quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Suástica gravada na estátua de Buda, na Coréia.

A imagem da cruz suástica é um dos amuletos mais antigos e universais do mundo, sendo utilizada desde o Período Neolítico. Foi adotada em diversas culturas, sem qualquer interferência umas com as outras. Especulou-se até que a difusão da suástica entre diversas culturas mundiais (Índia, África, América do Norte e do Sul, Ásia e Europa) apontava para uma origem comum, possivelmente da lendária Atlântida.


As primeiras formas similares à suástica estão conservadas em vasos cerâmicos datados de cerca de 4000 a.C., em antigas inscrições europeias, e como parte da escrita encontrada na região do Indo, de cerca de 3000 a.C., a qual religiões posteriores (hinduísmo e budismo) passaram a usar como um de seus símbolos. Na Antiguidade, a suástica foi usada largamente pelos indo-arianos, hititas, celtas e gregos, dentre outros. Ela ocorre em outras culturas asiáticas, europeias, africanas e indígenas americanas, na maioria das vezes como elemento decorativo, eventualmente como símbolo religioso.

O Budismo foi fundado por um príncipe hindu e as formas da suástica são uma herança dessa cultura. O símbolo foi incorporado desde a Dinastia Liao nos ideogramas chineses, significando algo como "um grande número", "multiplicidade", "grande felicidade" ou "longevidade". A suástica marca as fachadas de muitos templos budistas e costumam ser desenhadas no peito de muitas esculturas de Buda, ou frequentemente aparecem ao pé da estatuária budista.

Em razão da associação da suástica com o Nazismo após a segunda metade do século XX, a suástica budista fora da Índia tem sido utilizada apenas na sua forma virada para a esquerda. Esta forma da suástica é comum nas caixas de comida chinesa indicando que a comida é vegetariana e pode ser comida por budistas de princípios mais rígidos. Também é bordada com frequência nos colarinhos das blusas das crianças chinesas, para os proteger de maus espíritos.

A suástica usada na arte e escultura budistas é conhecida dentro da língua japonesa como "manji" (que, literalmente, pode ser traduzido como o caractere chinês para eternidade), e representa o Dharma, a harmonia universal, o equilíbrio dos opostos. O símbolo virado à esquerda representa amor e piedade; voltado para a direita é força e inteligência.

O uso do símbolo no Ocidente, junto às significações religiosas e culturais que lhe emprestaram, foi corrompido no começo do século XX, quando foi adotado pelo Partido Nazista. Isto ocorreu porque os nazistas declaravam que os arianos eram os antepassados do povo alemão moderno e propuseram, por causa disto, que a subordinação do mundo à Alemanha fosse algo imperativo, e até mesmo predestinado. A suástica então tornou-se um símbolo conveniente, de forma geométrica simples e ao mesmo tempo marcante, a enfatizar este mito ariano-alemão, insuflando o orgulho racial. Desde a II Guerra Mundial a maior parte do mundo ocidental tem a suástica apenas como um símbolo nazista, levando a equivocadas interpretações de seu uso no Oriente, além de confusão quanto ao seu papel sagrado e histórico em outras culturas.

O uso da suástica era assim associado pelos teóricos nazistas à sua hipótese da descendência cultural ariana dos alemães. Seguindo a teoria da invasão ariana da Índia, reivindicavam os nazistas que os primeiros arianos naquele país introduziram o símbolo, que foi incorporado nas tradições védicas, sendo a suástica o símbolo protótipo dos invasores brancos. Também acreditavam que o sistema de castas hindu tinha sido um meio criado para se evitar a mistura racial. O conceito de pureza racial, adotado como central na ideologia nazista, não utilizou nenhum dos métodos modernamente aceitos como científicos. Para as ideias de Hitler, os arianos hindus eram, a um mesmo tempo, modelo a ser copiado e uma advertência para dos perigos da "confusão" espiritual e racial que, dizia, ocorrera pela proximidade das raças distintas.

A adoção da suástica por Hitler e pelo Partido Nazista e, na atualidade, por neonazistas e outros grupos preconceituosos, tornou o símbolo um tabu em muitos países ocidentais. A Alemanha de pós-guerra tornou criminosa a exibição da suástica e outros símbolos nazistas - com exceção dos fins educacionais e com fins de demonstrar oposição ao nazismo. No Brasil, o uso da suástica para fins nazistas também constitui crime, com pena de reclusão de dois a cinco anos e multa.


Alemanha lembra chegada de Hitler ao poder há 80 anos

Berlim lembra nesta quarta-feira a chegada ao poder de Hitler, há 80 anos, com uma série de exposições que mostram "a responsabilidade permanente" da Alemanha pelos crimes nazistas, como ressaltou a chanceler Angela Merkel.



Em uma foto em preto e branco, o visitante pode ver Adolf Hitler saudando a multidão da janela da chancelaria, no final da tarde de 30 de janeiro de 1933. Naquele dia, o líder do Partido Nacional Socialista Operário Alemão havia sido nomeado chanceler e encarregado de formar um novo governo pelo na época presidente Paul von Hindenburg.

Esta cerimônia é um dos documentos exibidos na exposição "Berlim 1933, o caminho da ditadura", inaugurada por Angela Merkel.

Em um local carregado de história, a antiga sede da Gestapo - polícia secreta da Alemanha nazista-, hoje transformada em um centro de documentação ao ar livre, a exposição percorre, com fotos, primeiras páginas de jornais e cartazes, os primeiros meses do ditador nazista no poder.

"Chegou a hora! Estamos na Wilhelmstrasse (sede da chancelaria na época), Hitler é chanceler do Reich. É como um conto de fadas!", escreveu Joseph Goebbels, futuro chefe da propaganda nazista, em seu diário, no dia 31 de janeiro de 1933.

Os painéis seguintes mostram imagens do incêndio no Reichstag (parlamento), em 27 de fevereiro, e das primeiras medidas contra os judeus, em 1º de abril, com o início do boicote às lojas, médicos e advogados judeus. "Alemães, defendam-se! Não comprem dos judeus", proclama um cartaz.

O diretor do centro de documentação ao ar livre Topografia do Terror, Andreas Nachama, ressalta que o acesso à chancelaria do frustrado pintor austríaco representou "um corte" na história. No entanto, naquele momento, ninguém acreditava que aquele agitador de baixa estatura ia durar.

O sistema parlamentar da República de Weimar não conseguia obter uma maioria estável, e Hitler, com seu discurso simplista, conseguiu ser seguido por milhões de desempregados e pequenos comerciantes arruinados pela crise econômica.

A exposição mostra "a erosão diária das instituições democráticas" nos primeiros meses da catástrofe nazista, que ia devastar Europa, matando entre 40 e 60 milhões de pessoas, entre elas seis milhões de judeus assassinados, disse Nachama.

O 80º aniversário da chegada de Hitler à chancelaria é objeto de grande interesse, enquanto o "Führer" continua sendo uma figura onipresente na Alemanha.

Outra exposição, "Berlim e os nazistas", será inaugurada na quinta no Museu de História Alemã: um percurso temático que permitirá percorrer Berlim pelos lugares simbólicos do Terceiro Reich.

Angela Merkel, nascida depois da guerra, insiste na "responsabilidade permanente" da Alemanha pelos crimes nazistas, em particular pelo Holocausto, em um vídeo divulgado no sábado na internet.

"Enfrentamos nossa história, não escondemos nada, não reprimimos nada. Devemos enfrentá-la para termos a certeza de que será no futuro uma boa sócia, digna de confiança", declara a chanceler, que cresceu na RDA, a Alemanha Oriental, um Estado socialista que se definia como antifascista.

Além disso, a Alemanha planeja, pela primeira vez desde 1945, voltar a editar, em dois anos, "Minha Luta", a obra ideológica escrita por Hitler em 1924.

Em 2011, a exposição "Hitler e os alemães" registrou um recorde de público. E, atualmente, um romance que imagina a volta de Hitler a Berlim, em 2011, é um dos campeões de venda.

Algo impensável há dez anos, Hitler também é resgatado por humoristas e artistas. Mas alguns, como a revista Stern, denunciam a "máquina para comercializar Hitler, que rompe todos os tabus para ganhar dinheiro."


Fonte: Diario de Pernambuco

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Morre uns dos maiores diretores da história - Michael Winner

Michael Winner (1935 – 2013)


Morreu o diretor inglês Michael Winner, conhecido por iniciar a popular franquia de filmes de vingança “Desejo de Matar” (1974), estrelada por Charles Bronson. Ele morreu nesta segunda (21/1) aos 77 anos, em sua casa em Londres, depois de batalhar por anos com uma doença do fígado.
Ele escreveu seu nome em Hollywood com a franquia “Desejo de Matar”, que lançou nos anos 1970 e comandou até a segunda continuação. O filme teve uma ótima resposta do público, mas rendeu muita polêmica em relação ao retrato dos justiceiros e à alta dose de violência, questões que ainda são discutidas no cinema até hoje. A opinião de Winner sobre seus filmes B refletia bem sua personalidade ácida e direta: “Se você quer arte, não mexa com filmes. Compre um Picasso.”
Em sua aurora no cinema britânico dos anos 1960, ele demonstraria talento para o humor na crítica social, mas foi seu deslumbramento pelo desencanto de Nova York nos anos 1970, como uma metrópole falida, tomada por pixações e criminosos em cada esquina, que tornou seu cinema icônico e popular.
Michael Robert Winner nasceu em Londres no dia 21 de janeiro de 1935, filho único de Helen e George Robert Winner. Seu pai, descendente de russos, era investidor imobiliário, e ganhava o bastante para financiar o vício de jogo da esposa, de família polonesa, que jogava com tanta frequência que mal dava atenção para Michael. Durante o Bar Mitzvá (cerimônia de passagem à idade adulta) do garoto, ele foi encarregado de guardar os casacos de peles de convidados que chegavam para a festa de pôquer que Helen havia marcado naquele dia.
Apesar da turbulência, foi nessa época que ele ganhou a reputação de ser “louco por cinema”, após afixar resenhas de filmes escritas à mão no quadro de notícias da escola. Durante a adolescência, ele mandava seus textos para jornais como o Sunday Express e o Evening Standard. Aos 13 anos, Winner convenceu o jornal The Kensington Post a publicar uma coluna semanal sobre cinema de sua autoria, centrada em sua amizade com um garoto ator.

Após fingir que era homossexual para não ser chamado para o serviço militar,
Winner iniciou o curso de Lei e Economia na Faculdade Downing, em Cambridge, no ano de 1953. Durante a graduação, o estudante editou o jornal da instituição, e três anos depois, ele saiu com um “diploma vagabundo”, em suas próprias palavras. Foi então que ele fez vários cursos para direção de TV e teve uma breve passagem como roteirista de produções para a TV e para o cinema.
Depois de um documentário de viagem chamado “This Is Belgium” (1957) e de alguns curtas e médias-metragens, que ele aprendeu a editar sozinho, Winner se lançou como diretor de longas com o musical “Play It Cool” (1962), produzido como um veículo de divulgação do cantor pop Billy Fury. Para financiar seu filme seguinte, “Some Like It Cool” (1962), Winner pediu 1,500 libras para seu pai. O investimento deu dividendos, graças ao tema escolhido: os cinemas não tinham comédias ambientadas em praias de nudismo.
Ainda no começo dos anos 1960, Winner dirigiu o drama criminal “Apartamento de Solteiro” (West 11, 1963), centrado em vagabundos da Londres urbana, e “O Sistema” (The System, 1964), sobre um conquistador que se apaixona por um dos seus alvos femininos. “O Sistema” foi o primeiro de quatro filmes do diretor com o ator Oliver Reed nos anos 1960. Em tom de brincadeira, o ator creditou o sucesso da parceria ao fato de “ele gritar mais alto que eu.”
Em “You Must Be Joking!” (1965), o cineasta mostrou mais uma vez sua vocação para a malandragem: durante as filmagens, ele explodiu um carro na hora do rush em um cruzamento movimentado de Londres, e, quando foi abordado pela polícia, disse que não sabia quem havia dado a ordem.
Outra parte importante dessa fase de Winner foram as comédias com temas sociais, como “O Golpe do Século” (The Jokers, 1967), indicado ao Globo de Ouro na agora extinta categoria de Melhor Filme Estrangeiro Falado em Inglês, e “Depois que Tudo Terminou” (I’ll Never Forget What’s'isname, 1967), ambos com Oliver Reed.
O último filme também incluía em seu elenco a cantora Marianne Faithfull e um dos maiores nomes do cinema, Orson Welles, protagonista e diretor de “Cidadão Kane” (1941). Relembrando o trabalho com a lenda viva que era Welles, em uma entrevista ao jornal Guardian, o diretor não se mostrou solene: “Welles um dia me disse, ‘Michael, você está me filmando por baixo. Assim eu vou parecer gordo.’ Orson iria parecer gordo mesmo se você o filmasse de cima de um helicóptero”, brincou.



Com a indicação ao Globo de Ouro e o sucesso comercial da sátira de guerra “Os Destemidos não Caem” (Hannibal Brooks, 1969), novamente com Oliver Reed, Winner começou a conquistar renome nos EUA. Isto lhe rendeu um convite para comandar o suspense clássico “Operação França” (1971), que ele rejeitou para permanecer no Reino Unido e filmar uma obra que se tornou cultuadíssima, “Os que Chegam com a Noite” (The Nightcomers, 1971), dirigindo ninguém menos que o astro Marlon Brando. A trama era uma espécie de prólogo do clássico conto sinistro “A Volta do Parafuso”, de Henry James, sobre a corrupção de crianças diabólicas. Trata-se do filme que ele afirma ter mais orgulho de ter feito.
No mesmo ano em que mostrou sua capacidade para o suspense com o fenomenal “Os que Chegam com a Noite”, Winner finalmente fez sua estreia hollywoodiana. E com o gênero mais americano de todos, no western “Mato em Nome da Lei” (Lawman, 1971), estrelado por Burt Lancaster.
Ele retornou ao Velho Oeste em “Renegado Vingador” (Chato’s Land, 1972), que já apontava uma guinada em seu estilo. Tratava-se de um filme de vingança com uma reversão de papéis. Desta vez, o herói era um índio, que de caça se torna perseguidor, eliminando um a um o grupo de homens brancos em seu encalço. O papel principal coube a um astro veterano que ainda não tinha atingido seu maior sucesso em Hollywood, chamado Charles Bronson. Foi o começo da parceria mais bem-sucedida da vida de ambos.
Winner bisou a colaboração com Bronson no mesmo ano, criando um filme violento que se tornou cultuado e recentemente ganhou um remake, “Assassino a Preço Fixo” (The Mechanic, 1972), sobre um matador que passa a ensinar sua profissão para o filho de uma vítima. A mesma estética brutal foi explorada com o thriller “Scorpio” (1973), em que dois assassinos, vividos por Burt Lancaster e o galã francês Alain Delon, tentam se matar.
Mas o auge da estética violenta, que marcou a fase americana do diretor, ainda estava por vir. Em 1974, ele fez o conhecido e famigerado “Desejo de Matar”. O drama voltou a juntar o diretor com Bronson, que interpreta o arquiteto Paul Kersey, um homem que passa pela tragédia de ter sua esposa assassinada por criminosos de rua e sua filha estuprada dentro de seu apartamento. Dali em diante, ele se torna um justiceiro noturno, obcecado em matar potenciais assaltantes.
O filme foi marcado pela controvérsia, e é considerado por alguns uma exploração exageradamente violenta da paranoia urbana americana e uma apologia às armas e as pessoas que tomam a justiça em suas próprias mãos. Embora tenha dito que não apoiava grupos de justiceiros, Winner fez doações a um deles, chamado Guardian Angels (“Anjos da Guarda”). Em defesa ao filme, o cineasta frequentemente apresentava estatísticas de que a diminuição da violência nas telas às vezes resultava em aumento na criminalidade, e citava o Japão, que tem uma literatura muito violenta, mas paradoxalmente uma taxa criminal muito baixa.
O público do cinema foi unânime em sua resposta positiva a “Desejo de Matar”. Com orçamento de apenas U$S 3 milhões, o lançamento rendeu U$S 22 milhões nas bilheterias americanas, iniciando uma franquia que se estendeu por cinco filmes. O próprio Winner dirigiu as duas sequências iniciais, “Desejo de Matar 2″ (1982) e “Desejo de Matar 3″ (1985), mas, apesar do afastamento do diretor, Bronson continuou até “Desejo de Matar V” (1994).
Outro título notável na carreira do cineasta na década de 1970 foi “A Sentinela dos Malditos” (The Sentinel, 1977), terror estrelado pela diva Ava Gardner. Muito elogiado pelos fãs do gênero, o filme também caprichava na violência gráfica e, para variar, não foi bem recebido pela crítica especializada, especialmente pelo uso de anões e pessoas com deformidades reais para causar choque no público.
Alguns dizem que ele tentou fazer as pazes com os críticos com “A Arte de Matar” (The Big Sleep, 1978), refilmagem em “À Beira do Abismo” (1946), e “A Perversa” (1983), versão de “The Wicked Lady” (1945). Nos anos 1970, ele também comandou um thriller sobre crime organizado, “Firepower” (1979), com a beldade Sophia Loren.
De todo modo, depois de “Desejo de Matar 3″, a produção de Winner foi diminuindo, e nos 10 anos finais de sua carreira, ele dirigiu apenas mais cinco filmes, incluindo o musical “Um Viúvo em Ponto de Bala” (A Chorus of Disapproval, 1989), com Jeremy Irons e Anthony Hopkins, e a comédia “Ladrão de Ladrão” (Bullseye!, 1990), estrelada por Michael Caine e Roger Moore. Curiosamente, seus últimos lançamentos foram sobre justiceiros: “Dirty Weekend” (1993) trazia uma vigilante mulher, enquanto “Parting Shots” (1998) enveredava pelo lado cômico do gênero.
O diretor, no entanto, achava que esse declínio fazia parte natural da vida. “Há poucos diretores de cinema com 74 anos de idade por aí”, disse Winner em 2009. “Você não pode ter a expectativa de fazer grandes filmes de Hollywood por toda a sua vida. Os holofotes se movem. Eu fui um diretor muito bem empregado de 1960 até 1990, e então aquilo começou a ruir.”
Foi nos anos 1990 que o interesse de Michael Winner por gastronomia começou a florescer e tomar parte em sua vida. Ele se tornou crítico gastronômico para o jornal Sunday Times, e, graças a sua língua afiada e seus comentários ácidos, foi proibido de entrar em vários restaurantes, após dar-lhes cotações negativas. Mas quando seu jantar se provava particularmente bom, ele o chamava de “histórico”.
Seu gosto refinado para comida não se traduzia nas vestes, pois Winner normalmente usava paletós baratos e sapatos gastos. Para compensar o visual desleixado, ele curtia seus luxos preferidos: dirigia sempre um Rolls Royce e raramente aparecia sem um enorme charuto Montecristo.


Dando uma amostra de seu desgosto pela violência, Winner fundou a organização de caridade Police Memorial Trust, que cria monumentos para policiais mortos em combate. O cineasta teve a iniciativa depois da morte da policial Yvonne Fletcher em uma manifestação, em 1984.
Michael Winner disse ter medo de casamentos, em parte por causa das coisas que ele presenciou na casa de seus pais, mas ele teve muitos relacionamentos com beldades, como a atriz Jenny Seagrove, que ele dirigiu em filmes como “Um Viúvo em Ponto de Bala” e “Ladrão de Ladrão”. O mais longo relacionamento de Winner foi com a dançarina de balé Geraldine Lynton-Edwards. Eles se conheceram ainda jovens, em 1957, quando ela tinha apenas 16 anos de idade, e a longa convivência acabou fazendo Winner perder o medo do casamento. Eles noivaram em 2007 e se casaram em setembro de 2011.
No começo de 2012, os médicos lhe disseram que ele tinha apenas 18 meses de vida. Mas sua luta contra o câncer durou pouco mais da metade deste tempo. Winner chegou a considerar o suicídio assistido, numa clínica suiça, mas foi vencido pelo longo processo burocrático. Ele acabou falecendo em sua residência londrina, no bairro de Kensington, na segunda (21/1).

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Cientistas acham meteorito marciano com mais de 2 bilhões de anos

Cientistas estão empolgados com um meteorito marciano com cor de carvão que caiu no deserto do Saara. Um ano de análises revelou que a pedra é diferente de outros meteoritos de Marte.

Além de ser mais antiga, a rocha contém mais água. Com o tamanho de uma bola de beisebol e 2 bilhões de anos, o meteorito é muito similar a rochas vulcânicas analisadas pelos jipes Spirit e Opportunity na superfície de Marte.
“Aqui temos um pedaço de Marte que posso segurar em minhas mãos”, disse Carl Agee, da Universidade do Novo México, nos EUA, e autor do estudo publicado na revista “Science”.
O meteorito marciano que veio parar na Terra - Carl Agee/Universidade do Novo México/AP
A maior parte das pedras que caem do espaço na Terra como meteoritos vêm do cinturão de asteroides, mas alguns têm origem na Lua ou em Marte.
Cientistas creem que um asteroide ou algum outro objeto grande colidiu com Marte, deslocando rochas e mandando-as para o espaço. De vez em quando, algumas caem na atmosfera terrestre.
Fora o envio de naves ou astronautas ao planeta vermelho para trazer pedras para cá, os meteoritos são a melhor forma de os cientistas entenderem como o vizinho da Terra se transformou em um deserto gelado.
Cerca de 65 rochas marcianas já foram recolhidas na Terra, a maioria na Antártida ou no Saara. As mais antigas datam de 4,5 bilhões de anos atrás, quando Marte era mais úmido e quente.
Meia dúzia de meteoritos marcianos têm 1,3 bilhão de anos e os demais têm 600 milhões de anos ou menos.
Esse último meteorito, que recebeu o apelido de “Beleza Negra”, foi doado à Universidade do Novo México por um americano que o comprou de um vendedor marroquino no ano passado.
Os pesquisadores realizaram uma bateria de testes no meteorito e, com base em sua assinatura química, confirmaram que ele veio de Marte e se formou numa erupção vulcânica, além de ter sido alterado pela ação da água.
Fonte: Jornal Agora MS

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Maravilhas do Universo - Você já viu um planeta sendo formado?

ASTRÔNOMOS OBSERVAM PELA PRIMEIRA VEZ A FORMAÇÃO DE UM PLANETA.

Astrônomos do Observatório Europeu Austral (ESO) conseguiram observar pela primeira vez o processo de nascimento de um planeta a cerca de 450 anos-luz da Terra. Trata-se da jovem e gigante estrela chamada "HD 142527". Ela está cercada por um disco enorme de gás e poeira cósmica, que são os restos da nuvem que a originou.
Imagem raríssima da formação de um planeta. 
O surgimento deste planeta foi captado por meio da rede de antenas submilimétricas dos telescópios do projeto ALMA, no Chile.  Não é possível, porém, observar diretamente os planetas em formação, pois eles estão nas profundezas de fluxos de gás quase completamente opacos.

Fonte: ESO

Templo de 3 mil anos é encontrado em Israel

Vestígios de um templo de 3 mil anos foram encontrados por arqueólogos israelenses em Tel Motza, área próxima de Jerusalém, de acordo com anúncio do Departamento Israelense de Antiguidades. 

Os arqueólogos descobriram objetos que eram provavelmente utilizados em atos religiosos. De acordo com os pesquisadores, trata-se de uma descoberta inesperada, já que são raros os vestígios de práticas religiosas fora de Jerusalém, durante a antiga monarquia do reino judeu da Judeia.


Os restos são de 9 ou 10 a.C, na época do Primeiro Templo em Jerusalém. O achado sugere que os judeus realizavam atos religiosos paralelos à prática dominante do judaísmo no templo de Jerusalém. Entre os objetos encontrados estão cerâmicas, pedaços de cálices e pequenas estátuas de homens e animais.

Cantora Patti Page morre aos 85 anos nos EUA

Ela cantou 'Tennesse waltz' (1950), um dos singles mais vendidos dos EUA. A artista, que vendeu 100 milhões de discos, morreu na terça-feira (1º).

Ícone dos anos 50, Patti Page, que ficou mais conhecida por sucessos como “(How Much Is That) Doggie in the Window” e “Old Cape Cod”, faleceu na terça-feira (1), na Califórnia, aos 85 anos.

Nascida Clara Ann Fowler, Patti foi a maior artista feminina da década de 50 nos EUA, vendendo mais de 100 milhões de discos em sua carreira, com 24 nos top 10 hits, incluindo quatro números 1. Ela também ganhou quinze discos de ouro com seu som country pop.
Conhecida como “A Fúria do Canto”, Patti também recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.
“Eu era uma garota de Oklahoma, que nunca quis ser uma cantora, mas me disseram que eu poderia cantar. E as coisas foram meio que uma bola de neve”, disse ela em 1999.
A estrela está para ser homenageada no próximo mês com um troféu Lifetime Achievement nas concessões anuais do Grammy, e, antes de sua morte, ela estava planejando assisti-lo.

"Ela vinha tendo alguns problemas de saúde nos últimos dois anos", disse Glynn. "Na verdade, ela parecia bem melhor ontem [terça-feira]. Falei com ela e ela parecia bem."
"Cantora que mais vendeu discos durante os anos 50, Patti Page definiu de várias maneiras a década de pop adulto sério e inovador", diz o site da revista norte-americana "Billboard" em sua biografia da artista.
Patti criou um som distinto na indústria musical em 1947, ao sobrepor sua própria voz nas gravações por não ter dinheiro suficiente para gravar seu single "Confess".
Sua carreira inclui 15 singles e 3 álbuns que foram discos de ouro por vendas superiores a um milhão. Ela gravou 24 músicas que entraram no top 10 de vendas dos EUA. Ela foi também a primeira cantora a ter programas de televisão nas três maiores emissoras dos EUA, incluindo "The Patti Page Show" na ABC. 

Patti deixa o filho Daniel O'Curran, a filha Kathleen Ginn e a irmã Peggy Layton.
Fonte: globo.com

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