terça-feira, 30 de abril de 2013

Alemã revela que provava comida de Hitler antes de ele comer

Por mais de meio século, Margot Woelk guardou um segredo escondido do mundo, até mesmo do marido. Alguns meses antes de completar 95 anos, ela revelou a verdade sobre o seu papel durante a Segunda Guerra Mundial: provadora de comida de Adolf Hitler.

Aos 95 anos, Margot Woelk posa em seu apartamento em Berlim (Foto: Markus Schreiber/AP)
Woelk, então com seus vinte e poucos anos, passou dois anos e meio como uma das 15 jovens que "testavam" a comida de Hitler para ter certeza que não estava envenenada antes de ser servida ao líder nazista em sua "Toca do Lobo", um centro de comando localizado onde hoje é a Polônia, no qual ele passou a maior parte de seu tempo nos últimos anos da Segunda Guerra Mundial.
"Ele era vegetariano. Ele não comeu carne durante todo o tempo que eu estava lá", disse Woelk sobre as preferências do líder nazista. "E Hitler era tão paranóico que os britânicos pudessem envenená-lo, é por isso que ele tinha 15 meninas para provar a comida antes de ele comer."
Enquanto muitos alemães lutavam contra a escassez de alimentos e tinham uma dieta branda enquanto a guerra se arrastava, a prova de alimentos de Hitler tinha suas vantagens.
Foto de arquivo sem data mostra Adolf Hitler e sua amante Eva Braun jantando (Foto: AP Photo/US Army Signal Corps do arquivo de Eva Braun)
"A comida era deliciosa, apenas os melhores legumes, aspargos, pimentão, tudo o que você pode imaginar. E sempre acompanhados de arroz ou macarrão", lembra. "Mas este medo constante - nós sabiamos de todos esses rumores de envenenamento e nunca podíamos desfrutar da comida. Cada dia nós temíamos que fosse ser a nossa última refeição".
Só agora, no final da sua vida ela se dispôs a relatar suas experiências, que tinha enterrado por causa da vergonha e do medo de perseguição por ter trabalhado com os nazistas. Mas ela insiste que ela nunca foi um membro do partido. Ela contou sua história enquanto folheava um álbum de fotos no mesmo apartamento onde nasceu em 1917, em Berlim.
Woelk diz que sua associação com Hitler começou depois que ela fugiu de Berlim para escapar de ataques aéreos aliados. Com o marido servindo o exército alemão, ela foi morar com parentes cerca de 700 quilômetros ao leste em Rastenburg, então parte da Alemanha e hoje Ketrzyn, no que se tornou Polônia após a guerra. Lá, foi convocada para o serviço civil e trabalhou dois anos e meio como provadora de alimentos e guarda-livros na cozinha no complexo "Toca do Lobo".
Temores quanto à segurança de Hitler não eram infundados. Em 20 de julho de 1944, um coronel de confiança detonou uma bomba na "Toca do Lobo", em uma tentativa de matar Hitler. Ele sobreviveu, mas cerca de 5 mil pessoas foram executadas após a tentativa de assassinato, incluindo o homem-bomba.
"Nós estávamos sentados em bancos de madeira, quando ouvimos um barulho muito forte", disse ela sobre o bombardeio 1944. "Nós caímos do banco, e eu ouvi alguém gritando 'Hitler está morto!' Mas ele não estava".
Após a explosão, a tensão cresceu ao redor do quartel-general. Woelk disse que os nazistas ordenaram que ela saísse da casa de seus parentes e se mudasse para uma escola abandonada perto do composto.
Com o exército soviético na ofensiva e a guerra indo mal para a Alemanha, um de seus amigos da SS aconselhou-a a deixar a "Toca do Lobo". Ela disse que voltou de trem para Berlim e passou a se esconder.
Woelk lembra ainda que as outras mulheres na equipe de degustação de alimentos decidiram permanecer em Rastenburg, "Mais tarde descobri que os russos mataram todas as 14 outras meninas, quando as tropas soviéticas invadiram o quartel-general em janeiro de 1945".
Margot Woel mostra um velho álbum de fotos e aponta para uma foto tirada do caminho para a 'Toca do Lobo' (Foto: Markus Schreiber/AP)

Fonte: globo.com

segunda-feira, 22 de abril de 2013

20 de abril, nasce Adolf Hitler, o ditador antissemita.

Corria o ano de 1889 quando, a 20 de abril, nasce Adolf Hitler, em Braunau am Inn, pequeno município do norte de Áustria. Membro de uma família humilde, tornou-se líder nazi e um dos grandes ditadores da História mundial. Hitler defendeu teses racistas e levou a cabo a perseguição antissemita do Holocausto.
Pouco se sabe das origens de Adolf Hitler. 

O ditador, filho de um empregado de alfândega, nasceu em 1889, a 20 de abril, e escondeu sempre o seu passado. Mas as origens de Hitler, mesmo que conhecidas, ficariam sempre na sombra da sua política de perseguição a judeus, pessoas com deficiência, eslavos, polacos, homossexuais, ciganos e testemunhas de Jeová.


Dirigente máximo do Partido Nazi, chanceler e ditador alemão, Hitler defendeu teorias racistas e antissemitas, no seu livro de 1924, ‘Mein Kampf’, escrito enquanto esteve preso. Passou das palavras aos atos como líder da Alemanha, entre 1939 a 1945, durante a II Guerra Mundial (conflito que provocou a morte de cerca de 60 milhões de pessoas).
O Holocausto é a materialização do pensamento de Adolf
Hitler, que viu a Alemanha derrotada pelos Aliados. Ao longo da sua vida, o ditador sobreviveu a 42 atentados, sempre com ferimentos ligeiros.

Só não sobreviveu a um atentado: o suicídio, que cometeu a 30 de abril de 1945, enquanto os alemães ainda tentavam derrotar o exército soviético, numa altura em que a derrota das tropas germânicas era uma fatalidade. Hitler decide morrer aos 56 anos, deixando o seu nome gravado na História.

Também a 20 de abril, em 1233, o Papa Gregório IX edita duas bulas que assinalam o início da Inquisição, instituição da Igreja Católica Romana que perseguiu, torturou e matou os hereges.


Nasceram a 20 de abril Santa Rosa de Lima, religiosa peruana e padroeira da América (1586), Napoleão III, imperador da França (1808), Serpa Pinto, explorador português (1846), Adolf Hitler, führer alemão (1889), Joan Miró, pintor espanhol (1893), e Rosa Lobato Faria, escritora portuguesa (1932).


Morreram neste dia Papa Clemente V (1314), Bram Stoker, escritor irlandês (1912), Rei Cristiano X da Dinamarca (1947), Charles Francis Richter, sismólogo norte-americano (1985), e Don Siegel, realizador norte-americano (1991).




terça-feira, 16 de abril de 2013

FBI assume investigação das explosões em Boston; 3 morreram

Um agente especial do departamento federal de investigação dos EUA anunciou na noite desta segunda-feira (15) que o FBI assume as investigações das explosões na Maratona de Boston. Segundo a polícia, as explosões mataram três pessoas.


O FBI informou que a investigação do caso é criminal, mas que tem "potencial de ser uma investigação terrorista".
As duas fortes explosões ocorreram na chegada da Maratona. Segundo a polícia, as explosões foram causadas por duas bombas "poderosas".
Os dispositivos, que foram embalados com pólvora, rolamentos de esferas e estilhaços para maximizar os ferimentos das vítimas, de acordo com uma autoridade policial com conhecimento da investigação, que não quis ser identificada. Entre os mortos, segundo o jornal “The Boston Globe”, está um menino de 8 anos de Dorchester, nas proximidades de Boston.
Segundo o jornal, a mãe e uma irmã do garoto Martin Richard tiveram ferimentos graves na explosão. O número de feridos ainda não é definitivo. O governador de Massachusetts, Deval Patrick, disse em uma entrevista para a imprensa que mais de cem pessoas ficaram feridas, algumas gravemente.
Segundo a agência Associated Press, oito hospitais de Massachusetts informaram que pelo menos 144 pessoas receberam atenção médica. Destas, 17 estavam em estado grave. A rede CNN também diz que há 144 pessoas feridas - incluindo oito crianças. O "Boston Globe" diz que esse número é de mais de 130.

Muitas das vítimas tinham estilhaços em seu corrpo. Algumas terão de passar por cirurgia nos próximos dias, disse Peter Fagenholz, cirurgião do Hospital Geral de Massachusetts.

Uma criança de dois anos estava sendo tratada no Hospital Infantil de Boston por causa de um ferimento na cabeça, informou o hospital. "Pedimos que todos estejam vigilantes. Qualquer atitude fora do comum, por favor nos avise", disse Deval Patrick. O governador informou ainda que o local da maratona ficará isolado por mais um ou dois dias.
Segundo a rede CNN e a agência Reuters, autoridades estariam tratando o caso como "ato de terrorismo". Uma autoridade ouvida pela Reuters disse que é necessário descobrir se se trata de algum grupo nacional ou estrangeiro.
Agentes do FBI e da Segurança Nacional foram vistos entrando em um complexo de apartamentos na Ocean Avenue, em Water’s Edge. Diversos veículos da polícia foram vistos no entorno do local. O Corpo de Bombeiros de Revere informou ter sido acionado para auxiliar a polícia em uma busca em um apartamento de uma “pessoa de interesse”, segundo uma nota do departamento.
As explosões geraram uma cena de caos na cidade, com feridos e escombros pela rua e movimento de paramédicos. Por precaução, a agência de aviação civil dos EUA fechou o espaço aéreo sobre a região de Boston. 

O incidente ocorreu no momento em que milhares de corredores terminavam a 117ª edicão da maratona, considerada a mais antiga do mundo, disputada desde 1897. Muitas pessoas estavam no local, em clima festivo, esperando pela chegada dos corredores.
Uma rádio local informou que a primeira explosão ocorreu perto de uma loja de equipamentos esportivos e a outra próximo a uma arquibancada. Segunda a TV CBS, as duas explosões foram quase simultâneas. Elas ocorreram por volta das 14h45 locais (15h45 de Brasília). Testemunhas falam ter visto feridos graves, com membros amputados, e muito
O canadense Mike Mitchell, de Vancouver, um atleta que terminou a maratona disse que estava olhando para trás na linha de chegada e viu uma "explosão enorme". A fumaça subiu 15 metros, disse Mitchell. As pessoas começaram a correr e gritar após ouvirem o barulho, acrescentou. "Todo mundo está assustado", disse Mitchell.A prova deste ano era disputada por pelo menos 131 corredores brasileiros. O Itamaraty afirmou que não houve registro de vítimas brasileiras.
Terceira explosão
A polícia também havia informado que uma terceira explosão atingiu a Biblioteca e Museu Presidencial JFK, também em Boston, a 5 quilômetros do local da maratona. Rachel Day, porta-voz da biblioteca, disse que houve um incêndio no local, mas sem feridos.
Segundo a polícia, esta explosão não estava relacionada com as ocorridas na maratona. O comissário de polícia Ed Harris disse que não havia conhecimento de nenhuma ameaça anterior aos incidentes.
Ele negou boatos da imprensa de que um suspeito estaria sob custódia da polícia, mas disse que vários suspeitos estão sendo interrogados. Os policiais também pediram que a população não se reúna em grupos e que procure se manter em suas casas.

Nova York em alerta
O departamento de polícia de Nova York aumentou a segurança nos principais marcos turísticos de Manhattan, incluindo áreas próximas de importantes hotéis, disse o vice-comissário da polícia local, Paul Browne. Browne afirmou à Reuters que a polícia de Nova York estava enviando veículos de contra-terrorismo para toda a cidade.
A polícia de Washington também aumentou o nível de segurança. Um cordão de isolamento foi posto em frente à Casa Branca, residência oficial do presidente.
Obama
O presidente dos EUA, Barack Obama, mandou reforçar a segurança no país após o incidente e prometeu investigá-lo "a fundo". Obama foi informado sobre o incidente por Lisa Monaco, conselheira de Segurança Interna, por Bob Mueller, diretor do FBI e por outros funcionários.
Ele ofereceu ao prefeito de Boston, Tom Menino, e ao governador de Massachusetts todo o apoio necessário.
Ataques anteriores
O atentado foi o pior ataque a bomba no solo dos EUA desde que o militante norte-americano de extrema-direita Timothy McVeigh detonou um caminhão-bomba que destruiu um edifício federal em Oklahoma City, em 1995, matando 168 pessoas.


Dois anos antes, militantes islâmicos explodiram bombas nas torres gêmeas do World Trade Center, matando seis pessoas e ferindo mais de 1.000.

domingo, 14 de abril de 2013

101 anos do Naufrágio do Titanic

Hoje dia 15 de Abril de 2013 completa 101 anos do maior naufrágio que a historia já viu, o grandioso Titanic se perdia pelas profundezas do oceano por causa de erros trágicos.


15 de Abril de 1912.







quinta-feira, 4 de abril de 2013

"Nunca comia carne", conta provadora de comida de Hitler

Margot Wölk manteve uma dieta invulgar durante a II Guerra Mundial. Enquanto a maioria dos alemães tinha dificuldade para encontrar os alimentos mais básicos, ela provava os pratos mais sofisticados. Só que podiam estar envenenados... Margot era provadora de comida de Hitler.

Hoje com 95 anos, Wölk teve a sua história publicada pela revista alemã Der Spiegel, depois de já ter sido entrevistada em Dezembro pelo jornal berlinense B.Z.

Wölk era uma das 15 jovens provadoras de comida de Hitler no Wolfsschanze (toca do lobo), o seu famoso quartel-general na Prússia Oriental, e a única entre estas a não ser fuzilada pelos soviéticos depois de tomarem o local (hoje na Polónia), em 1944.

Depois de a sua casa em Berlim ter sido bombardeada, Wölk refugiou-se na casa da sogra, localizada a menos de 3 km da base de Hitler. Na época, o Reich temia que os Aliados quisessem envenenar o führer.
"Nunca tinha carne porque Hitler era vegetariano. A comida era muito boa... mas não conseguíamos apreciá-la", contou.
Wölk, oriunda de uma família anti-nazi, nunca viu pessoalmente Hitler, mas soube em primeira mão do fracassado atentado contra o führer no local, em Julho de 1944.
Por motivos de segurança, Margot e as provadoras passaram a viver numa espécie de cativeiro a partir de então. Na altura, chegou a ser violada por um oficial nazi.
A sua vida foi salva quando um tenente a ajudou a fugir, colocando-a num comboio para Berlim pouco antes da ofensiva da União Soviética chegar ao local.
Ao voltar à região, porém, não escapou do Exército Vermelho, cujos elementos a violaram repetidamente durante duas semanas. Devido aos ferimentos, nunca pôde ter filhos.
A guerra terminou com Wölk em depressão, só minorada após o regresso do marido, Karl, soldado que ela tinha já dado como morto.

Margot conta que ainda demorou a voltar a sentir prazer no acto de comer. Hoje, diz-se feliz. Não perdi o meu sentido de humor, declarou à revista, embora ele tenha ficado mais sarcástico.
Fonte: Diario Digital

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