quarta-feira, 15 de abril de 2015

Titanic 103 anos: Empresa faz expedição turística até os destroços do navio por R$ 190 mil

Há 103 anos, na madrugada do dia 14 para 15 de abril, o Titanic se chocava a um iceberg no Atlântico Norte. Entre a batida e o fim do naufrágio foram pouco mais de 2h40 e cerca de 1500 mortos. Por muitas décadas, a comovente história do Titanic foi esquecida e tratada como passado até que em 1985 foram localizados os destroços do navio. Submerso a 3,8 mil metros de profundidade, o transatlântico foi localizado por uma expedição liderada por Robert Ballard. Desde então, várias de expedições partiram rumo a escuridão do fundo do atlântico.
Uma empresa inglesa mantém viagens constantes para visitação dos destroços do Titanic - Foto: Divulgação/ Luxury and More Travel
O Titanic levou consigo o que havia de mais moderno e luxuoso em relação a embarcações naquele fatídico ano de 1912. Porém, após mais de um século do naufrágio são os turistas que vão ver de perto a história do navio. Desde sua descoberta, apenas uma companhia atuou na área com fins turísticos.
Uma empresa inglesa mantém viagens constantes para visitação dos destroços do navio. Sediada na Inglaterra, mas operando a partir de St. John’s, na Terra Nova (Canadá), ela oferece pacotes por "apenas" US$ 60 mil (R$ 190 mil) para os interessados em mergulhar num mini-submarino até os destroços. No valor está incluso refeições e as hospedagens, porém o translado não faz parte do preço. Já quem preferir ir e não mergulhar no submarino, o preço cai para "irrisórios" US$ 10 mil (R$ 31,5 mil).
A embarcação pode submergir até 6 mil metros e tem capacidade de levar 20 turistas por viagem. A expedição até os destroços do Titanic começa em St. John’s e dura cerca de 12 dias, dependendo das condições climáticas. Os visitantes ficam hospedados num navio de pesquisas em quarto duplo. Além de conhecerem os restos do transatlântico, os sortudos ainda terão palestras e um bate-papo com exploradores e cientistas sobre o navio. Os visitantes ainda "ganham" uma réplica do conjunto de louças que foram utilizados na 1ª Classe do Titanic.
Halifax

Quem não puder gastar R$ 190 mil numa viagem de 12 dias, mas quer conhecer de perto a história do Titanic deve visitar Halifax (Canadá). Localizada na Nova Escócia, a cidade foi a base de saída dos navios de resgate que partiram para socorrer as vítimas do naufrágio.
Por isso, lá estão enterrados no cemitério de 'Fairview' mais de 100 passageiros do transatlântico e possivelmente entre eles, a vítima em que foi baseado o personagem de Di Caprio, J. Dawson. A cidade ainda possui um dos melhores museus quando o assunto é Titanic.
Fonte: EcoViagem

terça-feira, 7 de abril de 2015

Exposições históricas nos Estados Unidos


Dois objetos de grande importância para a história dos Estados Unidos fazem parte do acervo do Museu Henry Ford, localizado na cidade norte-americana Dearborn, no estado do Michigan. A cadeira em que o presidente Abraham Lincoln estava sentado quando foi assassinado em 1865, no Teatro Ford, e a limusine na qual John F. Kennedy foi baleado quase um século depois estão entre os objetos mais visitados do museu.


O ônibus em que Rosa Parks se recusou a ceder seu lugar para um homem branco e, com isso, ajudou a desencadear o movimento dos direitos civis, também é uma das atrações mais procuradas.
A partir da semana que vem, os visitantes do museu poderão ter um contato ainda maior com a cadeira de Lincoln. Para lembrar os 150 anos da morte do décimo sexto presidente americano, o icônico objeto será removido do vidro de proteção e colocado em uma área aberta.
Doris Kearns Goodwin, historiadora e autora do livro que inspirou o filme "Lincoln", de Steve Spielberg, disse à agência de notícias Assoaciated Press que esse contato próximo com a cadeira histórica vai oferecer uma experiência íntima para as pessoas. "É uma intimidade que te catapulta no tempo", afirma. "E com isso, espero que não pensem na morte, mas na vida que valeu a pena".
O acervo do Museu Henry Ford foi iniciado pelo próprio pioneiro da indústria automotiva há 85 anos - e a cadeira de Lincoln está lá desde essa época. Tomada como evidência pelo governo americano, a cadeira passou pelo Smithsonian Institution e depois foi recuperada pelos donos do Teatro Ford - que não tem relação com Henry Ford - e, em seguida, foi leiloada para o empresário.
"Lincoln foi um dos heróis de Henry Ford. Quando decidiu ter um museu, ele quis colecionar o material de Lincoln como ferramenta educacional", diz a curadora do Museu Henry Ford Donna Braden.
Cadeira no Museu Heny Ford em que o presidente americano Abraham Lincoln foi assassinado (Foto: AP/Paul Sancya)

Ônibus no qual Rosa Parks se recusou a dar lugar para um homem branco em 1955 (Foto: AP/Paul Sancya)

O presidente John F. Kennedy foi baleado fatalmente em 1963 nesta limusine (Foto: AP/Paul Sancya)
Curiosidades
Muitos visitantes perguntam se as manchas escuras na parte de trás da cadeira são o sangue de Abraham Lincoln. Mas os funcionários do museu explicam que são marcas de oleosidade de cabeças de outras pessoas, que sentaram na cadeira antes da fatídica noite em que Lincoln foi baleado enquanto assistia à uma peça de teatro. Segundo o museu, a cabeça de Lincoln estava num ponto mais alto da cadeira do que as manchas, já que ele tinha 1,93 de altura.
Datas comemorativas parecem dar mais impacto para os objetos famosos, como a cadeira de Abraham Lincoln e a limusine de John F. Kennedy. Aproximadamente 8 mil pessoas visitaram o carro em que Kennedy foi assassinado em 22 de novembro de 2013, dia do 50º aniversário do assassinato do presidente. Da mesma maneira, o museu espera que a cadeira atraia muitos visitantes no aniversário de Lincoln.
A autora Doris Kearns Goodwin diz que a experiência de estar diante desse objetos históricos transcende o momento em que eles se tornaram famosos. "De certa forma, é mais familiar quando é uma cadeira, um ônibus ou uma limusine", ela diz. "Há algo sobre a tangibilidade dessas coisas".
Fonte: G1

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