segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Interessados em navegar em réplica do Titanic oferecem US$ 1 milhão

Navio ainda não foi construído, mas empresa afirma ter tido grande procura. Ideia é adaptar embarcação chinesa imitando a decoração original. 

Pessoas do mundo todo têm oferecido até US$ 1 milhão para serem os primeiros passageiros a embarcar em uma réplica "high-tech" do navio Titanic, anunciada no ano passado por um bilionário australiano.
Representantes do empresário Clive Palmer afirmam que desde abril do ano passado, quando foi anunciado um acordo preliminar para construir o Titanic II em um navio da companhia estatal chinesa CSC Jinling Shipyard, a empresa Blue Star Line vem recebendo uma resposta “impressionante” de pessoas que querem ser os primeiros passageiros pagantes -- mesmo que a construção do navio não tenha nem começado.
Segundo eles, os contatos vêm dos Estados Unidos, da Grã Bretanha e de países da Ásia e América do Sul.
James McDonald, diretor global de marketing da Blue Star Line, afirma que, entre os interessados, há cerca de meia dúzia de pessoas que ofereceram mais de US$ 1 milhão para embarcar na primeira viagem, que está planejada em princípio para 2016.
Os executivos da Blue Star afirmam que esperam fechar o contrato final com a CSC Jinling o antes possível. Eles não revelam quanto deve custar o projeto.
Naufrágio
Maior e mais luxuoso navio de sua época, o Titanic bateu em um iceberg no Atlântico Norte e naufragou em 15 de abril de 1912, matando mais de 1.500 pessoas. Palmer afirma que o novo navio sera tão luxuoso quanto o original, mas também terá a tecnologia mais moderna de navegação e segurança.

Os arquitetos terão a ajuda de uma equipe de pesquisa histórica para tentar deixar o navio o mais parecido possível com o original.
Fonte: globo.com

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Curiosity prepara-se para perfurar Marte pela 1ª vez

Preparações pré-perfuração
O jipe-robô Curiosity, que está explorando Marte, está se preparando para usar pela primeira vez o seu sistema de perfuração.
Apesar de veículos espaciais anteriores terem raspado a superfície de rochas em Marte, o Curiosity é o primeiro capaz de perfurar estruturas rochosas.
O equipamento do robô espacial arranhou levemente uma camada rochosa no solo da cratera Gale - o local onde o Curiosity pousou em 6 de agosto do ano passado.
Imagens mostradas antes e depois da operação - que ainda não utilizou a rotação da ferramenta - revelam as marcas deixadas pela ferramenta de perfuração.
A broca de perfuração pode ser vista tocando o solo no centro da ferramenta - os engenheiros planejam ligá-la nos próximos dias. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]
Efeitos da temperatura
Os engenheiros da NASA estão adotando uma postura cautelosa em relação ao procedimento.
Eles precisam aferir se o que ocorre com a rocha e com o perfurador está seguindo o esperado.
A principal preocupação é com a contração e a dilatação de todo o braço robótico, que pode encolher até 2,4 milímetros conforme a temperatura varia entre 0ºC durante o dia e -65ºC durante a noite.
Se houver a necessidade de deixar a broca no local da perfuração durante a noite, pode haver o risco de quebra do equipamento.
"Este teste é feito a pressões de carga menores do que planejamos usar durante a perfuração, para aprendermos mais sobre os efeitos da temperatura sem colocar o equipamento em risco," disse Daniel Limonadi, um dos engenheiros da missão.
Geólogo robótico
Se a placa rochosa for considerada adequada, serão feitas várias perfurações para valer, utilizando a rotação, bem como a ação de percussão do perfurador - ele possui uma "furadeira de impacto".
As amostras - o pó resultante do trabalho da perfuratriz - serão então retiradas e depositadas nos laboratórios que o Curiosity carrega - o nome completo da missão é Laboratório Científico de Marte, graças a essa capacidade de realização das análises e experimentos.
Um dos grandes objetivos da missão do Curiosity é determinar se Marte já teve no passado um ambiente capaz de abrigar vida bacteriana.
Detalhar a composição das rochas é algo crítico para a investigação sobre a possibilidade de as crateras manterem um registro geoquímico das condições em que elas se formaram.
Perfurar alguns centímetros dentro de uma rocha pode fornecer uma amostra mais fiel do passado, não alterada pelas condições meteorológicas e pelas radiações que atingem constantemente o planeta.

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