terça-feira, 19 de julho de 2016

O cachorro herói que salvou incontáveis vidas na Primeira Guerra

Um cachorro pode ser considerado um herói da Primeira Guerra por sua bravura no campo de batalha para entregar uma mensagem que salvou muitas vidas.

O cão salvador, curiosamente chamado de Satã, defendeu as tropas francesas contra os alemães na batalha de Verdun. Ele recebeu a perigosa tarefa de entregar uma mensagem a soldados sitiados sob pesado ataque dos alemães. 

A mensagem levava o seguinte recado: "Pelo amor de Deus segurem aí. Nós vamos aliviar vocês amanhã. " 

Satã partiu com uma máscara de gás no focinho, duas cestas contendo pombos-correio e um tubo de bronze, preso na sua coleira, onde levava a mensagem aos homens desesperados. 


Cachorro atingido 
Satã usou todo o seu treinamento de guerra e saiu correndo pelo campo de batalha, em ziguezague, para fugir das balas dos alemães. Isso não impediu o cachorro de ser atingido na pata dianteira direita. Os soldados franceses que o seguiam de longe viram o cão tombando, mas estavam presos nas trincheiras. 

Duvalle, um soldado francês que treinou Satã, também seguia o cachorro. Ele deixou sua trincheira e deu um grito encorajador para o cão. Ao ouvir a voz amiga, o animal se levantou a continuou fielmente sua missão. Duvalle, infelizmente, foi atingido por franco-atiradores alemães e morreu. 

Sempre em frente 
Satã chegou à sua missão e entregou a importante mensagem. O capitão, agradecido e aliviado, escreveu as coordenadas da localização alemã. O capitão fez uma segunda cópia da mensagem e colocou cada uma nos pombos trazidos pelo cachorro. Em seguida, as aves foram liberadas. Os alemães já estavam esperando os pombos e, imediatamente, mataram um deles. O segundo pássaro conseguiu retornar para os franceses.
Verdun
Horas depois, o exército francês conseguiu derrotar os alemães, dando fim à sangrenta batalha. Verdun foi uma das muitas batalhas da Primeira Guerra Mundial em que foram usados cães treinados. Mais de 50 mil animais lutaram bravamente, levando mensagens, transportando munição e guardando trincheiras.
E o Satã?
Sobre Satã, não se sabe que aconteceu com ele. Há rumores de que morreu assim que completou sua missão ou até mesmo que se aposentou como um herói de guerra. A única certeza é que sua coragem jamais será esquecida.

Fonte e imagem: War History Online

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Antigo santuário chinês pode conter o crânio de Buda

Restos do crânio de Sidarta Gautama, mais conhecido como Buda, teriam sido encontrados em uma cripta sob o Templo de Grand Bao’en, em Nanjing, na China.

Entre 2007 e 2010, arqueólogos do Instituto Municipal de Arqueologia de Nanjing, com a ajuda de outros especialistas chineses, escavaram uma cripta de pedra enterrada sob o templo. Ignoradas pela mídia ocidental, mas divulgadas exaustivamente na China, as escavações trouxeram à tona a descoberta impressionante: a cripta continha um modelo de mil anos de idade de um santuário budista conhecido como estupa, feito de sândalo, cristal, ouro e incrustrado por pedras preciosas. Dentro do artefato ornamentado, os arqueólogos encontraram os restos de vários santos budistas, incluindo um osso parietal (crânio), que, segundo as inscrições que o acompanhavam, teriam pertencido a Sidarta Gautama, mais conhecido como Buda. 

Embora, inicialmente, os arqueólogos tenham relatado suas descobertas nas escavações no Templo de Grand Bao’en em 2015, uma tradução em inglês foi publicada recentemente no periódico Chinese Cultural Relics. 

Segundo o artigo, os arqueólogos estavam escavando uma cripta de pedra debaixo do templo quando encontraram o modelo de uma estupa, uma espécie de santuário budista utilizado para meditação. 


Valor inestimável 

Medindo 117 cm de altura e 45 cm de largura, o santuário é um artefato de valor inestimável. Ele foi feito de sândalo, cristal, ouro e coberto por pedras preciosas, como vidro, cristal, lápis-lazúli e ágata. A superfície também está entalhada com imagens de Sidarta Gautama, o venerado mestre e fundador do Budismo. As gravuras revelam cenas da vida de Buda, desde o nascimento até o momento em que ele atingiu o paranirvana, o estado pós-morte onde, segundo a tradição budista, uma pessoa é libertada do ciclo de nascimento e renascimento. 

Dentro da estupa, os arqueólogos encontraram um pequeno caixão de prata, que continha outro caixão de ouro. Imagens de fênixes, flores de lótus e deuses com espadas enfeitavam ambos os caixões. Os espíritos hindus, conhecidos como apsarás, que tocam instrumentos musicais, também apareciam na superfície do caixão de prata externo. O caixão de ouro interno continha três garrafas de cristal e uma caixa prateada com os restos dos santos budistas. Ao lado deles, estava um fragmento de um osso parietal, que vinha acompanhado de inscrições identificadas como do próprio Buda. 

As inscrições no baú de pedra, no qual o modelo foi encontrado, foram escritas cerca de mil anos atrás por um homem chamado Deming. De acordo com as traduções, o escritor alegava ser “o Mestre da Iluminação Perfeita, Abade do Monastério de Chengtian [e] o Detentor do Manto Púrpura”. Segundo ele, o santuário foi construído durante o reino do Imperador Zhenzong da dinastia Song, que governou a China de 997 a 1.022 d.C. Ele listou os nomes das pessoas que doaram dinheiro ou materiais para a construção do modelo, assim como o de algumas pessoas que o construíram. 


Restos "divididos em 84 mil partes" 

Em seguida, Deming descreve o traslado dos restos mortais de Buda para a China, afirmando que depois que entrou no paranirvana, seu corpo foi cremado no seu país natal, a Índia. Segundo Deming, o rei Asoka, que governou a Índia de 268 a 232 a.C., determinou que os restos mortais de Buda fossem preservados e “divididos em um total de 84 mil partes”. A China recebeu 19 dessas partes, incluindo o osso parietal contido no santuário. 

De acordo com Deming, o templo no qual os restos mortais estavam enterrados foi destruído 1.400 anos atrás, durante uma sequência de guerras. Ele foi reconstruído sob as ordens do Imperador Zhenzong, e o osso parietal foi enterrado com grande cerimônia em uma cripta subterrânea, no mesmo local, em 1.011, ao lado dos restos de outros santos budistas. Deming elogiou o imperador por reconstruir o templo e enterrar novamente os restos de Buda: “Que o Herdeiro Aparente e os príncipes imperiais sejam abençoados e prósperos com 10 mil descendentes; que os Ministros Civis e Militares da Corte sejam leais e patriotas; que as três forças armadas e os cidadãos tenham uma época feliz e pacífica...”. 

Mais investigações 

Enquanto as inscrições claramente indiquem que o osso do crânio tenha pertencido a Buda, não se sabe se essas afirmações são verdadeiras. Embora os arqueólogos não tratem em seu artigo sobre a probabilidade de o osso ser realmente de Buda, ele tem sido tratado com grande respeito desde sua descoberta. Os cientistas o confiaram aos monges budistas do atual Templo de Qixia, que o enterraram lá. Posteriormente, o osso parietal e outros artefatos da escavação foram expostos em Hong Kong e Macau, onde dezenas de milhares de budistas compareceram para prestar homenagens. 
Fontes: History 
Crédito: Chinese Cultural Relics

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Encontrada base naval do mundo antigo submersa no mar grego

Um complexo de construções do mundo antigo - mais exatamente uma base naval ateniense de 2.500 anos - foi descoberta por arqueólogos dinamarqueses e gregos.


O achado apresenta fortificações portuárias e galpões para o armazenamento de centenas de navios de guerra chamados trirremes. Os restos foram encontrados submersos, no porto de Mounichia, em Pireu, uma cidade vizinha a Atenas. 

O arqueólogo Bjorn loven, da Universidade de Copenhague, liderou a expedição como parte do Projeto Porto Zea. Sua equipe identificou e escavou seis navios-abrigos, que foram usados para proteger os navios gregos de moluscos que perfuram a madeira (bromas) e da secagem quando as embarcações não eram mais necessárias no mar. 


De acordo o arqueólogo, as bases sob as colunas tinham de 1,8 m por 15,2 cm e os galpões mediam pouco mais de 5,7 m de largura, até 8 m de altura e 50 m de comprimento. 

Com base na cerâmica e na datação por carbono 14 a partir de uma peça de madeira encontrada em um dos navios-abrigos, loven e seus colegas puderam identificar que a estrutura foi construída em torno de 520 a.C. a 480 a.C., ou pouco tempo depois. 

Batalha de Salamina
Os pesquisadores acreditam que a base teve um papel fundamental na batalha de Salamina, entre gregos e persas, em 480 a.C., considerado o duelo naval mais decisivo da Antiguidade. 

Esse confronto ocorreu nos estreitos que separam o continente grego da ilha de Salamina. De um lado estava o rei persa Xerxes I e, do outro, o político ateniense Temístocles, que saiu vitorioso. A batalha garantiu a independência das cidades-estados gregas e, consequentemente, o desenvolvimento da civilização ocidental. 

De acordo com os pesquisadores, novas escavações estão previstas para o futuro para revelar ainda mais sobre esse inestimável achado do mundo antigo.

Fontes: Seeker , Universidade de Copenhague
Imagem: Vassilis Tsiairis 

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