quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Museu do Holocausto consegue diário de assessor de Hitler

Washington - O longo diário guardado por um assessor de alto escalão de Adolf Hitler quando supervisionava o genocídio dos judeus e outros grupos durante a Segunda Guerra Mundial, uma peça-chave nas provas durante os Julgamentos de Nuremberg, foi entregue nesta terça-feira ao Museu do Holocausto nos Estados Unidos.

Diário de Alfred Rosenberg, assessor de alto escalão de Adolf Hitler, é exibido no Museu do Holocausto em Washington
Os agentes de Imigração e Alfândega dos EUA encontraram neste ano o diário de 400 páginas de Alfred Rosenberg, em Wilmington, Estado do Delaware, e se apoderaram dele, encerrando uma busca de quase 70 anos pelo documento, que desapareceu depois dos Julgamentos de Nuremberg, em 1946.
"A descoberta e a devolução do Diário de Rosenberg é mais um pequeno, mas significativo, passo para uma compreensão completa e plena da mente depravada dos responsáveis pelo extermínio em massa de judeus e grupos de outras etnias durante a Segunda Guerra Mundial", disse o procurador-geral dos Estados Unidos, Charles Oberly.
Rosenberg acompanhou de perto boa parte do planejamento do Estado nazista, a matança em massa de judeus e outros grupos étnicos, bem como o planejamento da ação na Segunda Guerra mundial.
Rosenberg foi réu nos Julgamentos de Nuremberg, na Alemanha, de 1945 a 1946. Foi considerado culpado de todos os quatro delitos de que era acusado: conspiração para cometer agressão de guerra, crimes contra a paz, crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Ele foi enforcado em 16 de outubro de 1946.
Fonte: exame.com

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Chinês manteve bombas da II Guerra embaixo da cama por 25 anos

Um camponês do povoado de Wulong, no centro da China, guardou duas bombas da 2ª Guerra Mundial sob a cama durante 25 anos, informou nesta quarta-feira a imprensa local.


Bombas tinham 40 centímetros de comprimento por dez de diâmetro (Foto: Reprodução/Weibo)
Em depoimento à polícia divulgado pela imprensa, a filha do camponês, de sobrenome Deng, contou que há 25 anos seu pai encontrou as bombas enquanto cavava próximo a um rio.
"Naquela época eu estava na escola e não sabia o que eram aquelas coisas. Os vizinhos também não tinham visto nada parecido, mas meu pai decidiu levar os dois pedaços de ferro e escondê-los embaixo da cama", disse Deng, de 33 anos, que também afirmou que a ideia inicial do camponês era transformar os artefatos em foices.
No ano 2000, o camponês conheceu um veterano da Guerra da Coreia (1950-1953) que lhe revelou a natureza dos dois artefatos, mas ele decidiu continuar guardando os projéteis. Alertada por um grupo de moradores da região, a polícia foi até o local e desativou as bombas, que tinham 40 centímetros de comprimento por dez de diâmetro.
Fonte: G1

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Em campanha de coleta de arquivos da 1ª Guerra, França resgata histórias de combatentes

Maurice Chocol era seminarista na França quando se alistou no exército em 1912. Dois anos depois, a Primeira Guerra Mundial estourou e ele foi mandado para o campo de batalha como membro da 2ª Brigada de Ciclistas. Durante quatro anos, Chocol viajou pela região devastada e levou consigo cadernos onde anotava, em detalhe, cada deslocamento do grupo. Mais tarde, voltou para casa, se tornou padre e organizou todos os diários e lembranças daquela experiência. Fez, inclusive, um mapa para visualizar melhor todo seu percurso. Chocol morreu em 1986, aos 95 anos de idade, mas, todo o material que ele organizou metodicamente ao longo dos anos foi conservado pela família e agora vai ser dividido com o mundo.


Mapa do percurso feito por Maurice Chacol durante serviço na 2ª Brigada de Ciclistas da França, na Primeira Guerra Mundial
A França lançou a campanha da “Grande Coleta” de documentos pessoais da Primeira Guerra Mundial para a criação de uma base europeia de memórias. A guerra pela lente das pessoas comuns enriquece a história oficial, que muitas vezes se resume a datas, números e resultados, negligenciando seu lado humano. Todas as lembranças serão digitalizadas, devolvidas às famílias e exibidas em conjunto em um website. Vale qualquer tipo de documento: cartas pessoais, fotografias, diários, cartões postais, cartazes.


A campanha é uma iniciativa europeia que a França abraçou com especial dedicação. Um conselho de administração para a Missão do Centenário foi criado no país com o apoio do governo para organizar a comemoração dos 100 anos do início da guerra, celebrado no ano que vem. E uma das homenagens é mostrar, através dos escritos pessoais dos soldados, um lado mais íntimo da guerra.

[Diário de Maurice Chacol]
“Meu avô soube do nascimento da minha mãe quando estava em batalha”, conta o aposentado Jan Simaeys, enquanto procura o trecho no velho diário do avô. Ele é uma das pessoas na fila para digitalizar uma pasta cheia de recordações. Simaeys acha que a campanha é importante para lembrar os homens que deram a vida pelo país, mas que também acaba sendo uma forma de mensagem contra a guerra: “Dá para sentir nos relatos que eles viveram coisas terríveis. Meu avô escreveu aqui sobre um ataque em que eles eram 19, mas voltaram apenas dois”.
Memórias da guerra
As lembranças da 1ª GM já não podem mais ser contadas em primeira pessoa, pois o último soldado morreu em 2011, o americano Frank Buckles. Os franceses e europeus em geral acabam se sentindo mais implicados na 2ª GM, pois ainda há muitas testemunhas. As memórias pessoais da Grande Guerra começam a se perder. Mas nem sempre. Jean-Louis Paumier, arquivista, conta que na sua família sempre ouviu histórias do bisavô, combatente da Primeira Guerra: “Meu avô recebeu uma condecoração por ter se voluntariado a buscar a cozinha móvel durante um ataque. Todos estavam com fome, foi um ato de coragem”, conta. “A parte irônica é que quando ele chegou disparado com a cozinha móvel não conseguiu frear. Só parou porque bateu numa macieira”, ri.
Catherine Laoue, aposentada, acha que vale a pena o esforço para manter viva a memória daqueles tempos. Ela levou as correspondências que seu avô trocou com o filho quando a criança tinha entre 10 e 13 anos. Também levou cartas de um soldado estrangeiro que lutou pela França e foi apadrinhado pelo avô, como era costume na época.
“São muitas histórias contidas aqui e eu não sabia o que fazer com elas. Por isso achei interessante poder partilhar com outras pessoas”, diz. Seu avô chegou a voltar da guerra, mas morreu meses depois em decorrência de um ataque a gás que havia sofrido em batalha.
Os cadernos e correspondências pessoais que esperavam a vez de serem apresentados tinham características muito parecidas: eram pequenos e quase sempre escritos a lápis. A digitalização é uma forma eficaz de conservar a memória dos frágeis documentos cobertos de grafite.

[Catherine Laoue: "não sabia o que fazer com as histórias contidas aqui"]
Primeiro dia
No primeiro dia de coleta cerca de 200 pessoas compareceram com todo tipo de registros. Magali Schickele, responsável pelo serviço de comunicação do Arquivo Nacional francês, comenta a experiência: “Tivemos um bom número de pessoas, mas foi difícil administrar o fluxo porque todos falavam muito e queriam contar a história das famílias”. Ela explica também que algumas pessoas tinham tanto material que tiveram que marcar outro dia para escanear tudo. Além das cartas e diários, também apareceram documentos curiosos, como um caderno de desenhos de um soldado com os retratos de seus camaradas.
Quase nada é recusado. Jean-François Crand, sobrinho-neto de Maurice Chocol, o soldado retratado no início da reportagem, levou com ele além dos diários de trincheira do tio-avô, documentos de racionamento de açúcar e relatórios dos encontros que o padre organizava com seus ex-companheiros de brigada. “Eles marcavam uma reunião todo ano. Quando alguém não podia ir, justificava. Fizeram isso por mais de 50 anos, até que o grupo foi diminuindo. Mas ficaram unidos até o fim”, conta Crand.
A coleta também serviu para que as pessoas olhassem mais de perto os registros de seus ascendentes. Martine Picard conta que descobriu mais sobre a vida de seus dois bisavôs depois que ouviu falar sobre a campanha e decidiu procurar documentos para levar: “Parece que um deles tinha uma patente importante, eu não fazia ideia!”.
A grande coleta aconteceu em mais de setenta pontos de entrega durante uma semana. Todo material digitalizado estará disponível ao público daqui a algumas semanas no site Europeana, junto com documentos pessoais de outros países europeus.
Fonte: Opera Mundi

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Cidade alemã retira cidadania de honra de Hitler

A cidade de Goslar, no centro da Alemanha, retirou a cidadania de honra de Adolf Hitler, quase 70 anos depois do final da Segunda Guerra Mundial

Adolf Hitler: decisão não havia sido tomada anteriormente por entender que a vigência da cidadania de honra terminava com a morte do agraciado
Segundo um porta-voz municipal, o plenário da Prefeitura decidiu por unanimidade cancelar o reconhecimento ao ditador e alegou que a decisão não havia sido tomada anteriormente por entender que a vigência da cidadania de honra terminava com a morte do agraciado.
O prefeito de Goslar, Oliver Junk, da União Democrata-Cristã (CDU), partido da chanceler Angela Merkel, disse que o objetivo da medida era "simbólico", para deixar destacado o distanciamento do município, explicou seu porta-voz.
Cerca de 4 mil municípios na Áustria e Alemanha, entre eles Berlim, Frankfurt e Munique, concederam a Hitler durante o regime nacional-socialista (1933-1945) o título de cidadão de honra ou ilustre, mas muitos deles foram retirados desde então, a maioria durante a imediata pós-guerra.
Algumas, no entanto, ainda mantêm o título sob diversas argumentações, entre as quais se destaca a que sugere que é preciso manter prêmios do tipo para que não caia no esquecimento o que aconteceu na Alemanha durante o nacional-socialismo. 
Fonte: Exame.com

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Líder de polícia secreta nazista foi enterrado em cemitério judeu

Heinrich Müller, chefe máximo da Gestapo, foi dado como desaparecido em 1945, e não se sabia onde ele havia sido sepultado


Heinrich Müller, um dos principais líderes da Gestapo (Geheime Staatspolizei) e desaparecido desde 1945, foi enterrado em um cemitério judeu em Berlim, revelou nesta quinta-feira (31/10) um historiador, citado pelo jornal alemão Bild. Müller foi chefe máximo da polícia secreta da Alemanha nazista e arquiteto da execução de judeus durante o Holocausto.

A descoberta foi feita pelo professor Johannes Tuchel, diretor do Memorial à Resistência Alemã, com sede na capital do país.


"Gestapo Müller", como era conhecido na polícia nazista, diz o estudo divulgado na Bild, foi visto pela última vez em 26 de abril de 1945, enquanto dirigia o interrogatório - que culminou na execução - de Hermann Fegelein, general da SS (Schutzstaffel, organização paramilitar ligada ao partido nazista) e cunhado de Eva Braun, a companheira de Adolf Hitler. Quando percebeu que a Alemanha tinha perdido a guerra, Fegelein tentou fugir com a amante para a Suécia mas foi capturado, torturado e fuzilado, sob ordens do líder alemão.

Segundo informações da Agência Efe, a informação contradiz a versão que persistia no serviço secreto da Alemanha Ocidental, segundo a qual Müller sobreviveu ao fim da Segunda Guerra Mundial e foi viver na cidade tcheca de Karlovy Vary. O corpo do hierarca nazista teria sido encontrado e identificado, em agosto de 1945, em um túmulo provisório próximo ao que foi o Ministério de Aviação do Reich.



O presidente do Conselho Central dos Judeus da Alemanha, Dieter Graumann, qualificou como de "mau gosto monstruoso" o fato de que tenha se decidido enterrar a "um dos mais sádicos nazistas" justamente em um cemitério judeu, questão que considera um insulto à memória das vítimas.

Fonte: Opera Mundi

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Violino tocado no naufrágio do Titanic é leiloado por R$ 3 milhões

O violino que, reza a lenda, foi tocado para acalmar os passageiros durante o naufrágio do Titanic foi leiloado neste sábado por 900 mil libras (R$ 3,1 milhões), após meros dez minutos de leilão na Grã-Bretanha.

O instrumento foi tocado pelo músico que liderava a banda do navio, Wallace Hartley - que morreu junto com outros 1.517 passageiros na tragédia de 1912.
Acredita-se que o comprador seja um britânico.
A peça é o item "mais raro e icônico" entre as recordações do Titanic, disse o leiloeiro Alan Aldridge.
Também foram leiloadas outras lembranças do naufrágio, como fotos, jornais da época e peças de cerâmica, por preços a partir de R$ 35.

Autenticidade

O violino fora construído na Alemanha e presenteado a Wallace Hartley por sua noiva, Maria Robinson.
Sua autenticidade foi decretada em março deste ano, após anos de análises de especialistas (que disseram que a peça ainda contém vestígios de água salgada do naufrágio).
Mas há quem duvide da autenticidade do instrumento, alegando que ele não teria sobrevivido a um desastre dessas proporções.
A justificativa é de que a peça foi encontrada dentro de capa de couro e presa ao corpo de Hartley. No diário de Maria Robinson há uma menção ao fato de o instrumento ter sido devolvido a ela.
Após sua morte, em 1939, o violino foi dado ao Exército da Salvação e depois se tornou propriedade de uma família - que permanece anônima e decidiu leiloar o item.

Hartley, por sua vez, se tornou parte da lenda do Titanic por sua banda ter continuado a tocar mesmo enquanto o navio afundava.
Fonte: BBC

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Foto inédita de vítimas do Titanic vai a leilão na Inglaterra

Imagem em preto e branco registra funeral coletivo de vítimas do naufrágio

Fotografia inédita do Titanic, que mostra os corpos de vítimas do naufrágio antes de serem lançados ao mar, será leiloada. O lance inicial é de 5 mil libras esterlinas, cerca de 18 mil reais (EFE)
Uma fotografia inédita das vítimas do naufrágio do Titanic será leiloada na Inglaterra. A imagem foi feita dias depois do naufrágio, a bordo da embarcação Mackay-Bennett, a primeira a sair em busca dos corpos das vítimas depois da tragédia ocorrida em 15 de abril de 1912, que deixou mais de 1.500 mortos. O lance inicial do artefato é de 5.000 libras (aproximadamente 18.000 reais).
A foto em preto e branco mostra um reverendo Hind realizando um funeral coletivo realizado para as vítimas. Dois marinheiros viram uma maca para jogar um corpo ao mar. Em primeiro plano, um dos sacos usados para envolver os corpos tem o número 177, que identifica William Peter Mayo, uma das vítimas do naufrágio. 

Esta informação indica a data em que a foto foi tirada, já que o corpo de Mayo foi atirado ao mar no dia 24 de abril de 1912, informou um dos organizadores do leilão, em entrevista à CBC News, do Canadá. 
“A fotografia acaba com o mito de que os funerais eram dignos”, disse Andrew Aldridge, da casa de leilões, ao Huffington Post. Registros apontam que 166 dos 306 corpos resgatados pela embarcação foram lançados ao mar. 
Fonte: Revista Veja

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Maurice Tillet, o Shrek da vida real

Maurice Tillet (23 de outubro de 1903 – 4 de agosto de 1954) foi um wrestler profissional francês conhecido como The French Angel ("O Anjo Francês" em português) que obteve grande sucesso no começo da década de 1940, sendo reconhecido como campeão dos pesos-pesados pela American Wrestling Associationde Boston.


Shrek foi inspirado em Maurice Tillet, nasceu na França em 1903. Ele era um homem muito inteligente, que falava 14 idiomas, além de ser um exímio poeta e ator. Quando chegou à juventude, Maurice começou a desenvolver uma doença rara, chamada acromegalia. Esta doença causa um crescimento exacerbado e incontrolável de partes do corpo. Em pouco tempo, todo o seu corpo se desfigurou de uma maneira muito peculiar.

Na verdade, esta “transformação” afetou profundamente os aspectos psicológicos da personalidade de Tillet, que sofreu os horrores de começar a se transformar de uma maneira grotesca, apesar de por dentro continuar sendo um cavalheiro super inteligente. Sua forma gerava tanto preconceito que Tillet começou a ser expulso dos lugares que freqüentava e onde antes era bem recebido. Não podendo lutar contra a doença, Maurice começou a adaptar-se a ela, adquirindo um rol de comportamentos mais adequados a sua grotesca aparência.


Tillet tirou proveito de seu trabalho pregresso como ator. Ele emigrou para os EUA e tornou-se um profissional da Luta livre onde adotou o nome (e comportamento teatral) do “Assustador ogro do ringue”, cuja persona (chamada “o anjo francês do ringue”) adquiriu fama imediata com as platéias.


No ano de 1954, Tillet morreu do coração, aos 51 anos. Um de seus poucos amigos, Bobby Managain, um antigo campeão da luta livre, estava no leito de morte com seu amigo no dia em que ele se foi. Antes que Tillet morresse, Bobby pediu a Tillet se poderia fazer um lifecast ( uma máscara mortuária, uma prática comum até o século XIX e que com o tempo saiu de moda, mantendo-se hoje apenas no campo dos efeitos especiais), Tillet concordou e assim, quando ele morreu, Bobby fez três cópias da cabeça de Tillet em gesso. Uma delas acabou indo parar no Museu Barbell de York.
Uma das máscaras restantes ficou no escritório de Patrick Kelly (seu amigo) e
a última foi doada por ele para o Museu Internacional da Luta Livre, em Iowa. Posteriormente, uma das máscaras foi duplicada e foi parar no Museu Internacional da Ciência Cirúrgica em Chicago. Uma outra réplica da máscara mortuária de Maurice Tillet foi parar no Hall of Fame do York Barbell Building. A réplica de Tillet serviu para mostrar os primórdios das formas da luta livre moderna e do halterofilismo. Foi esta réplica que serviu de modelo para a construção de Shrek. O corpo de Shrek, bem como sua cabeça, foi criado tomando como referência as formas de Tillet.








Fonte: Pavablog.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Obras em Paranapiacaba começam no primeiro semestre do ano que vem

O Trabalho da equipe do Reconstruindo o Passado junto com outros instituições não foi em vão!
As obras na vila ferroviária de Paranapiacaba, em Santo André, beneficiada na terça-feira por verba de R$ 42,42 milhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Cidades Históricas, começam no primeiro semestre do ano que vem. Quem garante é o secretário de Recursos Naturais de Paranapiacaba e Parque Andreense, Ricardo Di Giorgio, que afirmou que as licitações, divididas por intervenções, serão lançadas no início de 2014.
 Conforme Di Giorgio, a partir de agora a Prefeitura terá 180 dias para apresentar os projetos executivos ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). “Esse é o prazo máximo, mas pretendemos concluir tudo antes disso. Não queremos perder a possibilidade de ser uma das cidades turísticas durante a Copa do Mundo de 2014.”
O recurso federal possibilitará a restauração da garagem das locomotivas, oficinas de manutenção e almoxarifado da antiga São Paulo Railway Company, da sede da Associação Recreativa Lyra da Serra (Cine Lyra), do campo de futebol, da Casa do Engenheiro e a reconstrução de imóvel incendiado na região do Hospital Velho.
O recurso também será investido no restauro de 242 imóveis da Vila Martin Smith, dos 330 para os quais a Prefeitura pediu recursos. “O governo federal priorizou as casas de madeira, cuja técnica de restauro é mais apurada e exige mais verba. Para as de alvenaria, vamos entrar em contato com os moradores para pensar em esquema de mutirão”, explica o secretário.
Além dos imóveis de alvenaria, ficaram de fora do pacote de verbas federais as intervenções de saneamento, que incluem a recuperação e adaptação das estruturas de drenagem e esgoto e o calçamento de área de 15 mil metros quadrados da Rua Schonoor, com faixa de acessibilidade.
Di Giorgio afirma que isso já era esperado pela Prefeitura. “Como não se trata de patrimônio, essa parte não foi contemplada. Por isso, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) incluiu Paranapiacaba nos recursos que solicitou à União dentro do PAC Saneamento. Estamos aguardando resposta.” 
Fonte: Diario do grande ABC

Violino de maestro do Titanic será exibido antes de leilão

O violino utilizado pelo maestro da orquestra do Titanic no momento em que o navio afundava será exibido em Belfast antes de seu leilão, anunciou nesta segunda-feira um museu da capital da Irlanda do Norte. O instrumento pertencente a Wallace Hartley foi encontrado junto a seu corpo. Mais de 1.500 pessoas morreram no naufrágio em 1912.

Acreditava-se que o violino, que tem uma inscrição de sua noiva, havia sido perdido, mas foi encontrado no sótão de uma casa no Noroeste da Inglaterra em 2006. O instrumento poderá ser visto a partir de 18 de setembro e até 13 de outubro no museu Belfast dedicado ao naufrágio, antes de seu leilão em Wiltshire, Sudoeste da Inglaterra, em 19 de outubro.



Violino de maestro do Titanic será exibido antes de leilão
Crédito: AFP / CP
“Estamos honrados e animados que (o museu) Titanic Belfast foi escolhido para exibir o violino que Wallace Hartley tocou no 'RMS Titanic'”, declarou o diretor do museu, Tim Husbands. “Poderá ser uma oportunidade única de ver um dos objetos mais famosos e valiosos do 'Titanic'”, disse.

A orquestra do navio interpretou a música gospel “Nearer, My God, To Thee” (“Mais perto, meu Deus, de ti”) para acalmar os passageiros enquanto subiam em botes salva-vidas após a colisão do navio com um iceberg. 

Hartley e seus sete companheiros morreram. Sua noiva Maria Robinson havia dado o violino de presente ao músico em 1910, com a seguinte inscrição gravada em uma placa de prata: “Para Wallace, por ocasião de nosso noivado. De Maria”.

Acredita-se que o instrumento foi guardado na maleta de couro encontrada junto ao corpo de Hartley, 10 dias após o acidente. O instrumento foi devolvido a Robinson, que nunca se casou. Após sua morte em 1939, sua irmã o doou para a banda do Exército de Salvação. Ele passou ainda pelas mãos de um professor de música até acabar na casa onde foi descoberto em Lancashire.

Após sete anos de análises, os especialistas anunciaram em março que o violino era o que Hartley utilizou no "Titanic". Além do violino, a maleta de couro com as iniciais W.H.H. também será exibida.


Fonte:correiodopovo.com.br

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Morre aos 96 anos última testemunha do suicídio de Hitler e Eva Braun

Rochus Misch, guarda-costas e telefonista de Hitler, morreu na quinta (5). Após a morte de Hitler, Misch foi capturado por tropas soviéticas e preso.


Rochus Misch, guarda-costas, mensageiro e telefonista do ditador nazista Adolf Hitler, morreu aos 96 anos em Berlim na quinta-feira (5). Ele era a última pessoa que foi testemunha do suicídio do ditador e de sua esposa, Eva Braun, em seu bunker da capital alemã.
Rochus Misch em foto de arquivo de 2005 (Foto: Herbert Knosowski/ Arquivo/ AP)
Os meios de comunicação alemães fizeram uma ampla cobertura em torno da notícia do falecimento de Misch, que aconteceu ontem após o escudeiro de Hitler lutar por anos contra uma doença.
Nos últimos tempos, a comunicação com Misch, membro do pessoal destinado a serviço de Hitler na década de 1940, lembrava já com falhas a cena que viveu em 30 de abril de 1945.Nos últimos tempos, a comunicação com Misch era difícil por conta de sua idade avançada, mas em 2009 ainda concedeu uma entrevista à revista alemã "P.M History", na qual ratificava sua fidelidade ao "Fürher" como soldado, embora condenasse os 'terríveis e cruéis' crimes contra a humanidade do nazismo.
Hitler "estava com a cabeça sobre a mesa, enquanto Eva estava com a cabeça inclinada. Já não me lembro bem, estava sentado no sofá ou em uma poltrona ao lado? Mas sigo vendo Eva, com os joelhos encolhidos até o peito", dizia.
Dias antes, em 22 de abril, o ditador nazista tinha anunciado ao seu pessoal que a guerra estava perdida, comunicou sua decisão de permanecer em Berlim e deu permissão para que abandonassem o edifício, mas Misch ficou até o final.
"Permaneci como fiel servidor de meu chefe no bunker", lembrava Misch, que não deixou o local até Josef Goebbels, o ministro de Propaganda nazista, dizer em 2 de maio que já não precisava mais dele e que podia partir.
Sargento da unidade especial das SS do "Führer", Misch não era capaz de recriminar Hitler por seus crimes - "superaria meu cumprimento do dever como soldado" - e assegurava que nunca se falou da existência de campos de concentração em seu círculo íntimo.
Tempos depois, ficou sabendo sobre a existência desses campos. "Agora estou bem informado - disse em 2009. Está claro que aconteceram coisas horríveis. Não há desculpa possível, houve campos de concentração. Isso não é possível negar".
Após a morte de Hitler, Misch foi capturado pelas tropas soviéticas e passou nove anos em uma prisão russa, até que retornou para Berlim em 1953. No setor oeste da capital alemã, Misch trabalhou em uma loja de pintura até sua aposentadoria.
Fonte: globo.com

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Hiroshima lembra 68 anos do lançamento da bomba atômica

No parque da Paz da cidade foi prestado um minuto de silêncio no mesmo horário que ocorreu o primeiro ataque nuclear

A cidade de Hiroshima lembrou nesta terça-feira (data local) o 68º aniversário do lançamento da bomba atômica que provocou a morte de centenas de milhares de seus cidadãos no final da Segunda Guerra Mundial, com uma cerimônia na qual pediu o fim da proliferação nuclear.
Durante o memorial, realizado no Parque da Paz da cidade japonesa, foi prestado um minuto de silêncio às 23h15 GMT (20h15 de Brasília). Nessa mesma hora, o avião B-29 Enola Gay das Forças Aéreas dos EUA lançou em 6 agosto de 1945 o que seria o primeiro ataque nuclear da história.
Calcula-se que a bomba, que foi detonada com uma intensidade de 16 quilotons a cerca de 600 metros de altura, muito perto de onde hoje fica o Parque da Paz, matou de forma imediata 80.000 pessoas.
Ato foi realizado no Parque da Paz da cidade japonesa.
No entanto, no final de 1945, o número de mortos já tinha subido para cerca de 140.000, e o de vítimas pela radiação nos anos posteriores aumentou muito mais. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, participou da cerimônia de hoje, e em seu discurso pediu o fim das armas nucleares.
Também discursou o prefeito de Hiroshima, Kazumi Matsui, filho de um dos milhares de sobreviventes da bomba. Ele clamou por uma Coreia do Norte e um "nordeste da Ásia" livre de armas nucleares e lembrou que o Japão ainda sofre, mais de dois anos depois, com os efeitos do acidente na usina nuclear de Fukushima.
A cerimônia deste ano reuniu representantes de 70 países, incluindo o embaixador dos Estados Unidos no Japão, John Roos.
Após o ataque sobre Hiroshima, os EUA lançaram uma segunda bomba nuclear em 9 de agosto de 1945 sobre a cidade de Nagasaki, o que forçou a rendição do Japão seis dias depois e pôs fim à Segunda Guerra Mundial. Os ataques nucleares sobre as duas cidades japonesas foram os únicos que realizados até hoje.
Fonte: Terra

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Mais de 1.500 lingotes de prata de 1941 são retirados do mar

Washington - Mais de 1.500 lingotes de prata que pesam no total cerca de 56 toneladas e que jaziam no fundo do mar desde 1941 depois que o navio britânico que os transportava foi torpedeado foram localizados este mês pela sociedade especializada Odyssey.

Os 1.574 lingotes foram localizados a bordo do "SS Gairsoppa", que repousa a 4.700 metros de profundidade no Atlântico Norte, sudoeste da Irlanda, segundo comunicado da sociedade especializada em recuperação de restos de naufrágios.

Lingotes de prata encontrados a 4.700 metros de profundidade, no Atlântico Norte: segundo cotação atual da prata no mercado, o tesouro recuperado valeria 40 milhões de dólares
A Odyssey não informou sobre o valor desses lingotes, mas, segundo a cotação atual da prata no mercado, o tesouro recuperado valeria 40 milhões de dólares.

O navio de carga britânico afundou em fevereiro de 1941 depois de ter sido torpedeado por um submarino alemão durante a Segunda Guerra Mundial, quando navegava de Calcutá para Londres.

A Odyssey já havia recuperado em 2012 desse barco 1.218 lingotes, que pesavam 43 toneladas, o que eleva a 2.792 o número de lingotes recuperados e assegurados pelo governo britânico.

Segundo um contrato entre a Odyssey e o ministério britânico de Transportes, a sociedade fica com 80% do valor do carregamento resgatado.

Uma nova expedição está em andamento para localizar a carga do vapor britânico "SS Mantola", que afundou em 1917 e foi localizado em 2011 pela Odyssey. O "SS Mantola" transportaria umas 20 toneladas de prata.

Fonte: exame.com

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Morre Vincenzo Cerami, roteirista de 'A vida é bela'

O escritor, jornalista e roteirista italiano Vincenzo Cerami, autor, entre outras obras, de A vida é belade Roberto Benigni, morreu após um longo tempo doente, nesta quarta-feira (17), anunciou a imprensa italiana.
Vincenzo Cerami morreu após um longo tempo doente
O artista, 72 anos, era discípulo do cineasta Pier Paolo Pasolini, que o contratou como assistente aos 25 anos para o filme Comizi d'amore, de 1964. Mas o grande sucesso aconteceu com a adaptação de seu livro Um burguês muito pequeno, que Mario Monicelli dirigiu em 1976 e foi estrelado por Alberto Sordi.
Crítico de cinema, Cerami era casado e pai de dois filhos.

Fonte: Terra

domingo, 7 de julho de 2013

Caso Roswell completa 66 anos e ainda deixa mistérios

Considerado o maior marco da Ufologia Mundial o caso Roswell foi o mais impressionante relato e a mais absoluta prova do encobrimento do assunto Ovnis do mundo. O caso já faz mais de 50 anos e continua sendo referente no mundo.


Quarta-feira, 2 de Julho, 21:50h
O casal Wilmot está sentado em sua varanda, num bairro tranqüilo em Roswell, quando observa um grande objeto oval cruzar o céu. O objeto estava incandescente e voava em alta velocidade no sentido nordeste. Ao mesmo tempo, William Woody e seu pai vêem no céu um objeto brilhante indo em direção norte. Durante uma tempestade, o rancheiro MacBrazel e seus vizinhos ouvem uma explosão nas proximidades de onde moram, há algumas milhas de Roswell.

Quinta- Feira, 3 de Julho
Pela manhã, Brazel sai à cavalo para verificar os danos causados pela tempestade. Surpreende-se ao ver um campo de destroços de aproximadamente 4km quadrados, onde encontra lâminas de um metal muito maleável, mas que sempre retornava à forma original. Vê também bastões de matéria análogo ao basalto - objetos altamente resistentes, impossíveis de serem cortados ou queimados. Brazel percebe que há sinais impressos nos objetos: desenhos de cor lilás, parecendo com algum tipo de escrita oriental, talvez hieróglifos.

Sexta - Feira, 4 de Julho
Feriado nacional. Brazel leva alguns destroços ao seu galpão, entre eles há uma peça de, aproximadamente, 3m. Suas ovelhas não querem passar pelo campo de destroços. Os animais parecem sentir que algo estranho aconteceu no local. À noite, Brazel encontra alguns amigos, que o aconselham a contar tudo para as autoridades.

Domingo, 6 de Julho, 8:00h
Pela manhã Brazel vai até o escritório do xerife George Wilcox em Roswell. Leva alguns destroços na caminhonete. Ao ver os pedaços da suposta nave, o xerife envia alguns de seus subordinados para a fazenda para examinar o local do acidente. Chegando lá, não encontram mais os destroços, mas somente uma camada vitrificada sobre a terra. No mesmo dia da visita ao xerife, Brazel concede uma entrevista à radio local.

Domingo, 6 de Julho, 13:00h
O major Jesse Marcel vai ao escritório do xerife em Roswell com a finalidade de se encontrar com Brazel. Olha o material e decide visitar o rancho em que aconteceu o acidente. Seu superior, o general Roger Ramey, é informado sobre o achado e se comunica com o Pentágono.

Domingo, 6 de Julho, 17:00h
Chegando ao rancho, Brazel mostra os destroços no galpão para o major Marcel, que os examina com um contador Géiser. O aparelho não capta sinais de radiatividade nos objetos. Enquanto Marcel e seus homens pernoitam no galpão, o Pentágono organiza uma busca sigilosa no local da queda.

Domingo, 6 de Julho, 19:00h

Os oficiais localizam os destroços e seus ocupantes. Imediatamente chegam ao local varias equipes de resgate e escavação. Também participa do processo o arqueólogo Cury Holden, que ao fazer pesquisas sobre povos pré-colombianos, descobre os destroços por acaso.

Segunda - Feira, 7 de Julho
Pessoas das proximidades encontram objetos pelo chão, como pequenos bastões de 1cm, com gravações parecidas com hieróglifos. Ninguém conseguia decifrar as inscrições, tampouco descobrir o tipo de material de que eram feitas as peças. Encontram também um pergaminho muito comum, além de fragmentos de folhas parecidas com alumínio que não se amassavam. O mais curioso de tudo é que os objetos parecem ser indestrutíveis, resistindo a todos os testes.

Segunda - Feira, 7 de Julho, 9:00h
O Pentágono ordena o bloqueio de todas as entradas e vias de acesso a Roswell. Os auxiliares do xerife Wilcox cercam o rancho Foster, não deixando ninguém passar.

Segunda - Feira, 7 de Julho, 13:00h

Glenn Dennis, da funerária Ballard, em Roswell, recebe um comunicado de um dos oficiais da base:

" - Qual o tamanho dos caixões herméticos que o senhor tem? - São pequenos? - Há estoque?".

Dennis fica perplexo e quer saber se houve algum tipo de desastre nas proximidades. Diz que não tem estoque e que demoraria umas 24 horas para conseguir o material.

Segunda - Feira, 7 de Julho, 14:00h
No Pentágono, os generais Curtiss Lemay e Hoyt Vandenberg tem uma conversa sobre os UFOs, mais precisamente sobre o acidente de Roswell. Enquanto isso, o General Nathan Twinning (um dos membros do MJ-12), comandante e técnico de informações, muda seus planos e prepara uma viagem para o Novo México.

Segunda - Feira, 7 de Julho, 14:30h

O oficial da base liga novamente para Dennis. Desta vez, lhe pergunta como preparar corpos que ficam muito tempo no deserto e se os produtos empregados poderiam modificar a química dos corpos. Dennis recomenda o congelamento dos cadáveres e oferece assistência, recebendo a seguinte resposta ofical :

" - Não se preocupe, só estamos querendo saber isso a fim de nos prepararmos para casos futuros".


Dennis aceitou a resposta, mas continuou intrigado. Mais tarde, ele conheceu um soldado que havia se acidentado no resgate e o levou a enfermaria do hospital mais próximo. Dennis estaciona sua ambulância ao lado de um veiculo da base e vê diversos pedaços de metal lá dentro. Ao entrar no hospital encontra uma amiga enfermeira, que sai de uma das salas de exame e exclama:


" - Suma daqui, senão você vai ter um aborrecimento gigantesco".

Segunda - Feira, 7 de Julho, 20:00h

Grande parte dos destroços já haviam sido recolhidos e examinados. O major Marcel vai à base, pega alguns pedaços de destroços e leva para casa para mostrar a sua esposa e filhos.

" - Isto não é deste mundo. Quero que vocês se lembrem disso por toda vida", exclama Marcel.

Terça - Feira, 8 de Julho, 6:00h
Reunião particular entre o coronel Blanchard e Jesse Marcel, que mostra a ele as partes dos destroços achados no Rancho Foster. Meia hora mais tarde, acontece uma outra reunião secreta no escritório do coronel Blanchard, desta vez com a cúpula da Força Aérea.


Terça - Feira, 8 de Julho, 9:00h

O xerife Wilcox procura pelo pai de Dennis, que é seu amigo.

" - Seu filho parece estar em apuros", advertiu.

" - Diga a ele para não declarar nada do que viu na base".


Terça - Feira, 8 de Julho, 9:20h
Blanchard resolve lançar um comunicado à imprensa:



" - Os muitos boatos acerca dos discos voadores ontem se tornaram realidade quando o assessor de imprensa divulgou que o 509 Grupo de Bombardeiros da Força Aérea teve a sorte de chegar a possuir um disco - tudo isso graças à cooperação de um rancheiro local e de um xerife".


E o relatório do general continua:

"O objeto aterrizou em um rancho perto de Roswell na ultima semana. Como o rancheiro não tem telefone, guardou o disco até poder informar ao xerife, que por sua vez, notificou o major Jesse Marcel. Imediatamente, entramos em ação e o disco foi resgatado do rancho, sendo depois inspecionado na Base Aérea de Roswell e encaminhado a uma repartição superior".


Terça-feira, 8 de julho, 11:00h
O tenente começa a distribuir o comunicado à imprensa. Ele visita as estações KGL e KSWS, depois vai aos jornais locais Roswell Daily Record e Morning Dispatch, que publicam no mesmo dia a informação. As emissoras de rádio passam o comunicado para a agência Associated Press, que se encarrega de distribuir a notícia para o mundo. Algumas horas depois, o escritório do xerife Wilcox recebia telefonemas de todas as partes do mundo, como Roma, Londres, Paris, Alemanha, Hong Kong e Tóquio. Porém, este clima de liberdade de expressão não durou muito tempo. 

Frank Joyce, da emissora KGFL, remete um telex para a agência United Press International (UPI) e, como resposta, recebe um comunicado de Washington desmentindo o caso. Parte do telex informava o seguinte:

"Atenção. Aqui FBI. Finalizar relato. Repito: finalizar relato, assunto de segurança nacional. Aguardar.".


Terça-feira, 8 de julho, 11:00 h
Dennis recebe um chamado de sua amiga enfermeira:



" - Eu preciso falar com você. Você deve fazer um juramento sagrado de nunca mencionar o meu nome, senão eu terei enormes dificuldades...".

Dennis então promete à enfermeira que jamais diria nada a ninguém. Ela começa a contar tudo o que sabe sobre o caso: dois médicos pediram a ela para que fizesse apontamentos enquanto executavam uma autópsia provisória. Então ela desenhou o que tinha visto: uma cabeça com olhos fundos e grandes, pequenos orifícios nasais, boca fina, sem pêlos, braços compridos e finos. 


As mãos tinham 4 dedos cada, que terminavam com orifícios, parecidos com ventosas de polvos. Ela também descreve que os seres não tinham cabelos e sua pele era preta. A enfermeira diz ter visto 3 corpos, sendo que estavam muito mutilados, provavelmente por coiotes. Os corpos tinham somente 1,20 m e exalavam um terrível mau-cheiro. 

Os médicos chegaram a desligar o sistema de ar condicionado com medo de que o cheiro se alastrasse por todo o hospital. Mais tarde, a autópsia foi transferida para o hangar de aviões.

Terça-feira, 8 de julho, 11:30 h

A enfermeira se despede de Dennis. Algumas hora depois, fica sabendo que será transferida para outro continente, provavelmente para Inglaterra. Após algumas semanas, escreve para Dennis contando as novidades. O amigo responde a carta e, em vez de uma resposta, recebe em sua casa um envelope com o carimbo "Falecida".

Terça-feira, 8 de julho, 12:00 h

No aeroporto de Roswell pousa um avião de Washington trazendo uma equipe especial de técnicos e fotógrafos. Os destroços do UFO são levados para a base aérea de Wright Patterson, em Ohio, num avião pilotado pelo capitão Oliver Popper Handerson. Ao embarcar, o capitão vê 3 cadáveres extraterrestres no hangar guardados em gêlo seco.

Terça-feira, 8 de julho, 12:30 h

Fotógrafos da imprensa americana vão ao rancho Foster e se encontram com Brazel, que lhes faz a seguinte declaração:

" - Foi um erro notificar as autoridades. Se acontecesse novamente, eu não diria nada, porque isso é uma bomba".

Os fotógrafos também encontram alguns oficiais que vasculham o campo de destroços. Percebem que ninguém tenta impedi-los de fazer o trabalho.

Terça-feira, 8 de julho, 16:30 h

Voltam para Roswell, onde o xerife Wilcox lhes comunica que estão proibidos de fazer qualquer manifestação sobre o que viram. Enquanto isso, os militares também deixam o rancho, levando Brazel para Roswell. Chega à base um avião carregado com destroços. Logo após, Marcel levanta vôo com os destroços para o Forth Worth. Chegando lá, mostra o material para o general Ramey. 

No Rancho Foster, no lugar dos destroços são colocados pedaços de um balão meteorológico com um aparelho de orientação pelo radar no chão. É montada uma grande farsa, em que Marcel é obrigado a admitir que o acidente com um UFO não passava de um engano. O que antes era um disco voador, passou a ser visto como um simples balão.

Terça-feira, 8 de julho, 18:30 h

Um memorando interno da polícia federal comunica ao FBI que a história do balão meteorológico não corresponde aos fatos. Brazel é intimado a comparecer na base de Roswell, onde recebeu orientações para desmentir tudo à imprensa, Brazel é obrigado a ouvir coisas como:

" - Olha meu filho, guarde esse segrêdo com você, senão ninguém sabe o que pode lhe acontecer".

A esta altura, já circulavam em Roswell os mais absurdos boatos. Um deles dizia que os homens vindos de Marte se acidentaram no local e que, inclusive, um deles ainda permaneceu vivo por um bom tempo, gritando como um animal até a morte. Outro destes boatos dizia que um dos seres escapou do esquema de segurança e correu toda a noite pela cidade.

Quarta-feira, 9 de julho, 8:00 h

O coronel Blanchard sai de Roswell e visita o lugar da queda. Sua intenção é supervisionar o término do trabalho de resgate, pois logo entraria em férias. Quarta-feira, 9 de julho, 8:30 h Três aviões de transporte C-54 são carregados com destroços. A ação é acompanhada por inspetores de Washington, que supervisionam o carregamento. As aeronaves então levantam vôo em direção à Base Aérea de Kirtland, onde se encontra o general Twinning.

Quarta-feira, 9 de julho, 9:00 h

Walt Whitmore e seu repórter Jud Robert tentam ir ao Rancho Foster, mas não conseguem devido aos bloqueios dos militares. Curiosos de vários pontos do país - além de muitos repórteres - também tentam sem sucesso chegar ao local.

Quarta-feira, 9 de julho, 10:00 h

Pousa na base um avião de Washington trazendo um representante oficial do presidente Truman. Em Washington, o presidente recebe o senador Carl Hatch, do Novo México.

Quarta-feira, 9 de julho, 12:00 h

Os cadáveres dos ocupantes dos UFOs são preparados para o transporte. Oficiais da Base Aérea de Roswell visitam jornais e emissoras de rádio. O objetivo da visita era recolher cópias de um relatório para a imprensa do tenente Haut.

Quarta-feira, 9 de julho, 14:30 h

Em uma reunião de oficiais, o Ministério da Defesa comunica ao FBI que os discos voadores não são de responsabilidade nem do Exército nem das Forças Armadas.

Sexta-feira, 11 de julho

Tem início a operação Corretivo Mental em todos os soldados que trabalharam na operação de resgate. São conduzidos em grupos a um pequeno recinto, onde um oficial lhes explica:

" - ... isto foi uma questão de segurança nacional e está sob o mais severo sigilo. Não falem a ninguém sobre o que aconteceu. Esqueçam tudo o que viram"

Terça-feira, 15 de julho
MacBrazel é advertido mais uma vez, mas pode finalmente retornar ao rancho. Embora antes da queda fosse muito pobre, retornou para sua terra com uma caminhonete nova e com dinheiro suficiente para comprar uma casa e uma fornecedora de gelo.

Epílogo da Operação
No prazo de um mês, todos os participantes da operação são transferidos para outras bases. Em setembro, o professor Lincoln La Paz procura determinar a estrutura do objeto acidentado e afirma veementemente que os destroços são de uma sonda extraterrestre não tripulada. Em 24 de setembro, o presidente Truman cria a ultra-secreta operação Majestic 12, com a finalidade de explorar o que acontecera em Roswell. Já no fim de outubro de 1947, o general Schulgen do Pentágono faz um memorando secreto, incumbindo às Forças Armadas a função de compilar todas as informações existentes sobre os discos voadores. Essa é uma forte evidência de que o governo mentiu quando disse que o objeto acidentado era um balão meteorológico.

Setembro de 1949

Um parente de MacBrazel conta, num bar, que durante os dois últimos anos a família continuou encontrando vestígios da nave acidentada. No dia seguinte, foi procurado por militares, que trataram de confiscar as peças. Já em 1978, o ufólogo e físico nuclear Stanton Friedman localiza Jesse Marcel e o entrevista sobre o Caso Roswell. O silêncio finalmente estava rompido. Nos 16 anos seguintes foram editados 5 livros, baseados no depoimento de testemunhas do caso. A imprensa pôde também se manifestar, de forma que os jornais e emissoras de rádio e TV não pararam mais de explorar o assunto.

Nova Testemunha de Roswell
O jornal inglês The Observer publicou matéria com declarações sobre uma nova testemunha do Caso Roswell, desconhecida até então.

Anne Robbins acompanhou de forma indireta todas as ocorrências do mais famoso dos incidentes ufológicos, ocorrido há mais de 50 anos. Ela era esposa do então sargento Ernest Robert Robbins, falecido em 2000, que ajudou a resgatar três extraterrestres depois que o disco voador em que estavam se acidentou. Um deles ainda estava vivo.

Aos 84 anos, Anne conta que nunca desejou que sua história se tornasse pública. Segundo ela, o marido morreu jurando que os destroços encontrados naquela noite não eram de um mero balão, como alega a Força Aérea Norte-Americana (USAF) . Ela conta ainda que na noite do incidente, Robbins recebeu ordens para que comparecesse na base militar, de onde só sairia 18 horas depois, contando uma “história confusa sobre um disco voador”. Quando voltou, estava com o uniforme enrugado e molhado porque teve que mergulhar num tanque de desinfecção na base.

Robbins nunca falou detalhadamente sobre o assunto, e a cada nova investida da família, alegava sigilo militar. Das poucas informações que deu, comentou apenas que a nave era semelhante a dois pratos juntos, tinha diversas janelas e três tripulantes. Anos depois, chegou a desenhá-los. Tinham cabeça protuberante, olhos grandes e negros, sem nariz ou boca, a pele era marrom.

“Ele me contou essas coisas com muita frieza e franqueza. Não teria mentido para mim por 56 longos anos”.

Entretanto, Anne só se convenceu da veracidade dos fatos quando visitou o local exato da queda e viu uma mancha no chão, muito parecida com vidro preto, como se o chão tivesse sido queimado. A última vez que Robbins tocou no assunto com a esposa foi há vários anos, quando assistiam a um documentário sobre o tema.

Fonte: Revista UFO 88

25 de Junho 1997
Com o caso Roswell fazendo 50 anos, o governo dos Estados Unidos dá uma nova descupa para o que as testemunhas viram, segundo eles, bonecos que eram soltos de pára-quedas teriam confundido os aficionados por discos voadores com corpos de extraterrestres. Em 1994, a Força Aérea divulgou um relatório sobre o incidente de Roswell segundo o qual a suposta nave seria um balão secreto para detectar testes nucleares soviéticos.

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