segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Vitral pode esconder paradeiro da arca perdida dos templários

O desaparecimento dos Cavaleiros Templários continua alimentando inúmeras teorias, como a de um código escondido em um vitral na Inglaterra que levaria a um tesouro perdido.


A Ordem dos Templários foi uma das congregações militares mais poderosas do cristianismo durante a Idade Média. Originalmente, eles eram responsáveis por proteger os peregrinos que visitavam Jerusalém, mas, após acumular muitas riquezas e poderes, foram perseguidos pelos monarcas e clérigos da época

Alguns estudiosos afirmam que, no século XII, os templários que conseguiram escapar da perseguição do rei francês Filipe IV se refugiaram na Inglaterra. Lá, eles teriam construído um templo onde esconderam parte de seu espólio valioso, composto por vários objetos sagrados, como a Arca da Aliança, onde estariam as tábuas com os Dez Mandamentos que Deus entregou a Moisés. 

No final do século XIX, o antiquarista e, posteriormente, arqueólogo Jacob Cove-Jones afirmou ter localizado o tesouro perdido ao decifrar um velho mapa. No entanto, seus contemporâneos rejeitaram a descoberta, acusando-a de fantasiosa e falsa. 

Cove-Jones se dispôs a financiar sua própria expedição, mas, no final, atormentado pela tuberculose, foi obrigado a desistir. Contudo, antes de morrer, teria encomendado a construção de um vitral na cidade de Langley, na Inglaterra, onde estariam ocultas as coordenadas para encontrar a Arca da Aliança. Até o momento, ninguém conseguiu decifrar o código. 


Muitas pessoas já tentaram decifrar o código no vitral na pequena igreja de Langley. Já foram análisadas as estrelas, os presentes dos reis, as letras e inscrições e nenhuma pista de mapa foi encontrada. Talvez, se a história de Jacob Cove-Jones esteja certa e quem sabe um dia alguém consiga interpretar sua mensagem e encontrar a famosa arca do tesouro perdida.

Fonte e imagem do corpo do texto: SuperCurioso
Imagem: Conde/Shutterstock.com 

Cauda de dinossauro com penas é descoberta intacta em âmbar

Uma nova descoberta pode ajudar os cientistas a desvendarem mistérios que ainda existem a respeito dos dinossauros.


Pesquisadores confirmaram que plumagens coloridas encontradas conservadas em um pedaço de âmbar faziam parte da cauda de um dinossauro que viveu há 99 milhões de anos. Além das penas, o pedaço da cauda também contém ossos fossilizados e traços de músculos, ligamentos e pele mumificada. 


O fragmento tem cerca de 3,7cm e possivelmente pertenceu a um jovem dinossauro da espécie coelurosauria, terópodes que se assemelhavam a pássaros e podiam atingir três metros de comprimento.  Os fragmentos preservados na resina fossilizada foram encontrados por um cientista em um mercado na China, onde a peça de âmbar estava sendo vendida como ornamento.

Usando tomógrafos computadorizados, os cientistas confirmaram que as penas pertenciam a um verdadeiro dinossauro e não a um pássaro ancestral. “Podemos ter certeza disso pois as vértebras não estão fundidas em uma haste, como em pássaros modernos. Ao invés disso, a cauda é longa e flexível, com quilhas de penas descendo em cada lado”, disse Ryan McKellar, pesquisador do Royal Saskatchewan Museum, no Canadá, e coautor do estudo. Os detalhes foram divulgados na publicação Current Biology.


Curtas, felpudas e sem a haste rígida das plumagens de pássaros modernos, as penas encontradas sugerem que esses dinossauros não eram capazes de voar. De acordo com McKellar, o mais provável é que as cores das penas serviam como camuflagem.

No passado, a maior parte das informações a respeito de penas de dinossauros vinha de impressões bidimensionais gravadas em rochas ou plumagens que não estavam presas aos restos do animal.  Esse fóssil pode ajudar a desvendar como as penas se desenvolveram.

Fontes: The Guardian e IFLScience
Imagens: Royal Saskatchewan Museum/Divulgação

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Encontrada pirâmide oculta dentro de templo maia em Chichen Itza

Uma terceira estrutura escondida dentro da famosa Pirâmide de Kukulkán foi descoberta por pesquisadores no México.

A pirâmide de 10 metros de altura foi achada em dois outros edifícios que formam a monumental pirâmide maia de 30 metros, localizada no complexo de Chichen Itza, no sudeste do país.


A descoberta sugere que a pirâmide foi construída em três fases. Segundo os pesquisadores da Universidade Nacional Autônoma do México, UNAM e do Instituto Nacional de Antropologia e História, INAH, a pirâmide recém-descoberta foi construída entre os anos 550 e 800. A estrutura do meio foi descoberta em 1930 e, acredita-se, foi erguida entre 800 e 1000, enquanto que estima-se que a parte externa principal, conhecida como "O Castelo", foi concluída entre 1050 e 1300.

Os pesquisadores acreditam que as pirâmides foram construídas uma sobre as outras por diversas razões, incluindo a deterioração da estrutura ou a chegada de um novo líder.

A estrutura menor foi descoberta por meio de uma técnica não-invasiva de tomografica elétrica tridimensional, que mede sinais eléctricos emitidos após uma injecção de correntes suaves, que formam uma representação do interior da pirâmide, sem causar danos ao patrimônio. 


A civilização maia ocupou a península e partes da América Central de Yucatán, atingindo o seu auge no século VI d.C. Atualmente, o complexo de Chichen Itza é um Patrimônio da Humanidade da UNESCO e recebe mais de um milhão de visitantes todo ano.

Fonte: BBC 
Imagem: Michael Vesia/Shutterstock.com

Navios e submarino afundados na Segunda Guerra desaparecem do fundo do mar

Navios naufragados na Segunda Guerra Mundial, em 1942, e um submarino, sumiram misteriosamente do fundo do Mar de Java, na Indonésia.



Uma investigação internacional está apurando o desaparecimento total e parcial de seis navios - três holandeses e três britânicos - além de um submarino norte-americano, que foram afundados na Batalha do Mar de Java
Holandeses, britânicos, americanos e australianos foram derrotados pelos japoneses em fevereiro de 1942. Cerca de 2.200 pessoas morreram, e os destroços foram declarados uma sepultura sagrada de guerra.

Segundo o Ministro da Defesa da Holanda, duas das embarcações do país simplesmente desapareceram do fundo do mar, enquanto uma grande parte está faltado do terceiro navio. 

"Os destroços do HNLMS De Ruyter e do HNLMS Java, aparentemente, desapareceram completamente. Uma grande parte do HNLMS Kortenaer também está faltando", disse o governo holandês, em um comunicado.

A investigação também apontou que os três navios britânicos e o submarino americano foram, provavelmente, atacados e destruídos por catadores ilegais de sucata, de acordo com o jornal britânico The Guardian.

O Ministério da Defesa do Reino Unido condenou a "perturbação não autorizada de qualquer destroço contendo restos humanos" e solicitou às autoridades da Indonésia que investigassem e tomassem "medidas 
apropriadas".

Um relatório preliminar apontou que os destroços do HMS Exeter (foto abaixo) e do HMS Encounter foram quase totalmente removidos do fundo do mar. Já o HMS Electra, também teve uma parte retirada, porém um "resto considerável" do naufrágio permaneceu, indica o relatório. O submarino Perch, que teve toda a tripulação capturada pelos japoneses, foi totalmente removido.

 

Por enquanto, houve relatos de pessoas posando como pescadores e usando dinamite para dividir os destroços em peças menores, que poderiam ser carregadas mais facilmente no mar. As investigações estão em andamento e ninguém foi preso pelos crimes.

Fontes: The Guardian, BBC, Hypescience
Imagem destaque - navio HNLMS De Ruyter: crédito Netherlands Institute of Military History
Imagem do corpo do texto: US Naval History and Heritage Command

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016


CONFIRMADO!

O navio, com os mesmos 269 metros de comprimento e 28 de largura que o original, será colocado em um reservatório da cidade de Daying, onde permanecerá atracado permanentemente, e fará parte do resort turístico de luxo Seven Star International, destacou a agência oficial "Xinhua".

A construtora da embarcação, Wuchang Shipbuilding Industry Corporation, prometeu que o navio será fiel ao projeto do Titanic original e contará como este com sala de festas, teatro, piscina e quartos de primeira classe, nos quais se tentará recriar o estilo de vida dos passageiros da época.



Construção da réplica do Titanic em Daying, província de Sichuan. (Foto: Reuters)

Quando as obras do novo navio terminarem, algo que se prevê em meados de 2019, os promotores da obra farão em seu interior festas de época e banquetes, nos quais o menu deve ser muito similar ao servido no Titanic em 1912, embora como concessão à modernidade a embarcação contará com conexão wifi.

A obra, que contou com a assessoria de projetistas britânicos e americanos, custará 1 bilhão de iuanes (US$ 145 milhões).


O jornal "South China Morning Post" antecipou, além disso, que os turistas que visitam o novo navio poderão participar de simulações que através de novas tecnologias vão lhes permitir "experimentar um pouco do horror" que os viajantes viveram naquela noite do dia 14 de abril de 1912, na qual o Titanic afundou após se chocar com um iceberg no Atlântico norte.


Construção da réplica do Titanic. (Foto: Reuters)

Uma noite nos quartos mais baratos do novo navio custará ao redor de 3.000 iuanes (cerca de US$ 430), enquanto para pernoitar nos camarotes mais luxuosos o hóspede terá que pagar centenas de milhares de iuanes (dezenas de milhares de dólares), anunciou o jornal de Hong Kong.

A história do Titanic é muito popular na China, especialmente por causa do sucesso que o filme homônimo de James Cameron teve entre os espectadores chineses, sobretudo por sua versão remasterizada em 3D, que estreou em 2012 - no centenário do naufrágio - e que teve uma bilheteria tão grande no gigante asiático quanto nos EUA.

Essa popularidade encorajou a construção da réplica, embora o projeto, que a princípio ia começar em 2013, atrasou alguns anos, por razões não reveladas.

Fonte: G1

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Água de 2,5 bilhões de anos alimenta esperanças sobre vida extraterrestre

Em Ontário, no Canadá, foi descoberta água oculta há 2,5 bilhões de anos, com características químicas surpreendentes.

O líquido passou por um teste meticuloso de sulfatos, e o resultado da análise demonstrou que as colônias microscópicas que vivem nele sobreviveram debaixo da superfície terrestre sem luz solar nem oxigênio, segundo artigo publicado na revista Nature. 


A importância da descoberta está no fato de haver semelhanças entre a caverna, na mina canadense, e outros possíveis ecossistemas interplanetários, onde a vida poderá estar se desenvolvendo debaixo da superfície. 

A autora do estudo, Long Li, explica: “Uma vez que as características geológicas da Terra e de Marte são parecidas, acreditamos que, com a água e os minerais apropriados presentes, é possível que lá também seja produzida a energia necessária para a conservação dos micróbios. Não estou dizendo que eles existem, mas a verdade é que há todo um cenário e condições necessários para a subsistência de vida microbiana em Marte”. 

O geobiólogo Alex Sessions também é otimista com relação às consequências da descoberta: “É especialmente interessante o fato de que o sulfato é gerado por meio da desintegração radioativa. Isso significa que, em um número incontável de planetas, luas e asteroides que não possuem oceanos, vulcões nem fontes hidrotermais – necessários para abrigar ecossistemas como o da Terra –, a vida alienígena poderá sobreviver com pouco mais que uma quantidade mínima de água, enxofre e elementos radioativos”. 

Fontes: RT, Nature
Imagem destaque ilustrativa: bumbas/Shutterstock.com

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Descoberta cidade antiga no Egito

Arqueólogos descobriram uma antiga cidade egípcia e um cemitério que datam de 5.300 anos antes da nossa era, informou nesta quarta-feira o ministro de Antiguidades, Mahmoud Afifi.
(Arquivo) Sítio arqueológico em Abydos, Egito, no dia 1º de janeiro de 2014 - SCA/AFP
A cidade e o cemitério, onde eram sepultados funcionários e construtores de tumbas, foram descobertos a 400 metros do Templo de Seti I, na antiga cidade de Abydos (sul), acrescentou o ministro.
Considera-se que datem do ano 5.316 antes da nossa era.
Escavadores descobriram cabanas, cerâmicas e instrumentos de pedra, afirmou o ministro.
Também encontraram 15 amplas tumbas, algumas delas tão grandes quanto as últimas moradas reais de Abydos, o que sugere que abrigaram corpos de personalidades importantes.
“Esta descoberta trará à tona uma grande quantidade de informação sobre a história de Abydos”, acrescentou Afifi.
A cidade de Abydos, fundada por governantes pré-dinásticos, é famosa por seus templos, como o de Seti I, e por suas tumbas.
O Egito é rico em antigos sítios construídos pelos faraós, mas por causa de anos de rebeliões e ataques de extremistas islâmicos, os turistas deixaram de visitar o país.
Fonte: http://istoe.com.br/

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Uma das esculturas maias mais espetaculares já vistas foi encontrada na Guatemala

Um impressionante friso maia de 1400 anos, em uma pirâmide na Guatemala, é considerado um dos mais "espetaculares já vistos até agora".

A obra, decorada com imagens de deuses e governantes e uma longa inscrição, está em um sítio arqueológico em Holmul, a cerca de 600 quilômetros ao norte da capital da Guatemala. Com oito metros de comprimento e dois de largura, a peça inclui três figuras principais, "vestindo ricos adornos com penas de quetzal (ave símbolo nacional) e jade, sentados sobre as cabeças dos monstros witz (colina)", descreveu  Francisco Estrada-Belli, diretor do projeto arqueológico, segundo o site da BBC.


O personagem principal foi identificado como Och Chan Yopaat. Da boca do monstro central saem duas serpentes emplumadas das quais emergem os ancestrais e as colinas laterais.
Estrada-Belli disse que é provável que a obra represente a coroação de um novo rei em torno do ano de 590 d.C, durante o período clássico da civilização maia.
"É uma das coisas mais incríveis que eu já vi. Trata-se de uma descoberta extraordinária, uma obra de arte que também nos traz muitas informações sobre a função e o significado da construção”, afirmou o pesquisador.

Fontes: BBC , Smithsonian.com , Tulane University
Imagem: Francisco Estrada-Belli/Divulgação

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Livros de Harry Potter com erro serão vendidos por valores exorbitantes

Uma edição rara do primeiro livro da saga do bruxo, “Harry Potter e a Pedra Filosofal” terá cada um de seus exemplares leiloados por no mínimo R$80 mil. O motivo? Um erro de digitação!


Recentemente, o jornal inglês The Sun informou que um exemplar do primeiro livro da saga Harry Potter será leiloado nos próximos dias com o inacreditável preço inicial de 20 mil libras esterlinas - em torno de R$ 80 mil reais.

O livro em questão, uma das primeiras edições na língua original de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” tem uma errata especial na página 53. Nela, lê-se, na lista de utensílios necessários para o ingresso em Hogwarts - a escola emblemática de mágica onde acontece a história -, o item “1 varinha” (1 wand, em inglês) repetido duas vezes.

Acredita-se que existem 300 exemplares com esse erro espalhados pelo mundo. O valor é pequeno se levarmos em consideração que foram vendidas mais de 400 milhões de cópias do livro desde sua publicação em 1997.

Matthew Haley, o diretor da casa de leilões que sediará o evento explicou o fenômeno: “Assim como a maioria dos livros populares destinados a leitores jovens, os livros de Harry Potter também possuem uma ótima recepção entre o público adulto e há muitos colecionadores das primeiras edições”.

O leilão será realizado na casa Bonhams, em Londres.


Fontes: RT, The Sun
Imagem: Anton_Ivanov / Shutterstock.com
Imagem do corpo do texto: Divulgação Bonhams

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Ator americano Gene Wilder morre aos 83 anos

Ele foi o primeiro Willy Wonka da ‘A fantástica fábrica de chocolate’.
Foi indicado ao Oscar por 'Jovem Frankenstein' e 'Primavera para Hitler'.



Morreu na noite de domingo (28), aos 83 anos, o ator americano Gene Wilder.

Gene Wilder, na verdade, chamava-se Jerome Silberman. Mas, se ele foi conhecido por outro nome além do artístico, talvez esse nome tenha sido Willy Wonka. O papel no musical infantil "A fantástica fábrica de chocolate", de1971, foi um dos mais marcantes na carreira dele.
Gene Wilder morreu na casa dele, no estado de Connecticut, de complicações decorrentes da doença de Alzheimer. A família contou que Gene estava de mãos dadas com os parentes mais próximos e que, no momento da morte, tocava no quarto a música "Somewhere over the rainbow" (Em algum lugar além do arco-íris”, canção do filme “O mágico de Oz”.
Numa rede social, o comediante Jim Carrey escreveu: "Gene Wilder tinha uma das energias mais divertidas e doces que já tomaram forma de ser humano".
O diretor Mel Brooks, que fez vários filmes com Gene, afirmou: "Ele abençoou cada filme que fizemos com sua magia".
A Academia de Artes e Ciências de Hollywood, responsável pelo Oscar, agradeceu: "Obrigado, Gene Wilder, por tudo o que nos deu. Você vai fazer falta".
Gene Wilder recebeu duas indicações ao Oscar: "melhor ator coadjuvante" pelo filme "Primavera para Hitler", em 1969; e "melhor roteiro adaptado" por "O jovem Frankenstein", em 1975.
No cinema, também fez vários filmes cômicos como "Banzé no Oeste" e "A dama de vermelho".

terça-feira, 19 de julho de 2016

O cachorro herói que salvou incontáveis vidas na Primeira Guerra

Um cachorro pode ser considerado um herói da Primeira Guerra por sua bravura no campo de batalha para entregar uma mensagem que salvou muitas vidas.

O cão salvador, curiosamente chamado de Satã, defendeu as tropas francesas contra os alemães na batalha de Verdun. Ele recebeu a perigosa tarefa de entregar uma mensagem a soldados sitiados sob pesado ataque dos alemães. 

A mensagem levava o seguinte recado: "Pelo amor de Deus segurem aí. Nós vamos aliviar vocês amanhã. " 

Satã partiu com uma máscara de gás no focinho, duas cestas contendo pombos-correio e um tubo de bronze, preso na sua coleira, onde levava a mensagem aos homens desesperados. 


Cachorro atingido 
Satã usou todo o seu treinamento de guerra e saiu correndo pelo campo de batalha, em ziguezague, para fugir das balas dos alemães. Isso não impediu o cachorro de ser atingido na pata dianteira direita. Os soldados franceses que o seguiam de longe viram o cão tombando, mas estavam presos nas trincheiras. 

Duvalle, um soldado francês que treinou Satã, também seguia o cachorro. Ele deixou sua trincheira e deu um grito encorajador para o cão. Ao ouvir a voz amiga, o animal se levantou a continuou fielmente sua missão. Duvalle, infelizmente, foi atingido por franco-atiradores alemães e morreu. 

Sempre em frente 
Satã chegou à sua missão e entregou a importante mensagem. O capitão, agradecido e aliviado, escreveu as coordenadas da localização alemã. O capitão fez uma segunda cópia da mensagem e colocou cada uma nos pombos trazidos pelo cachorro. Em seguida, as aves foram liberadas. Os alemães já estavam esperando os pombos e, imediatamente, mataram um deles. O segundo pássaro conseguiu retornar para os franceses.
Verdun
Horas depois, o exército francês conseguiu derrotar os alemães, dando fim à sangrenta batalha. Verdun foi uma das muitas batalhas da Primeira Guerra Mundial em que foram usados cães treinados. Mais de 50 mil animais lutaram bravamente, levando mensagens, transportando munição e guardando trincheiras.
E o Satã?
Sobre Satã, não se sabe que aconteceu com ele. Há rumores de que morreu assim que completou sua missão ou até mesmo que se aposentou como um herói de guerra. A única certeza é que sua coragem jamais será esquecida.

Fonte e imagem: War History Online

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Antigo santuário chinês pode conter o crânio de Buda

Restos do crânio de Sidarta Gautama, mais conhecido como Buda, teriam sido encontrados em uma cripta sob o Templo de Grand Bao’en, em Nanjing, na China.

Entre 2007 e 2010, arqueólogos do Instituto Municipal de Arqueologia de Nanjing, com a ajuda de outros especialistas chineses, escavaram uma cripta de pedra enterrada sob o templo. Ignoradas pela mídia ocidental, mas divulgadas exaustivamente na China, as escavações trouxeram à tona a descoberta impressionante: a cripta continha um modelo de mil anos de idade de um santuário budista conhecido como estupa, feito de sândalo, cristal, ouro e incrustrado por pedras preciosas. Dentro do artefato ornamentado, os arqueólogos encontraram os restos de vários santos budistas, incluindo um osso parietal (crânio), que, segundo as inscrições que o acompanhavam, teriam pertencido a Sidarta Gautama, mais conhecido como Buda. 

Embora, inicialmente, os arqueólogos tenham relatado suas descobertas nas escavações no Templo de Grand Bao’en em 2015, uma tradução em inglês foi publicada recentemente no periódico Chinese Cultural Relics. 

Segundo o artigo, os arqueólogos estavam escavando uma cripta de pedra debaixo do templo quando encontraram o modelo de uma estupa, uma espécie de santuário budista utilizado para meditação. 


Valor inestimável 

Medindo 117 cm de altura e 45 cm de largura, o santuário é um artefato de valor inestimável. Ele foi feito de sândalo, cristal, ouro e coberto por pedras preciosas, como vidro, cristal, lápis-lazúli e ágata. A superfície também está entalhada com imagens de Sidarta Gautama, o venerado mestre e fundador do Budismo. As gravuras revelam cenas da vida de Buda, desde o nascimento até o momento em que ele atingiu o paranirvana, o estado pós-morte onde, segundo a tradição budista, uma pessoa é libertada do ciclo de nascimento e renascimento. 

Dentro da estupa, os arqueólogos encontraram um pequeno caixão de prata, que continha outro caixão de ouro. Imagens de fênixes, flores de lótus e deuses com espadas enfeitavam ambos os caixões. Os espíritos hindus, conhecidos como apsarás, que tocam instrumentos musicais, também apareciam na superfície do caixão de prata externo. O caixão de ouro interno continha três garrafas de cristal e uma caixa prateada com os restos dos santos budistas. Ao lado deles, estava um fragmento de um osso parietal, que vinha acompanhado de inscrições identificadas como do próprio Buda. 

As inscrições no baú de pedra, no qual o modelo foi encontrado, foram escritas cerca de mil anos atrás por um homem chamado Deming. De acordo com as traduções, o escritor alegava ser “o Mestre da Iluminação Perfeita, Abade do Monastério de Chengtian [e] o Detentor do Manto Púrpura”. Segundo ele, o santuário foi construído durante o reino do Imperador Zhenzong da dinastia Song, que governou a China de 997 a 1.022 d.C. Ele listou os nomes das pessoas que doaram dinheiro ou materiais para a construção do modelo, assim como o de algumas pessoas que o construíram. 


Restos "divididos em 84 mil partes" 

Em seguida, Deming descreve o traslado dos restos mortais de Buda para a China, afirmando que depois que entrou no paranirvana, seu corpo foi cremado no seu país natal, a Índia. Segundo Deming, o rei Asoka, que governou a Índia de 268 a 232 a.C., determinou que os restos mortais de Buda fossem preservados e “divididos em um total de 84 mil partes”. A China recebeu 19 dessas partes, incluindo o osso parietal contido no santuário. 

De acordo com Deming, o templo no qual os restos mortais estavam enterrados foi destruído 1.400 anos atrás, durante uma sequência de guerras. Ele foi reconstruído sob as ordens do Imperador Zhenzong, e o osso parietal foi enterrado com grande cerimônia em uma cripta subterrânea, no mesmo local, em 1.011, ao lado dos restos de outros santos budistas. Deming elogiou o imperador por reconstruir o templo e enterrar novamente os restos de Buda: “Que o Herdeiro Aparente e os príncipes imperiais sejam abençoados e prósperos com 10 mil descendentes; que os Ministros Civis e Militares da Corte sejam leais e patriotas; que as três forças armadas e os cidadãos tenham uma época feliz e pacífica...”. 

Mais investigações 

Enquanto as inscrições claramente indiquem que o osso do crânio tenha pertencido a Buda, não se sabe se essas afirmações são verdadeiras. Embora os arqueólogos não tratem em seu artigo sobre a probabilidade de o osso ser realmente de Buda, ele tem sido tratado com grande respeito desde sua descoberta. Os cientistas o confiaram aos monges budistas do atual Templo de Qixia, que o enterraram lá. Posteriormente, o osso parietal e outros artefatos da escavação foram expostos em Hong Kong e Macau, onde dezenas de milhares de budistas compareceram para prestar homenagens. 
Fontes: History 
Crédito: Chinese Cultural Relics

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Encontrada base naval do mundo antigo submersa no mar grego

Um complexo de construções do mundo antigo - mais exatamente uma base naval ateniense de 2.500 anos - foi descoberta por arqueólogos dinamarqueses e gregos.


O achado apresenta fortificações portuárias e galpões para o armazenamento de centenas de navios de guerra chamados trirremes. Os restos foram encontrados submersos, no porto de Mounichia, em Pireu, uma cidade vizinha a Atenas. 

O arqueólogo Bjorn loven, da Universidade de Copenhague, liderou a expedição como parte do Projeto Porto Zea. Sua equipe identificou e escavou seis navios-abrigos, que foram usados para proteger os navios gregos de moluscos que perfuram a madeira (bromas) e da secagem quando as embarcações não eram mais necessárias no mar. 


De acordo o arqueólogo, as bases sob as colunas tinham de 1,8 m por 15,2 cm e os galpões mediam pouco mais de 5,7 m de largura, até 8 m de altura e 50 m de comprimento. 

Com base na cerâmica e na datação por carbono 14 a partir de uma peça de madeira encontrada em um dos navios-abrigos, loven e seus colegas puderam identificar que a estrutura foi construída em torno de 520 a.C. a 480 a.C., ou pouco tempo depois. 

Batalha de Salamina
Os pesquisadores acreditam que a base teve um papel fundamental na batalha de Salamina, entre gregos e persas, em 480 a.C., considerado o duelo naval mais decisivo da Antiguidade. 

Esse confronto ocorreu nos estreitos que separam o continente grego da ilha de Salamina. De um lado estava o rei persa Xerxes I e, do outro, o político ateniense Temístocles, que saiu vitorioso. A batalha garantiu a independência das cidades-estados gregas e, consequentemente, o desenvolvimento da civilização ocidental. 

De acordo com os pesquisadores, novas escavações estão previstas para o futuro para revelar ainda mais sobre esse inestimável achado do mundo antigo.

Fontes: Seeker , Universidade de Copenhague
Imagem: Vassilis Tsiairis 

Encontradas as primeiras pegadas do Homo erectus

Escavações na Eritreia, na África, podem ter revelado as primeiras pegadas do "Homo erectus", uma espécie de hominídeo considerado o ancestral direto dos humanos modernos.

Pesquisadores estimam que as pegadas fossilizadas tenham em torno de 3,6 metros e, por conta do seu tamanho, foram deixadas por indivíduos altos há, aproximadamente, 800 mil anos. As marcas foram encontradas em sedimentos de areia, ao longo do que teriam sido as margens de lago, que teria existido há muito tempo. 


Vários indivíduos
Hoje o local em que as pegadas foram achadas, chamado "Aalad-Amo", é ocupado por um deserto. As escavações foram conduzidas por uma equipe do Museu Nacional da Eritreia e da Universidade La Sapienza, de Roma, na Itália. 

As pegadas presentes no pedaço de pedra, possivelmente, pertencem a vários indivíduos. Pesquisadores cogitam que eles poderiam estar perseguindo algum animal, como um antílope, cujas marcas também foram reconhecidas. 

"O Homo erectus foi a única espécie de hominídeos a habitar a região na época. Na verdade, estas poderiam ser as primeiras pegadas de H. erectus claramente reconhecíveis," disse Alfredo Coppa, antropólogo da Universidade La Sapienza, que liderou a escavação. 

Extinção do H. erectus
Conhecer um pouco mais da caminhada do H. erectus sobre a face da Terra é muito importante para o estudo da história evolutiva humana. A espécie surgiu há 1,8 milhão de anos e foi extinta na África entre 800 mil ou 700 mil anos atrás. Espalhou-se ainda pela África Oriental, Oriente Médio e Ásia, onde pode ter sobrevivido até 50 mil anos atrás.
Pesquisadores alegam que o H. erectus é muito semelhantes ao homem moderno, e as pegadas da Eritreia podem fornecer pistas importantes sobre como teria ocorrido a evolução até o Homo sapiens, espécie fisicamente próxima dos humanos modernos, que apareceu há 200 mil anos.

Fonte: Seeker.com 
Imagem: Alfredo Coppa/Universidade La Sapienza de Roma

terça-feira, 21 de junho de 2016

Fundo falso de caneca achada em Auschwitz revela truque para enganar nazistas

Uma família conseguiu enganar os nazistas há mais de 70 anos, de acordo com um achado de funcionários do Museu de Auschwitz, na Polônia.

O começo deste mês, foi anunciada a descoberta de um fundo falso em uma caneca, que escondia um brinco e um colar. Provavelmente, uma artimanha para enganar os nazistas e evitar que levassem o pertence de algum dos prisioneiros do campo de concentração da Segunda Guerra Mundial. 


Testes nas joias revelaram ouro 583, usado na Polônia, entre 1921 e 1931. Representantes do museu acreditam que não será possível identificar o dono das joias, pois não há nenhuma marca de identificação. O museu possui mais de 12 mil peças na coleção de artigos de cozinha, que inclui copos, potes, tigelas, chaleiras, jarras e louça. 

Não é a primeira vez que objetos de valor são revelados tanto tempo depois em meio a achados de vítimas do Holocausto, de acordo com funcionários do museu. O fato indica que esses itens representavam uma esperança para esses prisioneiros, que viam neles um sinal para a sua sobrevivência. 

Estima-se que em Auschwitz-Birkenau morreram 1,1 milhão de pessoas durante o Holocausto, a maior parte eram judeus, mas havia também poloneses, ciganos, ucranianos, franceses e soviéticos. 

Fonte: Brasil Post
Imagem: Instragram/auschwitzmemorial/  

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Cientistas confirmam que punhal de Tutancâmon é extraterrestre

De acordo com uma equipe científica, a lâmina de um dos punhais encontrados no túmulo do rei Tutancâmon tem origem extraterrestre.

A conclusão é de uma equipe de pesquisadores italianos e egípcios, que publicaram um artigo detalhado na revista "Meteoritics & Planetary Science", em que afirmam que um dos punhais encontrados no túmulo do jovem faraó contém uma folha de ferro que é de procedência extraterrestre. A origem deste material é tema de debate desde a descoberta da tumba do Rei Tut por Howard Cater, em 1922, já que os egípcios não fabricavam ferro. Desde então, pipocam teorias sobre uma procedência alienígena do ferro do punhal, mas nunca uma análise conclusiva pode ser feita até agora. 


O novo estudo, no entanto, parece mudar esse cenário. As análises realizadas em duas áreas do punhal — exposto no Museu Egípcio do Cairo — mostraram uma elevada percentagem de níquel (11%), apenas compatível com o ferro de meteoritos. Os traços de cobalto no metal confirmam a hipótese, segundo os pesquisadores. Para o estudo foram usadas técnicas de análise com fluorescência e raios-x e tudo foi feito sem que o punhal fosse retirado do museu para evitar danos. 

Mais impressionante ainda é que os estudiosos acreditam saber qual foi o meteorito que deu origem ao ferro do punhal do faraó. Eles comparam amostras de todos os 20 meteoritos de ferro conhecidos na região e concluíram que a folha do objeto de Tutancâmon veio de uma pedra chamada Kharga, localizada há 16 anos no porto de Mersa Matruh, a 240 quilômetros a oeste de Alexandria. 

Vale recordar que os antigos egípcios consideravam o ferro um metal supremo, inclusive superior ao ouro, provavelmente porque era escasso, ao não dispor de minas para sua extração nem tecnologias para seu tratamento. 

Fontes: CNN , El País ,  Meteoritics & Planetary Science Imagem: Meteoritics & Planetary Science/20 MAY 2016 DOI: 10.1111/maps.12664 - onlinelibrary.wiley.com

sexta-feira, 3 de junho de 2016

HOLOCAUSTO É TEMA DE EXPOSIÇÃO EM ESCOLA DE SÃO CAETANO

Calafrio, impotência, vergonha, compaixão... Vários são os sentimentos que podem ser sentidos ao se deparar com exposição sobre um dos episódios mais cruéis da história da humanidade. Mas a mostra Holocausto – Indignação e Coragem, é um necessário ponto de partida para quem quer conhecer ou aprofundar seus conhecimentos sobre ao massacre de judeus pelo Partido Nazista Alemão durante a Segunda Guerra Mundial.

Uma prévia da exposição foi montada no dia 22/02/16, na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Luiz Olinto Tortorello, no Bairro Cerâmica, em São Caetano do Sul. Durante toda a semana, cerca de 1.000 pessoas, entre alunos do 5º ao 9º anos, professores, funcionários e pais dos estudantes, adentraram com riqueza de detalhes ao universo sombrio do genocídio.
Músicas e símbolos judaicos, imagens dos escravos marchando para a morte nas câmaras de gás, réplicas de objetos (como os uniformes utilizados pelos prisioneiros judeus, ingenuamente confundido com roupa de dormir pelo personagem Bruno, do livro e filme O Menino do Pijama Listrado) conduzem os visitantes para uma dura realidade.
tour começa diante de uma cópia do portal da rede de campos de concentração de Auschwitz, na Polônia, para onde foram enviados muitos dos judeus capturados pelos nazistas. Lá, já enganados e com a dignidade roubada, foram forçados a trabalhar em regime de escravidão – a maioria acabou assassinada. Arbeit Macht Frei (O Trabalho Liberta) era a mensagem de boas-vindas dos alemães.
Entre rostos aflitos e desesperançosos de judeus, imagens de Adolf Hitler também ajudam a contar a história. Em uma delas, o líder do Partido Nazista Alemão aparece em uma reunião ao lado do comandante da SS, Heinrich Himmler, provavelmente planejando o massacre dos não pertencentes à sua raça ariana.
Cerca de 6 milhões de judeus foram assassinados pelos nazistas no Holocausto. Entre eles, 1,5 milhão eram crianças. O genocídio exterminou dois terços dos judeus da Europa entre 1933 e 1945. Ao todo, 50 milhões de pessoas morreram na 2ª Guerra Mundial.

“Apesar de contarmos a história de forma didática, o Holocausto é um tema que choca muito. Por isso, alunos e professores se emocionam ao ter contato com este ambiente”, afirmou o diretor da EMEF Luiz Tortorello, Vilson Debiazi.
“Tive esta ideia a partir do contato com dois sobreviventes do Holocausto, em Porto Alegre. É uma parte importantíssima da história mundial, que deve ser levada ao conhecimento desta e das futuras gerações para que a raça humana aprenda definitivamente a se livrar de preconceitos e da intolerância”, observou Luiz Rampazzo, diretor-executivo da Special Books, responsável pela exposição.

Tel. 4221-3972. Quinta a 30/6. Seg. a sex., 8h às 18h; sáb., 12h às 16h. Gratuito
Fonte: http://www.saocaetanodosul.sp.gov.br/

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Túnel secreto pode resolver mistério de civilização perdida no México

Um túnel descoberto sob o Templo da Serpente Emplumada promete revelar muitos dos mistérios da cidade pré-colombiana de Teotihuacán, no México.

Tudo teve início em 2003, quando um buraco foi aberto acidentalmente próximo da pirâmide após uma forte chuva. Desde então, o arqueólogo Sergio Gómez, do Instituto Nacional de História e Antropologia do México, lidera uma equipe que pesquisa os segredos escondidos em um túnel cavado sob a cidade, há cerca de 2000 anos. 

Na concepção de Teotihuacán, os arquitetos da cidade organizaram os principais monumentos num eixo norte-sul, com a chamada "Avenida dos Mortos", que liga a maior estrutura, o Templo do Sol, com a Ciudadela, ao pátio ao sudeste, que abrigava o Templo da Serpente Emplumada. Gómez sabia que os arqueólogos haviam descoberto anteriormente um túnel estreito, sob o Templo do Sol. Então, ele cogitava a existência de uma espécie de túnel-espelho, que levaria a uma câmara subterrânea, sob o Templo da Serpente Emplumada.  

Tesouros 
Como as escavações mostraram, o túnel corre cerca de 100 metros da Ciudadela para o centro do Templo da Serpente Emplumada. O buraco que surgiu em 2003, não era sua entrada verdadeira, que ficava a alguns metros dali. Aparentemente, a abertura tinha sido intencionalmente fechada com grandes pedregulhos há 2 mil anos, portanto, seus tesouros ainda estariam por ali.  

Após mais de uma década de trabalho, Gómez já coletou mais de 75 mil artefatos. "Eu estimaria que estamos com apenas 10% do processo", disse à Smithsonian Magazine. 

Entre os objetos encontrados estão colares, caixas de asas de besouro, bolas de âmbar e o mais intrigante: um par de estátuas de pedra preta, finamente esculpidas, cada uma de frente para a parede oposta, à porta da entrada de uma câmara. 

Brilho das galáxias 
Além dos objetos encontrados, Gómez e seus colegas descobriram vestígios de mercúrio no túnel. O arqueólogo acreditava que tratam-se de representações simbólicas de água, bem como a pirita, que foi incorporada na rocha com a mão. Gómez explica que em ambientes escuros, a pirita emite um brilho metálico que, para os antigos arquitetos do túnel, há mais de mil anos, isso poderia replicar uma galáxia ou alguma experiência de estar entre as estrelas. 

Mundo dos mortos? 
Seria possível pensar, desta maneira, que o desenho da cidade, propriamente dito, foi concebido para substituir o Universo e sua criação? O túnel, neste caso, dedicado à água, representaria um mundo fora do tempo, um submundo, não o mundo dos vivos, mas de mortos?  

A tarefa de exploração do enigmático túnel ainda não está terminada: restam a escavação de outras três sub-câmaras.  

Para Gómez, estes locais estão cheios de relíquias que indicam outros rituais, ou restos, ou algo totalmente inesperado que poderia ser entendido como um "túmulo" simbólico: um lugar de descanso final para os fundadores da cidade, dos deuses e dos homens.
Fonte: Smithsonian Mag 
Imagem: Fer Gregory/Shutterstock.com

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