David Mercer e seus alunos da Universidade de Antropologia de Maryland descobriram a sacola enterrada debaixo da fundação de uma cabana de 100 anos

Onze latas de filme 16mm dos estudantes foram descobertas oito meses depois do desaparecimento dos estudantes.

Lata 1 - Na rua Lata/ 2 - passagem subterrânea dentro da floresta /Lata 3 - No cemitério lata 4 -  Na trilha/ Lata 5 -  Discussão sobre cigarros/Lata 6 Pilhas de pedras na trilha/ Lata 7 - Discussão em Coffin Rook/ Lata 8 - Ossos na Trilha/ Lata 9 - Levados a trilha novamente/ Lata 10 - Pilhas de ossos descobertas/ Lata 11 - Confissão de Heather


Provas em vídeo são encontradas



Parte um das provas documentadas da Delegacia do Municipio de Frederick. Polícia identifica e rotula metade dos pertences dos estudantes

15 de dezembro de 1995 - Algumas pistas são mostradas aos membros das famílias

19 de fevereiro  de 1996 - Delegado restringiu acesso as pistas.

1 de março de 1996 - Evidências declaradas sem conclusão. Caso refechado.

16 de outubro de 1997 - Angie leva pistas para Haxan Films.

Janeiro de 2000 - Caso encerrado, estudantes nunca foram encontrados.



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