segunda-feira, 23 de maio de 2016

Túnel secreto pode resolver mistério de civilização perdida no México

Um túnel descoberto sob o Templo da Serpente Emplumada promete revelar muitos dos mistérios da cidade pré-colombiana de Teotihuacán, no México.

Tudo teve início em 2003, quando um buraco foi aberto acidentalmente próximo da pirâmide após uma forte chuva. Desde então, o arqueólogo Sergio Gómez, do Instituto Nacional de História e Antropologia do México, lidera uma equipe que pesquisa os segredos escondidos em um túnel cavado sob a cidade, há cerca de 2000 anos. 

Na concepção de Teotihuacán, os arquitetos da cidade organizaram os principais monumentos num eixo norte-sul, com a chamada "Avenida dos Mortos", que liga a maior estrutura, o Templo do Sol, com a Ciudadela, ao pátio ao sudeste, que abrigava o Templo da Serpente Emplumada. Gómez sabia que os arqueólogos haviam descoberto anteriormente um túnel estreito, sob o Templo do Sol. Então, ele cogitava a existência de uma espécie de túnel-espelho, que levaria a uma câmara subterrânea, sob o Templo da Serpente Emplumada.  

Tesouros 
Como as escavações mostraram, o túnel corre cerca de 100 metros da Ciudadela para o centro do Templo da Serpente Emplumada. O buraco que surgiu em 2003, não era sua entrada verdadeira, que ficava a alguns metros dali. Aparentemente, a abertura tinha sido intencionalmente fechada com grandes pedregulhos há 2 mil anos, portanto, seus tesouros ainda estariam por ali.  

Após mais de uma década de trabalho, Gómez já coletou mais de 75 mil artefatos. "Eu estimaria que estamos com apenas 10% do processo", disse à Smithsonian Magazine. 

Entre os objetos encontrados estão colares, caixas de asas de besouro, bolas de âmbar e o mais intrigante: um par de estátuas de pedra preta, finamente esculpidas, cada uma de frente para a parede oposta, à porta da entrada de uma câmara. 

Brilho das galáxias 
Além dos objetos encontrados, Gómez e seus colegas descobriram vestígios de mercúrio no túnel. O arqueólogo acreditava que tratam-se de representações simbólicas de água, bem como a pirita, que foi incorporada na rocha com a mão. Gómez explica que em ambientes escuros, a pirita emite um brilho metálico que, para os antigos arquitetos do túnel, há mais de mil anos, isso poderia replicar uma galáxia ou alguma experiência de estar entre as estrelas. 

Mundo dos mortos? 
Seria possível pensar, desta maneira, que o desenho da cidade, propriamente dito, foi concebido para substituir o Universo e sua criação? O túnel, neste caso, dedicado à água, representaria um mundo fora do tempo, um submundo, não o mundo dos vivos, mas de mortos?  

A tarefa de exploração do enigmático túnel ainda não está terminada: restam a escavação de outras três sub-câmaras.  

Para Gómez, estes locais estão cheios de relíquias que indicam outros rituais, ou restos, ou algo totalmente inesperado que poderia ser entendido como um "túmulo" simbólico: um lugar de descanso final para os fundadores da cidade, dos deuses e dos homens.
Fonte: Smithsonian Mag 
Imagem: Fer Gregory/Shutterstock.com

A senhora de 90 anos que seduzia e levava nazistas à morte quando era garota

Aos 90 anos, Freddie Oversteegen possui em seu passado uma brava história de resistência aos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Quando adolescente, ela, a irmã Truus e a famosa Hannie Schaft foram algumas das poucas mulheres ativas na resistência holandesa. Aos 14 anos, Freddie foi chamada para se unir ao combate com uma tática diferente: as irmãs Oversteegen flertavam com colaboradores nazistas e os conduziam à floresta, onde eles eram surpreendidos com balas em vez de carinhos e beijinhos prometidos.


Do trio de garotas da época, Hannie Schaft ganhou fama mundial com o filme "A garota do cabelo vermelho" e foi enterrada com honras na presença da Rainha Wilhemina e do Príncipe Bernhard da Holanda. Várias ruas no país levam o seu nome. Truus Oversteegen ficou conhecida como porta-voz dos serviços memoriais e artista. Freddie nunca ganhou tanto reconhecimento até que o cineasta holandês Thijs Zeeman realizou um documentário para a TV chamado Duas Irmãs na Resistência. 

Em entrevista à revista Vice, da Holanda, Freddie disse que nunca presenciou nenhuma morte de um nazista, pois não era autorizada a isso. 

"Alguém nos ensinou a atirar e aprendemos a marchar na floresta. Éramos uns sete — Hannie ainda não era parte do grupo e éramos as únicas meninas. Muito depois, um figurão nazista foi morto naquela mesma floresta, e enterrado lá também. Mas Truus e eu não pudemos estar lá quando aconteceu — eles acharam que não era algo que garotas deveriam ver", contou. 

Ela contou que o convite para participar da resistência partiu de um certo "homem de chapéu" que um dia bateu à porta da casa da sua mãe. Ele perguntou se poderia falar com as garotas e depois pediu autorização à mãe para elas participarem da resistência, o que foi concedido.  

Freddie contou que sempre soube o que se passava durante a guerra, já que sua família escondeu judeus perseguidos. 

"Durante a guerra, tínhamos um casal judeu morando conosco, por isso eu e a minha irmã sabíamos tanto sobre o que estava acontecendo. Mas eles deviam ser nossos inimigos, porque eles eram capitalistas e a gente era comunista." 

Até hoje, esta senhora que não acessa a internet porque "os filhos não deixam" tem seu lugar cativo na primeira fileira, entre as pessoas mais notáveis, na cerimônia do Dia da Lembrança da guerra na Holanda. Durante o minuto de silêncio da homenagem, ela diz que "pensa no fato que muita pessoas caíram". 

Enquanto isso, essa senhora de 90 anos segue com sua vida, jogando Scrabbles, indo ao dentista e comendo seu sanduíche, acompanhado por um chá, em meio a um passado recheado de lembranças de luta e resistência.


Fonte: Vice 
Imagem: Foto editada/Ministerie van Defensie, via Wikimedia Commons 

quinta-feira, 12 de maio de 2016

O tesouro viking de mais de mil anos escondido na Escócia

Na Escócia, há um campo com um imenso tesouro viking escondido, que vem sendo explorado aos poucos pelos arqueólogos.


São mais de 100 objetos de ouro e prata encontrados em Galloway e Dumfries, também conhecido como Tesouro de Dumfriesshire. A descoberta ocorreu no sudoeste da Escócia, em setembro de 2014, em terras da Igreja. 
O tesouro foi descrito por especialistas como "umas das mais significativas preciosidades dos vikings já encontradas na Escócia". O achado foi realizado por um entusiasta de detectores de metais, "Derek McLennan", que relatou sua descoberta às autoridades.  

Desde então, a área já foi alvo de inúmeras investigações científicas. Ali foram encontradas jóias e objetos vikings de outras partes do mundo, como um broche de prata da Irlanda e seda do que hoje é Istambul. Acredita-se que o tesouro foi acumulado em algum momento entre o século IX e o X. Seu valor estimado é de £1 milhão (R$ 5 milhões). As peças deverão ser avaliadas e depois adquiridas por museus escoceses


Imagem: Derek McLennan e Martin McSweeneyTwitter
Imagem: Derek McLennan e Martin McSweeneyTwitter 
Fontes: The Indenpent , Ancient Origins

Nova técnica revela segredos das pirâmides do Egito

Muita gente deve imaginar como deve ser o interior de uma pirâmide do Egito. Mas como imaginar como elas realmente são?

Pois a estrutura de uma delas acaba de ser revelada pela primeira vez, usando tecnologias inovadoras. Arqueólogos aplicaram técnicas usadas anteriormente no mapeamento do interior de vulcões ativos para explorar o interior dessas construções milenares. 


As técnicas foram usadas na Pirâmide Curvada, construída a cerca de 4.500 anos. Ela tem esse nome devido ao formato de suas paredes externas. Os scans obtidos com a tecnologia mostram a câmara interna do monumento. 

Além dessa, outras quatro pirâmides serão investigadas no projeto ScanPyramids, realizado em conjunto entre a Faculdade de Engenharia da Universidade do Cairo o instituto francês HIP, sob a responsabilidade do Ministério de Antiguidades do Egito.  

As outras estruturas que serão investigadas são as pirâmides Vermelha, Queóps e Quéfren. O projeto mescla diferentes tecnologias, como termografia infravermelha, radiografia de múons e reconstrução 3-D. Tudo isso para melhor entender os monumentos e identificar a presença de estruturas internas e cavidades desconhecidas.

Fonte: Livescience 
Imagem: Projeto ScanPyramids/Divulgação

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Ilha de Páscoa não foi destruída pela guerra, diz estudo

Milhares de pequenos objetos, afiados, que lembram lanças, espalhados pela Ilha de Páscoa, apontavam que uma guerra deu fim à sua antiga civilização.

Porém, novas evidências, a partir de investigações arqueológicas, sugerem que esses objetos, chamados mata'a, não foram usados ​​como armas como se imaginava.

Tudo começou quando crenças populares consideraram que uma guerra maciça interna levou ao colapso da população da ilha localizada a 3.700 quilômetros da costa do Chile. O conflito seria resultado do uso excessivo de recursos limitados do local e teria levado sua civilização à beira da autodestruição. 
Agora, os mata'a passaram por uma nova análise chamada morfometria e sua história é contada de maneira diferente. Mais de 400 peças foram analisadas no estudo liderado por Carl Lipo, um antropólogo da Universidade de Binghamton, em Nova York.  

"Algumas são arredondadas, outras quadradas e algumas do tipo triangular", disse Lipo.  

Segundo ele, os variados formatos e espessuras das peças dificilmente possibilitariam que elas fossem usadas com eficiência para acertar órgãos vitais humanos em uma guerra. Além disso, as escavações arqueológicas na Ilha de Páscoa (ou Rapa Nui) não revelaram vestígios de traumas letais em crânio, membros decepados ou valas comuns, disse Lipo. Os cientistas também não encontraram estruturas como fortes ou defesas, algo comum em outras ilhas do Pacífico com uma história de guerra, tais como Fiji e Nova Zelândia.

O mata'a da Ilha de Páscoa  eram provavelmente ferramentas de uso geral, usados ​​para práticas agrícolas, rituais de sacrifício e tatuagem, acredita Lipo. Estas atividades pacíficas realmente fazem mais sentido em um contexto arqueológico, em uma pequena ilha, isolada, onde as pessoas teriam que aprender a lidar com seus problemas para viver em grupo, acrescentou o pesquisador. 

Se a civilização Rapa Nui foi bem-sucedida na remota ilha, a próxima pergunta que os arqueólogos precisam responder é como essas pessoas criaram uma comunidade sustentável, disse Lipo. "O mistério é realmente mais interessante agora", ele disse, "porque agora, temos algo a aprender." 

Na última década, arqueólogos apresentaram hipóteses de que doenças e escravidão introduzidas pelos europeus foram a causa mais provável do declínio da sociedade polinésia.
Fonte: Live Science
Imagem: Kachalkina Veronika/Shutterstock.com

Exemplar raro de livro de Shakespeare é encontrado em ilha na Escócia

Um exemplar de um dos livros mais raros e valiosos do mundo o chamado “First Folio”, de William Shakespeare, foi encontrada em uma ilha da Escócia.

A obra, publicada em 1623, foi a primeira compilação das peças do bardo. O livro foi achado em uma mansão chamada Mount Stuart, na Ilha de Bute e deve ser exposto ao público em breve. Existem cerca de 230 cópias do First Folio no mundo. Uma delas foi vendida por aproximadamente U$ 5,5 milhões em 2003.

Emma Smith, professora especializada em Shakespeare da Universidade de Oxford, disse que ficou muito surpresa com a descoberta. A primeira reação dela foi não acreditar na existência da cópia. “Duvido que eles tenham mesmo”, disse ela quando foi informada do achado. Mas quando inspecionou os três volumes da obra, se certificou de que era autêntica.
O First Folio foi publicado sete anos após a morte de Shakespeare, compilando os textos de 36 peças teatrais do autor. Se o livro não tivesse sido publicado, obras clássicas como A Tempestade, Macbeth e Júlio César provavelmente teriam sido perdidas. Não se sabe exatamente quantas cópias do livro foram produzidas, mas alguns pesquisadores acreditam que tenham sido 750 ao todo. A última havia sido encontrada em 2014 na França.
Fonte: Seu History

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