segunda-feira, 27 de junho de 2016

Encontrada base naval do mundo antigo submersa no mar grego

Um complexo de construções do mundo antigo - mais exatamente uma base naval ateniense de 2.500 anos - foi descoberta por arqueólogos dinamarqueses e gregos.


O achado apresenta fortificações portuárias e galpões para o armazenamento de centenas de navios de guerra chamados trirremes. Os restos foram encontrados submersos, no porto de Mounichia, em Pireu, uma cidade vizinha a Atenas. 

O arqueólogo Bjorn loven, da Universidade de Copenhague, liderou a expedição como parte do Projeto Porto Zea. Sua equipe identificou e escavou seis navios-abrigos, que foram usados para proteger os navios gregos de moluscos que perfuram a madeira (bromas) e da secagem quando as embarcações não eram mais necessárias no mar. 


De acordo o arqueólogo, as bases sob as colunas tinham de 1,8 m por 15,2 cm e os galpões mediam pouco mais de 5,7 m de largura, até 8 m de altura e 50 m de comprimento. 

Com base na cerâmica e na datação por carbono 14 a partir de uma peça de madeira encontrada em um dos navios-abrigos, loven e seus colegas puderam identificar que a estrutura foi construída em torno de 520 a.C. a 480 a.C., ou pouco tempo depois. 

Batalha de Salamina
Os pesquisadores acreditam que a base teve um papel fundamental na batalha de Salamina, entre gregos e persas, em 480 a.C., considerado o duelo naval mais decisivo da Antiguidade. 

Esse confronto ocorreu nos estreitos que separam o continente grego da ilha de Salamina. De um lado estava o rei persa Xerxes I e, do outro, o político ateniense Temístocles, que saiu vitorioso. A batalha garantiu a independência das cidades-estados gregas e, consequentemente, o desenvolvimento da civilização ocidental. 

De acordo com os pesquisadores, novas escavações estão previstas para o futuro para revelar ainda mais sobre esse inestimável achado do mundo antigo.

Fontes: Seeker , Universidade de Copenhague
Imagem: Vassilis Tsiairis 

Encontradas as primeiras pegadas do Homo erectus

Escavações na Eritreia, na África, podem ter revelado as primeiras pegadas do "Homo erectus", uma espécie de hominídeo considerado o ancestral direto dos humanos modernos.

Pesquisadores estimam que as pegadas fossilizadas tenham em torno de 3,6 metros e, por conta do seu tamanho, foram deixadas por indivíduos altos há, aproximadamente, 800 mil anos. As marcas foram encontradas em sedimentos de areia, ao longo do que teriam sido as margens de lago, que teria existido há muito tempo. 


Vários indivíduos
Hoje o local em que as pegadas foram achadas, chamado "Aalad-Amo", é ocupado por um deserto. As escavações foram conduzidas por uma equipe do Museu Nacional da Eritreia e da Universidade La Sapienza, de Roma, na Itália. 

As pegadas presentes no pedaço de pedra, possivelmente, pertencem a vários indivíduos. Pesquisadores cogitam que eles poderiam estar perseguindo algum animal, como um antílope, cujas marcas também foram reconhecidas. 

"O Homo erectus foi a única espécie de hominídeos a habitar a região na época. Na verdade, estas poderiam ser as primeiras pegadas de H. erectus claramente reconhecíveis," disse Alfredo Coppa, antropólogo da Universidade La Sapienza, que liderou a escavação. 

Extinção do H. erectus
Conhecer um pouco mais da caminhada do H. erectus sobre a face da Terra é muito importante para o estudo da história evolutiva humana. A espécie surgiu há 1,8 milhão de anos e foi extinta na África entre 800 mil ou 700 mil anos atrás. Espalhou-se ainda pela África Oriental, Oriente Médio e Ásia, onde pode ter sobrevivido até 50 mil anos atrás.
Pesquisadores alegam que o H. erectus é muito semelhantes ao homem moderno, e as pegadas da Eritreia podem fornecer pistas importantes sobre como teria ocorrido a evolução até o Homo sapiens, espécie fisicamente próxima dos humanos modernos, que apareceu há 200 mil anos.

Fonte: Seeker.com 
Imagem: Alfredo Coppa/Universidade La Sapienza de Roma

terça-feira, 21 de junho de 2016

Fundo falso de caneca achada em Auschwitz revela truque para enganar nazistas

Uma família conseguiu enganar os nazistas há mais de 70 anos, de acordo com um achado de funcionários do Museu de Auschwitz, na Polônia.

O começo deste mês, foi anunciada a descoberta de um fundo falso em uma caneca, que escondia um brinco e um colar. Provavelmente, uma artimanha para enganar os nazistas e evitar que levassem o pertence de algum dos prisioneiros do campo de concentração da Segunda Guerra Mundial. 


Testes nas joias revelaram ouro 583, usado na Polônia, entre 1921 e 1931. Representantes do museu acreditam que não será possível identificar o dono das joias, pois não há nenhuma marca de identificação. O museu possui mais de 12 mil peças na coleção de artigos de cozinha, que inclui copos, potes, tigelas, chaleiras, jarras e louça. 

Não é a primeira vez que objetos de valor são revelados tanto tempo depois em meio a achados de vítimas do Holocausto, de acordo com funcionários do museu. O fato indica que esses itens representavam uma esperança para esses prisioneiros, que viam neles um sinal para a sua sobrevivência. 

Estima-se que em Auschwitz-Birkenau morreram 1,1 milhão de pessoas durante o Holocausto, a maior parte eram judeus, mas havia também poloneses, ciganos, ucranianos, franceses e soviéticos. 

Fonte: Brasil Post
Imagem: Instragram/auschwitzmemorial/  

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Cientistas confirmam que punhal de Tutancâmon é extraterrestre

De acordo com uma equipe científica, a lâmina de um dos punhais encontrados no túmulo do rei Tutancâmon tem origem extraterrestre.

A conclusão é de uma equipe de pesquisadores italianos e egípcios, que publicaram um artigo detalhado na revista "Meteoritics & Planetary Science", em que afirmam que um dos punhais encontrados no túmulo do jovem faraó contém uma folha de ferro que é de procedência extraterrestre. A origem deste material é tema de debate desde a descoberta da tumba do Rei Tut por Howard Cater, em 1922, já que os egípcios não fabricavam ferro. Desde então, pipocam teorias sobre uma procedência alienígena do ferro do punhal, mas nunca uma análise conclusiva pode ser feita até agora. 


O novo estudo, no entanto, parece mudar esse cenário. As análises realizadas em duas áreas do punhal — exposto no Museu Egípcio do Cairo — mostraram uma elevada percentagem de níquel (11%), apenas compatível com o ferro de meteoritos. Os traços de cobalto no metal confirmam a hipótese, segundo os pesquisadores. Para o estudo foram usadas técnicas de análise com fluorescência e raios-x e tudo foi feito sem que o punhal fosse retirado do museu para evitar danos. 

Mais impressionante ainda é que os estudiosos acreditam saber qual foi o meteorito que deu origem ao ferro do punhal do faraó. Eles comparam amostras de todos os 20 meteoritos de ferro conhecidos na região e concluíram que a folha do objeto de Tutancâmon veio de uma pedra chamada Kharga, localizada há 16 anos no porto de Mersa Matruh, a 240 quilômetros a oeste de Alexandria. 

Vale recordar que os antigos egípcios consideravam o ferro um metal supremo, inclusive superior ao ouro, provavelmente porque era escasso, ao não dispor de minas para sua extração nem tecnologias para seu tratamento. 

Fontes: CNN , El País ,  Meteoritics & Planetary Science Imagem: Meteoritics & Planetary Science/20 MAY 2016 DOI: 10.1111/maps.12664 - onlinelibrary.wiley.com

sexta-feira, 3 de junho de 2016

HOLOCAUSTO É TEMA DE EXPOSIÇÃO EM ESCOLA DE SÃO CAETANO

Calafrio, impotência, vergonha, compaixão... Vários são os sentimentos que podem ser sentidos ao se deparar com exposição sobre um dos episódios mais cruéis da história da humanidade. Mas a mostra Holocausto – Indignação e Coragem, é um necessário ponto de partida para quem quer conhecer ou aprofundar seus conhecimentos sobre ao massacre de judeus pelo Partido Nazista Alemão durante a Segunda Guerra Mundial.

Uma prévia da exposição foi montada no dia 22/02/16, na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Luiz Olinto Tortorello, no Bairro Cerâmica, em São Caetano do Sul. Durante toda a semana, cerca de 1.000 pessoas, entre alunos do 5º ao 9º anos, professores, funcionários e pais dos estudantes, adentraram com riqueza de detalhes ao universo sombrio do genocídio.
Músicas e símbolos judaicos, imagens dos escravos marchando para a morte nas câmaras de gás, réplicas de objetos (como os uniformes utilizados pelos prisioneiros judeus, ingenuamente confundido com roupa de dormir pelo personagem Bruno, do livro e filme O Menino do Pijama Listrado) conduzem os visitantes para uma dura realidade.
tour começa diante de uma cópia do portal da rede de campos de concentração de Auschwitz, na Polônia, para onde foram enviados muitos dos judeus capturados pelos nazistas. Lá, já enganados e com a dignidade roubada, foram forçados a trabalhar em regime de escravidão – a maioria acabou assassinada. Arbeit Macht Frei (O Trabalho Liberta) era a mensagem de boas-vindas dos alemães.
Entre rostos aflitos e desesperançosos de judeus, imagens de Adolf Hitler também ajudam a contar a história. Em uma delas, o líder do Partido Nazista Alemão aparece em uma reunião ao lado do comandante da SS, Heinrich Himmler, provavelmente planejando o massacre dos não pertencentes à sua raça ariana.
Cerca de 6 milhões de judeus foram assassinados pelos nazistas no Holocausto. Entre eles, 1,5 milhão eram crianças. O genocídio exterminou dois terços dos judeus da Europa entre 1933 e 1945. Ao todo, 50 milhões de pessoas morreram na 2ª Guerra Mundial.

“Apesar de contarmos a história de forma didática, o Holocausto é um tema que choca muito. Por isso, alunos e professores se emocionam ao ter contato com este ambiente”, afirmou o diretor da EMEF Luiz Tortorello, Vilson Debiazi.
“Tive esta ideia a partir do contato com dois sobreviventes do Holocausto, em Porto Alegre. É uma parte importantíssima da história mundial, que deve ser levada ao conhecimento desta e das futuras gerações para que a raça humana aprenda definitivamente a se livrar de preconceitos e da intolerância”, observou Luiz Rampazzo, diretor-executivo da Special Books, responsável pela exposição.

Tel. 4221-3972. Quinta a 30/6. Seg. a sex., 8h às 18h; sáb., 12h às 16h. Gratuito
Fonte: http://www.saocaetanodosul.sp.gov.br/

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