quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Mistérios da Humanidade - Supostos Aliens são encontrados

CRÂNIOS DEFORMADOS, EM FORMA DE “ALIEN”, SÃO ENCONTRADOS EM CEMITÉRIO MILENAR NO MÉXICO

Pesquisadores encontram um cemitério de aproximadamente mil anos nos arredores do povoado de Onavas, no norte do México. Entre as 25 pessoas encontradas, o que chamou a atenção foram as deformações cranianas em 13 delas. Cinco corpos também possuem mutilações dentárias. Outra curiosidade é que apenas um dos esqueletos é de uma mulher. O anúncio da descoberta foi feito na semana passada, pelo Instituto Nacional de Antropologia e História do México.


De acordo com cientistas envolvidos, a deformação de crânios era realizada por povos mesoamericanos para diferenciação social. Dos 25 corpos analisados, 17 são de crianças ou adolescentes, entre cinco meses e 16 anos. A suspeita é que as crianças tenham morrido por conta do método usado para a deformação craniana, o que poderia ter apertado demasiadamente suas cabeças e provocado  mortes. A hipótese foi levantada já que os arqueólogos não encontraram outro motivo para as mortes, como alguma doença.

Fonte: Instituto Nacional de Antropologia e História do México

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Especial de Natal - Acredita na magia do Natal?

A história do "Pai Natal" ou "Papai Noel"
O "Pai Natal" ou "Papai Noel" é associado à ideia de um homem já com uma certa idade, gorducho, de faces rosadas, com uma grande barba branca, que veste um fato vermelho e que conduz um trenó puxado por renas que conseguem voar mesmo não tendo asas. Segundo a lenda, na noite de Natal este simpático senhor visita todas as casas, desce pela chaminé e deixa presentes a todas as crianças que se comportaram bem durante todo o ano.




A personagem do Pai Natal baseia-se em S. Nicolau e a ideia de um velhinho de barba branca num trenó puxado por renas (o mesmo transporte que é usado na Escandinávia) foi introduzida por Clement Clark More, um ministro episcopal,  num poema intitulado de "An account of a visit from Saint Nicolas"(tradução: Um relato da visita de S. Nicolau)  que começava de seguinte modo “'The night before Christmas” (que em português significa "Na noite antes do Natal"), em 1822. More escreveu este poema para as suas filhas e hesitou em publicá-lo porque achou que dava uma imagem frívola do Pai Natal. Contudo, uma senhora, Harriet Butler, teve acesso ao poema através do filho de More e decidiu levá-lo ao editor do jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, o qual publicou o poema no Natal do ano seguinte em 1823. A partir daí, vários jornais e revistas publicaram o poema, mas sempre sem se mencionar o seu autor. Só em 1844, é que More reclamou a autoria do poema!



 O primeiro desenho que retratava a figura do Pai Natal tal como hoje o conhecemos foi feito por Thomas Nast e foi publicado no semanário “Harper’s Weekly” no ano de 1866. Assim, a criação da imagem actual do Pai Natal não é da autoria da Coca-Cola (Roupa Vermelha), como muitos pensam e sim ele era verde.

Antecedentes
As raízes da história do Pai Natal remontam ao folclore europeu e influenciaram as celebrações do Natal por todo o mundo.
A figura do Pai Natal baseia-se em S. Nicolau, padroeiro da Rússia, da Grécia, dos marinheiros e das crianças.
A única coisa que se sabe com certeza sobre a vida de S. Nicolau é que este foi bispo de Mira na Lícia, que se situa no sudoeste da Ásia Menor, no século IV d.C. 
Antes de estar relacionado com as tradições e lendas de Natal, S. Nicolau era conhecido por salvar marinheiros das tempestades, defender crianças e por oferecer generosos presentes aos mais pobres.

Pode-se duvidar da autenticidade de muitas das histórias relacionadas com S. Nicolau, mas mesmo assim a lenda espalhou-se por toda a Europa e a sua figura ficou associada a um distribuidor de presentes. Os símbolos de S. Nicolau são três bolas de ouro. Diz a lenda que numa ocasião ele salvou da prostituição três filhas de um homem pobre ao oferecer-lhes, em três ocasiões diferentes, um saco de ouro; uma outra lenda é que depois da sua morte salvou três oficiais da morte aparecendo-lhes, para isso, em sonhos.
O dia de S. Nicolau era originalmente celebrado no dia 6 de Dezembro, sendo este o dia em que se recebiam os presentes. Contudo, depois da reforma, os protestantes germânicos decidiram dar especial atenção a ChristKindl, ou seja, ao Menino Jesus, transformando-o no “distribuidor” de presentes e transferindo a entrega de presentes para a Sua festa a 25 de Dezembro. Quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, esta ficou colocada no próprio dia de Natal. Assim, o dia 25 de Dezembro passou a englobar o Natal e o dia de S. Nicolau. Contudo, em 1969, devido à vida do santo estar escassamente documentada, o Papa Paulo VI ordenou que a festa de S. Nicolau fosse retirada do Calendário Oficial Católico Romano.

Mesmo assim, todos os anos, na época de Natal, em muitas partes do mundo, anúncios, cartões de boas festas, decorações sazonais e a presença de pessoas vestidas de Pai Natal documentam a moderna lenda do Santa Claus (contracção de Santus Nicholaus). Crianças de todo o Mundo escrevem cartas ao Pai Natal, nas quais dizem quais são os seus desejos, e, na noite de Natal, algumas deixam-lhe comida e bebida para uma rápida merenda.

A lenda de S. Nicolau

Como já foi dito anteriormente pode duvidar-se da autenticidade de algumas das histórias relacionadas com S. Nicolau. Ele viveu em Mira na Lícia, no sudoeste da Ásia Menor (onde hoje se situa a Turquia). Filho de Eipifânio e Joana, devotos cristãos, que lhe deram o nome de Nicolau que significa “pessoa virtuosa”, este nasceu em 350 d.C., em Patara, uma cidade com um porto movimentado.

Nicolau pertencia a uma família abastada e, segundo a lenda, cedo deu sinais da sua bondade. Uma das histórias mais conhecidas sobre a sua generosidade relata que, ao saber que na sua cidade um homem bastante pobre estava decidido a encaminhar as suas três filhas para a prostituição, já que não tinha dinheiro para lhes dar um dote, Nicolau decidiu deixar às escondidas um saco cheio de ouro para a filha mais velha, já que esta estava em idade de casar e logo era a que necessitava mais do dote. Nicolau repetiu o acto por mais duas vezes, ou seja, sempre que uma das filhas atingia a idade para casar. Segundo a mesma lenda, Nicolau colocava o saco dentro da casa pela chaminé, onde secavam algumas meias (daí o hábito das crianças, em alguns países, deixarem meias na chaminé à espera dos presentes).

Os pais de Nicolau morreram cedo. Então, por recomendação de um tio, que o aconselhou a ir visitar a Terra Santa, Nicolau decidiu viajar até à Palestina e depois ao Egipto. Durante a viagem, houve uma tempestade, que segundo a lenda, acalmou milagrosamente, quando Nicolau começou a rezar com toda a sua Fé. Foi este episódio que o transformou no padroeiro dos marinheiros e pescadores.  Quando voltou da sua viagem, decidiu que não queria viver mais em Patara e mudou-se para Mira, onde viveu na pobreza, já que tinha doado toda a sua herança aos mais pobres e desfavorecidos.

Quando anos mais tarde o bispo de Mira morreu, os anciões da cidade não conseguiam decidir quem seria o seu sucessor, já não sabendo o que fazer os anciãos decidiram pôr o problema nas mãos de Deus. Segundo a lenda, nessa mesma noite o ancião mais velho sonhou com Deus, e Este dizia-lhe que o primeiro homem a entrar na igreja no dia seguinte seria o novo bispo de Mira. Como Nicolau tinha já o hábito de se levantar cedo para ir rezar à igreja, foi o primeiro homem a entrar nela e logo foi indicado bispo.

S. Nicolau morreu a 6 de Dezembro de 342. Em meados do século VI, o santuário onde este foi sepultado transformou-se numa nascente de água. Em 1087, os seus restos mortais foram transferidos para a cidade de Bari, na Itália., que se tornou num centro de peregrinação em sua homenagem. 


Milhares de milagres foram creditados como cedo sua obra, atualmente S. Nicolau é um dos Santos mais populares entre os cristãos e milhares de igrejas por toda a Europa receberam o seu nome (só em Roma existem 60 igrejas com o seu nome, na Inglaterra são mais de 400).

Fonte: Desconhecido

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Especial: Conheça alguns dos maiores Serial Killers da história

Hoje falaremos de um assunto que, infelizmente, é verdade: serial killers. Não sejam ingênuos de pensarem que eles só existem em um país distante, porque esses criminosos podem estar em qualquer lugar. Creio que muitos ficarão mais do que revoltados ao lerem o post, pois são crimes terríveis e injustificáveis.

Saiba quais são os serial killers mais temidos do mundo:
Luis Garavito
Luis Gavarito, assassino colombiano, depois de tantos crimes macabros ficou conhecido como La Bestia. Temido por milhares de pessoas, ele fez mais de 400 vítimas, sendo 130 estupros cometidos na década de 90. Ele está preso desde 1999, com uma pena de aproximadamente 1.853 anos de prisão, mas como a justiça em muitos lugares não funciona, acredita-se que logo estará livre das grades. Tomara que esse não seja mais um dos que fogem para o Brasil.

Thug Behram
thug
Para muitos, Trug Behram é considerado o mais mortal dos serial killers. Ele cometeu 931 estrangulamentos entre 1790 e 1840. Terrível não é? Como todo bom bandido, assumiu apenas 125 dos seus crimes.

Pedro López
Pedro-Alonso-Lopez
Mais um colombiano no mundo dos crimes. Considerado o Monstro dos Andes, Pedro matou cerca de 110 garotas no Equador, e mais 100 na Colômbia. Sem contar os inúmeros crimes que foi acusado no Peru. Todas as suas vítimas eram mulheres entre 9 e 12 anos. O pior de tudo é que ele está solto desde 1998. Talvez esteja por aí, fazendo mais uma centena de vítimas…

Elizabeth Báthory
Elizabeth_Bathory
Sempre que falamos em serial killers imaginamos homens feios e malvados, não é? Pois bem, a húngara Elizabeth torturou mais de 70 garotas. E esteve envolvida em mais de 650 assassinatos. Acreditem se quiser, mas ela nunca foi julgada, a pena máxima que a condessa recebeu, foi ficar em prisão domiciliar. Onde? Em um castelo luxuoso na Eslováquia. Parece brincadeira…
Além de matar, Elizabeth gostava de tomar banho com o sangue das mulheres que matava. Sempre optava por vítimas virgens, pois acreditava que esse sangue era o segredo da juventude. É cada maluco!

Pedro Rodrigues Filho
pedrinho
Se você achava que a lista não teria um brasileiro se enganou! Pedro se assemelha ao Dexter. Pois como o protagonista do seriado, ele também faz os criminosos como vítimas. O assassino mineiro começou a matar aos 14 anos de idade. Quando foi preso, fez mais de 45 vítimas dentro da cadeia e foi condenado com mais de 120 anos de prisão. Mas já está solto desde 2007. Fujam para as colinas!
Gary Ridgway
GaryRidgway1982
Como as leis nos E.U.A são diferentes, Gary, foi condenado a 48 prisões perpétuas, depois de matar 48 mulheres nas décadas de 80 e 90. Sem nenhuma chance de liberdade condicional, ele com certeza morrerá atrás das grades.

Dr. Henry Howard Holmes
Henry-Howard-Holmes
Henry é um dos serial killers mais conhecidos, já foi até documentado. Reza a lenda que ele fez um castelo, um lugar apropriado para matar suas vítimas. Henry foi condenado por 27 assassinatos no século XIX. Mas isso não é nem a metade dos seus crimes, que estima-se ultrapassar 200 vítimas.

Yang Xinhai
Yang-Xinhai
Yang Xinhai tinha o hábito de invadir as casas das pessoas durante a noite e estupra-las e mata-las. Seus crimes foram cometidos entre 1999 e 2003. Depois de ser condenado por 67 assassinatos, ele acabou executado.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Louis Daniel Armstrong



Armstrong nasceu numa família muito pobre. Passou a sua juventude na pobreza num bairro de Nova Orleans, conhecido como "as costas da cidade". O seu pai, William Armstrong, abandonou a família quando Louis ainda era criança e casou-se com outra mulher. A sua mãe, Mary Albert Armstrong, deixou Louis com a sua tia, o seu tio e a sua avó. Aos cinco anos ele voltou a viver com a sua mãe e via o pai muito raramente. Ele esteve na Fisk School for Boys onde pela primeira vez entrou em contacto com a música. Levou algum dinheiro para casa como entrega-jornais e sapateiro ambulante. Contudo, isso não era suficiente para manter a sua mãe longe da prostituição. Passou a entrar à socapa em bares de música perto de sua casa para ouvir e ver os cantores.
Conheceu dias muito difíceis, e olhava para a sua juventude como o pior momento da sua vida e, por vezes, até retirava inspiração dela: "Every time I close my eyes blowing that trumpet of mine, I look right in the heart of good old New Orleans...It has given me something to live for." ("Todas as vezes que eu fecho os meus olhos tocando aquele meu trompete, eu olho logo no coração da boa velha Nova Orleans... Ela deu-me algo pelo que viver.")
Conseguiu comprar um trompete, com dinheiro emprestado de uma família imigrante russo-judia, os Karnofskys que, até ao final da sua vida, considerou como membros da família visto que cuidaram dele vários dias e noites, enquanto a sua mãe trabalhava. Por essa razão, Louis usou uma Estrela de David pelo o resto de sua vida.
Após sair da Fisk School aos 11 anos, Armstrong formou um quarteto que tocava na rua para ganhar algum dinheiro e por esta altura também se começou a meter em sarilhos.
Louis Armstrong 1957
O tocador de corneta Bunk Johnson ensinou-o a tocar de ouvido no Dago Tony's Tonk em Nova Orleans, apesar de Louis ter dado crédito a um músico, de seu nome, Oliver, nos anos seguintes. Armstrong desenvolveu fortemente a sua maneira de tocar trompete na banda "New Orleans Home for Colored Waifs", onde ele fora várias vezes enviado por delinquência juvenil (mais notavelmente por disparar a arma do seu padrasto para o ar numa celebração de Véspera de Ano Novo, assim confirmam os registos policiais). O professor Peter Davis instalou disciplina e providenciou educação musical ao rapaz. Eventualmente, Davis fez Armstrong o líder da banda.

Home tocou por toda Nova Orleans e o rapaz de 13 anos passou a chamar atenção pelo modo como tocava trompete, começando uma nova carreira musical. Aos 14 anos ele saiu da Home e viveu com o seu pai e a nova madrasta e depois com a sua mãe e as ruas. Armstrong ganhou o seu primeiro emprego noturno no Henry Ponce's, onde Black Benny se tornou o seu protector e tutor. Queimava carvão na fábrica de dia e tocava trompete à noite.

Ele tocou frequentemente nas Brass Band Parades e ouviu os músicos mais velhos sempre que podia, aprendendo com Bunk JohnsonBuddy PetitKid Ori e, acima de tudo, com Joe "King" Oliver, que atuou como mentor e figura paternal para o jovem músico. Mais tarde, ele tocou nos riverboats de Nova Orleans, trabalhando com Fate Marable subindo e descendo o Mississipi. Ele descreveu o tempo passado com Marable como "indo para a universidade", o que lhe proporcionou uma experiência única.

Carreira

Em 19 Março de 1918, Satchmo (a alcunha de Armstrong) desposou Daisy Parker de Gretna, Louisiana. Eles adotaram uma criança de 3 anos, Clarence Armstrong, cuja mãe, a prima de Louis, Flora, morrera no parto (problematica mental). Clarence Armstrong foi doente mental (resultado de uma pancada em tenra idade) e Louis passaria o resto da sua vida a tomar conta dele. Louis divorciou-se de Daisy e pouco depois, esta faleceu.

Durante as suas experiências de "Riverboat", a música de Armstrong começou a amadurecer. Aos vinte anos, já conseguia ler partituras e começou a tocar grandes e prolongados solos de trompeta, sendo um dos primeiros Jazzmen a fazê-lo e introduzindo a sua personalidade e estilo nos seus solo turns. 

Ele acabara de aprender como criar um som único, e começara a cantar nas suas performances. Em 1922, Armstrong foi para Chicago, por convite de Joe "King" Oliver, para se juntar à sua "Creole Jazz Band" onde ganhava o suficiente sem ter de atuar nos velhos clubes nocturnos. Chicago, a cidade do vento, estava povoada de muitos negros, que após trabalharem nas fábricas, tinham algum dinheiro para gastar numa ida ao bar.


Armstrong viveu em Chicago no seu próprio apartamento, com a sua própria casa de banho privada (a sua primeira). Entusiasmado de se encontrar nesta cidade, começou a escrever cartas nostálgicas aos seus amigos em Nova Orleães. 

À medida que a carreira de Armstrong crescia, ele era desafiado a "cutting contests" (competições nas quais um músico tenta roubar o emprego do outro tocando melhor do que ele) por hornmen tentando acabar com o novo fenómeno. 

No entanto, falharam. Armstrong fez as suas primeiras gravações nas Gennett e Okeh labels (os recordes de jazz estavam a começar a rebentar por todo o país), incluindo alguns solos e breaks, enquanto segundo trompete na banda de Oliver em 1923. Por esta altura, ele conheceu Hoagy Carmichael (com quem ele colaboraria depois) que foi introduzida por Bix Beiderbecke, seu amigo, que agora possuía a sua "Chicago band".

A sua segunda mulher, a pianista Lil Hardin Armstrong, fez com que Armstrong desenvolvesse o seu novo estilo afastado de Oliver. Ela convenceu o seu marido a tocar música clássica nas igrejas, para aperfeiçoar o seu estilo e a experimentar a tocar sem banda, além dos solos, e com coral religioso. 

A influência de Lil determinou eventualmente a relação entre Armstrong e o seu mentor, especialmente as questões do salário e dos dinheiros adicionais que Oliver afastava dele e dos outros membros da banda. 

A banda desfez-se em 1924 e Armstrong foi convidado a ir à cidade de Nova Iorque para tocar com a Fletcher Henderson Orchestra, a banda Américo-Africana de mais sucesso naquele período. Louis aprendeu como tocar em orquestra pela primeira vez.

Armstrong rapidamente adaptou-se ao mais controlado estilo de Henderson e os outros músicos rapidamente tomaram Armstrong como um músico emocional e natural.

Durante esta altura, Armstrong efectuou várias gravações, arranjadas por um seu velho amigo de Nova Orleães, o pianista Clarence Williams, estas incluíam concertos de banda Williams Blue Five (na qual Armstrong entrava), alguns solos de jazz e uma série de acompanhamentos com tocadores de Blues, incluindo Bessie Smith, Ma Rainey e Alberta Hunter.
Armstrong regressou a Chicago em 1925 devido à sua mulher, que queria incentivá-lo a prosseguir com a sua carreira. Ele gostou muito de Nova Iorque e admitiu que a Henderson Orchestra era bastante limitada. Ele começou a fazer gravações com o seu próprio nome com os famosos Hot Five e Hot Seven, produzindo grandes êxitos como Potato Head Blues, Muggles (uma referência à marijuana) e West End Blues.

O grupo incluia Kid Ory (trombone), Johnny Dodds (clarinete), Johnny St. Cyr (banjo), a mulher de Armstrong e, normalmente, nenhum tamborista. Sobre Armstrong, St. Cry disse: "One felt so relaxed working with him...he always did his best to feature each indidual" ("Todos relaxavam ao trabalhar com ele...ele fazia sempre o seu melhor para realçar cada um dos membros da banda.") As suas gravações com o pianista Earl "Fatha" Hines e a introdução de Armstrong em West End Blues permanecem as mais famosas influências na história do Jazz. Armstrong era agora livre para desenvolver o seu estilo pessoal como ele quisesse.

Armstrong também tocou com "Erskine Tate's Little Symphony", no teatro de Vendome. Eles forneceram música para filmes mudos e shows ao vivo, incluido versões de música clássica "jazzeadas" entre as quais Madame Butterfly, o que proporcionou a Armstrong experiência com novos tipos de música e actuações perante uma grande audiência. Tornaram-se a banda de Jazz mais famosa na América.
Após separar-se de Lil, Armstrong começou a tocar no café Sunset para Joe Glaser, um associado de Al Capone. Na Carrol Dickerson Orchestra, com Earl Hines no piano, que rapidamente foi transformada na Louis Armstrong's Stompers, Armstong fez amizade vitalícia com Hines e dirigiu, pela primeira vez, um grupo musical.

Armstrong regressou a Nova Iorque em 1929, onde ele tocou na orquestra do musical Hot Chocolate e fez uma partipação especial na banda de Charles John Degoniah. 

Ele começou a trabalhar no Connie's Inn em Harlem, o segundo clube nocturno mais famoso da Grande Maçã. Armstrong teve também um sucesso considerável com as gravações vocais, incluindo versões das famosas músicas compostas pelo seu velho amigo Hoagy Carmichael. As suas gravações de 1930 ganharam vantagem total devido ao "ribbon microphone" (microfone de peito) sobre todas as outras gravações de bandas da época, com menos qualidade. A mais famosa foi: "Stardust", que até hoje permanece uma das gravações com mais lucro de Armstrong.

A Depressão dos anos 30 atacou de forma violenta o jazz. Bix Beiderbecke faleceu e a banda de Fletcher Henderson dispersou-se. Muitos músicos deixaram de tocar nos clubes nocturnos e alguns deixaram mesmo de ser músicos. King Oliver fez algumas gravações mas não tiveram êxito nenhum. Sidney Bechet tornou-se alfaiate e Kid Ory regressou a Nova Orleães para criar galinhas. 

Armstrong deslocou-se para Los Angeles em 1930 à procura de novas oportunidades. Ele tocou no New Cotton Club em L.A. com Lionel Hampton nos tambores. Em 1931 Armstrong apareceu no seu primeiro filme: Ex-Flame. Ele regressou a Chicago em Dezembro de 1931 e tocou nas bandas de Guy Lombardo e Raphael Minsby onde foi relembrado pelo público. 

Viajou por quase todos os estados e em Março de 1934 regressou a Nova Orleães, onde foi recebido como um herói. 
Ele patrocinou uma equipa de basquetbol local, "Armstrong's Secret Nine", e deram-lhe o seu nome a um tipo de cigarro. Mas pouco tempo depois, ele regressou à estrada e foi novamente esquecido, o que fez com que ele fugisse para a Europa.

Após regressar aos E.U.A., ele tomou várias longas e exaustivas digressões. O seu agente, Johnny Collins, fez com que Armstrong ficasse com pouco dinheiro. Ele despediu-o e contractou Joe Glaser, que resolveu as suas dividas e os seus processos.

Ele regressou ao cinema e participou num programa de radio, Rudy Valley's Show, em que ele entrevistou muitos músicos e tocou alguns solos. Divorciou-se de Lil em 1938 e casou com a sua nova namorada, Alpha.

Após muitos anos na estrada, ele fez residência em Queens, Nova Iorque, em 1943 com a sua quarta mulher, Lucille. Apesar de alguns ataques racistas (roubar o correio, atirar pedras à casa) integrou-se com os negros e alguns brancos do seu bairro.

Durante os trinta anos seguintes da sua vida, Armstrong tocou inúmeros solos e com inúmeras bandas, participou de filmes. Enfrentou algumas críticas por parte dos ativistas negros norte-americanos, pelo fato de não militar mais ativamente no movimento dos direitos civis. 

Porém é preciso lembrar que, naquela época, Louis já se aproximava dos 60 anos de idade, e pertencia a uma geração diferente daquela que estava assumindo a linha de frente dos protestos e da militância no final dos anos 50 e ao longo dos anos 60. Em 1967 gravou What a Wonderful World. Armstrong trabalhou até os seus últimos dias, e morreu dormindo em sua casa, em Nova Iorque, em 6 de julho de 1971.

Os All Stars

O agente de Armstrong, Joe Glaser, acabou com uma banda que ele tinha formado, e recomendou a Armstrong a criação de uma nova banda formada por pessoas suas amigas. O grupo chamou-se os All Stars e incluiu Earl "Fatha" Hines, Barney Bigard, Edmond Hall, Jack Taegerdon, Jesmiah Burt, Trummy Young, Arvell Shaw, Billy Kyle, Marty Napoleon, Big Sid Catlett, Cozy Cole, Barrett Deems e Danny Barcelona.

Em 1964 ele atingiu o maior recorde de vendas, ultrapassando ainda as suas antigas gravações com "Hello, Dolly!". A música ficou em primeiro lugar nos Top 10, fazendo com que Armstrong, com 63 anos de idade, a pessoa mais idosa a conseguir tal feito, destronando até os Beatles, que estavam, por 14 semanas seguintes, em 1º lugar.

Antes de morrer, em 1971, andou por todos os continentes, excepto a Oceânia e a Antárctica, em digressão, ganhando o nome de "Embaixador Satch".
Frank Sinatra e Louis Daniel Armstrong

O fim de Satchmo
Louis Armstrong morreu de ataque cardíaco em 6 de Julho de 1971 com a idade de 69 em Corona, Queens, Nova Iorque, 11 meses após tocar o seu último solo na Sala Imperial do Waldorf-Astoria. 

As suas últimas palavras foram: "I had my trumpet, I had a beautiful life, I had a family, I had Jazz. Now I am complete." ("Eu tive o meu trompete, uma vida linda, uma família, o Jazz. Agora estou completo."). Encontra-se sepultado no Cemitério Flushing, em Flushing, Nova York.

Discografia

  • 1923: King Oliver’s Creole Jazz Band
  • 1924-1925: Clarence Williams’ Blue Five
  • 1925-1927: Louis Armstrong & His Hot 5/Louis Armstrong & His Hot 7
  • 1947: Satchmo at Symphony Hall
  • 1951: Satchmo at Passadena
  • 1954: Louis Armstrong Plays W.C. Handy
  • 1955: Louis Armstrong at the Crescendo
  • 1956: Ella & Louis
  • 1957: Ella & Louis Again (Porgy and Bess)
  • 1961: Together for the First Time
  • 1963: Hello, Dolly!
  • 1997: The Complete Ella & Louis on Verve
  • 1998: Here comes Louis! (compilação)

Filmografia

  • 1930- Ex-Flame
  • 1932- Black and Blue
  • 1932- I’ll Be Glad When You’re Dead
  • 1936- Pennies From Heaven
  • 1937- Artists & Models
  • 1937- Every Day Is a Holiday
  • 1938- Dr. Rhythm
  • 1943- Going Places
  • 1943- Cabin in the Sky
  • 1944- Show Business at War
  • 1944- Jam Session
  • 1944- Atlantic City
  • 1945- Pillow to Post
  • 1947- New Orleans
  • 1948- A Song Is Born
  • 1950- Young Man with a Horn
  • 1950- I am in the Revue
  • 1951- The Strip
  • 1952- Glory Alley
  • 1953- The Road to Happiness
  • 1953- The Glenn Miller Story
  • 1956- High Society
  • 1957- Roses Are For Ladies
  • 1958- Satchmo, the Great (documentário)
  • 1959- The Night Before the Premiere
  • 1959- The Five Pennies
  • 1959- The Beat Generation
  • 1959- La Paloma
  • 1959- Koerlighedens Melodi
  • 1960- Jazz on a Summer’s Day
  • 1961- Paris Blues
  • 1961- Auf Wiedersehen
  • 1965- When the Boys Meet the Girls
  • 1969- Hello, Dolly!



Cientistas identificam "ILHA-FANTASMA" no sul do Pacifico

Uma descoberta um tanto quanto inusitada foi realizada por uma equipe de cientistas da Austrália. 


Eles identificaram uma “ilha-fantasma”, nome dado a uma ilha que aparece na cartografia histórica por um período de tempo, mas que finalmente é removida assim que sua inexistência é confirmada. O mais recente caso aconteceu com a Sandy Island, listada por cartógrafos em atlas, mapas, Google Maps e Google Earth, que estaria localizada entre a Austrália e a Nova Caledônia (território francês), no sul do Pacífico.

A prova de que a ilha não existe aconteceu depois que o grupo de cientistas decidiu navegar até ela e simplesmente não a encontrou. De acordo com um dos cientistas envolvidos, a ilha aparece como Sable Island no Times Atlas of the World. O Southern Surveyor, um navio de pesquisa marítima australiano, também afirma que ela existe. Mas, quando decidiu conferir a existência da ilha, a embarcação também não avistou nada.

A ilha-fantasma aparece regularmente em publicações científicas desde 2000. A ilha, contudo, não aparece em documentos do governo francês, que teria a jurisdição sobre ela, nem nas cartas de navegação, elaboradas a partir de medições de profundidade.


Fonte:Sydney Morning Herald

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Cazuza voltará aos palcos em holograma

O show terá 90 minutos e contará com a participação de antigos parceiros do cantor, como George Israel, Arnaldo Brandão, Leoni, Guto Goffi e Rogério Meanda.

Cazuza morreu aos 32 anos, em 1990. Segundo a Folha de São Paulo, o projeto é idealizado por Omar Marzagão e George Israel e o holograma é feito pela empresa francesa 4Dmotion. O show homenageia os 55 anos do cantor carioca, que seriam completados em 4 de abril de 2013.
O show terá 90 minutos e contará com a participação de antigos parceiros do cantor, como George Israel, Arnaldo Brandão, Leoni, Guto Goffi e Rogério Meanda, além da direção musical de Nilo Romero, também parceiro do artista. Serão 23 canções. O holograma aparecerá durante 20 minutos e irá interagir com uma banda.
O projeto está estimado em R$ 3 milhões. Os idealizadores esperam captar R$ 2,5 milhões por meio de fomento à cultura por isenção fiscal, como a Lei Rouanet. A turnê fará dois shows no Rio, um em São Paulo, um em Belo Horizonte e outro em Brasília.
A Tecnologia - A “ressurreição” de artistas como Tupac e Cazuza é possível atualmente graças a uma tecnologia criada 150 anos atrás pelo inglês John Henry Pepper. Ela só aperfeiçoada com imagens em alta resolução.
Hoje, a tecnologia funciona como uma holografia em 3D. No entanto, ela não tem relação com as imagens estereoscópicas dos filmes em 3D exibidos no cinema e na TV. A sensação de tridimensionalidade é produzida pela combinação de objetos reais com uma imagem virtual em duas dimensões.
Fonte: exame.abril.com.br

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